domingo, 27 de novembro de 2011

Tempo

Einstein tinha razão. O tempo é mesmo relativo. A quanto tempo não apareço por aqui? Provavelmente pra quem lê esse blog (se é que existe tal criatura) poucos dias. Ou talvez nem ao menos tenha notado que não ando aparecendo. Motivo? Tempo. Ele é todo relativo, verdade. Há dias em que precisava de horas extras. Terminar coisas, prazos vencendo, chefe cobrando. Há dias em que a tarde dura uma eternidade. Passo lendo, passo jogando, passo comendo, e ainda são duas da tarde. Na verdade, todos os dias parecem não ter fim aqui nesse meu universo. Já no paralelo, lá em Porto Alegre, passa rápido demais. Domingo vendo Gugu nunca foi tão rápido, juro. Mas é engraçado. Você acha que o tempo anda rápido demais, porque faz algo que te deixa feliz, e é verdade. Mas não completamente. Tenho poucas lembranças sobre tudo, lembro de hoje e olhe lá. Mas uma das poucas coisas que lembro foi de um momento em que o tempo simplesmente parou.

Foi lá nos meus 14 anos, fiquei fitando aquela criatura me olhando do outro lado da janela, com uns olhos que sorriam. Adoro esse tipo de gente, esses que sorriem com os olhos e com o resto do corpo inteiro. E não fazia nada além de me encarar com esses olhos verdes.

Saudades desses dias. E "saudade é a nossa alma dizendo pra onde ela quer voltar".

Sabe que não me lembro da chuva nesses dias? Não me lembro mesmo. Talvez tenha feito mesmo sol por 5 meses, ou talvez eu estivesse tão aquecida por dentro que não me lembro da chuva.

É impressionante como coisas pequenas assim são tão importantes.

Estamos rumo ao sexto natal desde esse dia e no entanto ainda me lembro dele como se fosse ontem.


Sabe o presente que eu queria de natal universo?

Reflete ai, me manda por favor esse presente.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Os invisiveis - de Gael Garcia Bernal

O ator mexicano Gael Garcia Bernal tem grande talento, não só atuando como galã ou sabendo escolher grandes papeis, mas tambem em seu inicio de carreira como diretor acertando nos temas que merecem ser retratados na arte do telão. Ainda que sua sua primeira experiencia como diretor no longa Déficit não tenha saido bem, acertou no trabalho recente no qual tambem é idealizador, "Los invisibles" um lindo e interessante documentario sobre imigrantes da América Central que passa pela fronteira do Mexico com os Estados Unidos. O filme vem disponivel em quatro partes, com colaboração com o diretor Marc Silver e a Anistia Internacional, e tambem com a ajuda de seu amigo inseparavel Diego Luna (bem sucedido como diretor), que fizeram juntos "Y tu mamá tambien" e o produtor Pablo Cruz.
Aborda as motivações das pessoais que desejam uma vida melhor mesmo fora de seu pais de origem, sonhadoras em sair da realidade durissima para obter oportunidades e concluir suas esperanças em um pais cheio de oportunidades como o Eua. A realidade de tais pessoas não são apenas a pobreza, como vitimas de violações fisicas, assassinatos, seuqestros, abusos morais, alem da dificuldade de cruzar o trajeto e o risco de não entrar no pais.
Gael deixa uma mensagem forte, talvez de suas simples aparições entrevistando as pessoas e questionando as coisas que estas passam até chegar ali e d o que podem sentir do ainda trageto que teriam que seguir.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

"O buraco que nos cavamos" - Ding Musa

Curvas de tijolo enfilerados com pedaços de espelhos na galeria Tranversal, é de autoria do fotografo paulistano Ding Musa. São fotos, videos e estalações que retratam a decadencia das sociedades nestas eras industriais, como construções destruidas, desmatamento, passagens urbanas, carros queimados, sucatas. Estas obras participam da 54º Bienal de Veneza.
Videos retratando as inpunidades pós-modernas. "Não faço fotografia para sujar o mundo e enfeitar casas de bacana. As obras retratam a impunidade, o lixo, a indiferença" diz Ding.
Em um dos videos varios urubus voam em um céu azul e no outro, varias pessoas caminham na rua de Ramallah na Cisjordania, passam sem perceber uma grande fenda no chão.

Pois é, são fotografias, obras e detalhes que nos faz lembrar de nossa sociedade conturbada, e todas as sociedades mundiais, nesta tão querida era digital que chegamos.
O mundo vem cada vez mais padecendo pelo conforto que tanto buscamos no dia a dia de trabalho, para cada dia ter muito mais que o necessario para se tornar cada vez mais inuteis, coleções de carros, novas tecnologias, jatinhos, casas, acomodados pelos moldes de uma sociedade maquinaria onde cada click bate um coração, onde giramos em torno somente de nosso bem estar e o resto que siga pela sombra. Esquecemos dos simples detalhes da vida, ou senão que existe vida!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ir e vir

Ondas do mar, vai e volta, infelizmente não são como os direitos humanos, coisas que vão e nunca voltam, portanto nunca poderemos comtemplar uma sociedade melhor, senão a de sempre, ou seja, conformar-se com o sistema social, resultado de ser irracionais, logo, não existir.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Valores?

São como fungos!
Brotam de qualquer coisa
Principalmente do meu chão molhado, mofado, esverdeado, esbranquiçado (podre)
São como fundos!
Brotam nos valores humanos, Infectam de naturalidade,
cria nas raizes oposições a seus proprios direitos,
insistem em dizer-lhe que é bem para os direitos humanos,
transportam toda podridão para sua mente (e não são em formas expressões)
Asfixiam com cheiro mofado teu proprio coração,
sugam seus ultimos alvos e principios
Fazem de nos gato e sapato
E tudo continua sendo a casa da mãe Joana.

Sem querer parecer...

Sem querer parecer patetico
Mas seres reaconarios agem como uma autoridade
Ordenando a mudar-te de teus ideais. (Talvez por que eles sejam contra seus proprios ideiais)
Ideiais? (sabemos)
Sem querer parecer patetico
Tambem sensorial ou (mui menos sinico)
Não querendo dar-lhe o devido maus tratos aos que merecem.
Mas o mundo gira o reacionario (infelizmente)
Coisas precisam ser movimentadas...E simplesmente são adiadas, naufragadas pela aminesia governamental.
Talvez (um simples) empurrram, fazeria ir a frente, alias deve ser lá que ha o futuro, não?
Enfrentar a realidade? Enfrentar o mundo reacionario? ... Dar-se ao impossivel e ao conformismo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

De Volta em volta

Voltando a fim de trazer alguns prazeres habituais para o inicio de mais um mes voadissimos como costumeiramente neste ano e tambem deste estimado blog abandonado pelos seus escritores (logo não pude dar mais a devida atenção a nossos caros leitores pelo excesso de trabalho de final de ano e excasso tempo dos atribulados e aflitos corações que batem aos corredores (da amargura) pulsante de uma universidade) Toda a intenção é dar o ar da graça, nem tão bom ar pero no mucho ruim tambem.

-Cotidiano, Assunto e Borges

Amigos ando com vontade de escrever, ao mesmo tempo sem assunto nenhum (nada de diarios, vida cotidiana e lirismos pasmaticos momentaneos do tempo louco de São Paulo) Talvez alguns passeios e desvaneios, os muitos livros consumidos durante este longo ano de artes, papos furados, correria até encontrar o paraiso cujo falta breve dias: Ferias; Fisicamente e mentalmente o assunto mais esperado pelos bilhoes de habilantes que circulam este globo.

Talvez o titulo de um dos poetas dos poetas, não?

- Fadiga, lorotas e massacres
Procurando evitar a fadiga e não exercer nossos caros leitores de lorotas como vem acontecendo costumeiramente (sim, neste cansavel anos do "massacres aos terroristas" juro que não entrarei em detalhes, sine qua non muito menos em sinonimos de veteranismo.


ainda passarei

No mais, um bom inicio de semana!

http://www.youtube.com/watch?v=F2svCHk9ZO4 - El Afronte Orquestra