domingo, 28 de novembro de 2010

Momento Bleach


Pra quem não sabe "Bleach" é o nome de um dos animes/manga mais populares no Japão. Pouco conhecido no Brasil, pois sua distribuição só é feita pelo canal "animax", nenhuma TV aberta por enquanto. Resumindo um pouco da história: Kurosaki Ichigo é um estudante do ensino médio que por alguma razão consegue ver espíritos. Sua vida inteira muda quando conhece Rukia Kuchiki, que passa os seus poderes de Shinigami (traduzido no Brasil como ceifeiro de almas), começa a saga então á Soul Society e o a revelação da traição de alguns membros, levando-os até a atual temporada. Até hoje foram lançados 298 episódios (*esperando ansiosamente o 299*). Eu não gosto da tradução brasileira para animes, cartoons até desce, mas anime é foda, então eu aconselho a baixar Bleach em um desses dois links que disponibilizarei: link 1, link 2
Assisto bleach desde...2003, se não me engano. Sou fã. E ai vai alguns dos personagens que eu A-D-O-R-O! (nerd):
Personificação da espada de Kurosaki Ichigo

Kirisake Benihime é o nome da espada de Urahara Kisuke

Fica a dica!
Abraços

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tio Frans

Exposição feita na galeria Sergio Caribé

Frans Krajcberg, embora tenha estudado engenharia, é um pintor, escultor, gravador, fotógrafo e artista plástico polaco (naturalizado brasileiro)  e em seus 89 anos vive no sul da Bahia, em Nova Viçosa, dotado de um talento sobrenatural, e sem sombra de dúvida entre os artistas brasileiros, foi um dos raros que trouxe uma contribuição pessoal ao desenvolvimento da arte contemporânea. Une ativismo e arte; durante suas diversas viagens à Amazônia e ao Pantanal mato-grossense, fotografou a destruição ambiental como forma de denuncia, além de recolher materiais  para a confecção de seus trabalhos, como raízes e troncos de árvores mortas, provenientes de derrubadas e queimadas.
Frans ao lado de uma de suas fotografias expostas no MAM
 
Entre seus trabalhos mais notáveis, atingindo sua maturidade como artista, estão as produções admiráveis de gravuras em relevo e esculturas pintadas nas quais utiliza pedras, árvores, raízes e os mais diferentes materiais de origem mineral e vegetal.
Uma de suas esculturas que agora pertencem ao Parque do Ibirapuera

Vivia solitário, sem nenhum tipo de infraestrutura, numa tentativa de comunhão com a natureza, e era conhecido como o "barbudo das pedras". Foi nesse período que produziu muitas gravuras e esculturas em pedra, que o deixaram conhecido internacionalmente, além de realizava experiências na fabricação de pigmentos extraídos da natureza.
 Atualmente, dedica-se mais à fotografia. Porém durante toda sua carreira esteve preocupado em denunciar as queimadas e desmatamento no território brasileiro, especialmente no Paraná e na Amazônia. Também denunciou a exploração de minérios em Minas Gerais, além de defender as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa em seu período de desova e as baleias jubarte que visitam o mesmo local anualmente.

"A minha preocupação é penetrar mais a natureza. Há artistas que se aproximam de máquina, eu quero a natureza, quero dominar a natureza. Criar com a natureza, assim como outros estão querendo criar com a mecânica."

"Barbudo das pedras"

 Além de oferecer um olhar bastante poético, principalmente sobre a natureza, Tio Frans aborta questões sobre os principais problemas ecológicos de nosso país. Vale a pena ser visto. Pra quem não sabe, na antiga serraria do Parque do Ibirapuera há uma exposição permanente de esculturas feitas com restos de arvóres queimadas do artista desde setembro deste ano, depois de uma briga na justiça que durou 2 anos (para saber mais sobre isso clique aqui). E não deixem de visitar a exposição deste maravilhoso artista na próxima vez que for ao Parque do Ibirapuera!

Abraços

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Detonando

Foto-protesto publicada em seu blog
É de longa data que admiro o vocalista da aclamada banda "Detonautas Roque Clube", conhecido como Tico Sta. Cruz. Admiro principalmente por se tratar de um puta ativista social, político e moral. Ácido, corrosivo, chato, e interessante.  Aliás, é pra libertar-se dessa acidez que canta. Levou  o ditado "Quem canta os malés espanta" ao pé da letra. Como um bom músico deve ser, acompanha o mundo, e faz graça dele. Graça não. Sarcasmo discritivo, ou protestante. Escreve sobre o mundo tal como ele é, sem preliminares. É detonauta detonando. Escreveu a sua biografia como se fosse uma confissão, um lamento, um protesto. Escritor de um blog simplesmente fenomenal dá tapas na cara de quem merece, sem aquele pudor a la Nx zero, atuais queridinhos da globo & cia. Libertou-se do convencionalismo por tabela participando do reality show mais chimfrim da televisão brasileira (existe algum bom?), e quem esperava coisa diferente deu com burros n'água. Tico se manteve Tico. E Brasil, se manteve Brasil, eliminando-o. Em contrapartida elegendo Dilma como presidente. Faz algum sentido? Não pra mim baby.
Faz sentido ler o blog do Tico, suas idéias e opiniões coerentes com o mundo que vemos. O basta do falso glamour hollywoodiano. Existe um mundo fora do "E!", e ei, olhem paparazzis, que tal uma foto disso? Mensalões, doláres na cueca e meia, nepotismo, cpmf, CP'is, colarinhos brancos, bandidagem no próprio senado. E pra completar: Tiririca eleito. O circo tá formado, e os brasileiros riem com suas bocas desdentadas dessa situação enquanto esperam ansiosos pra próxima edição de reality show's e novelas. Será que ninguém enxerga a clássica política de "Pão e Circo"?. Mas a arte é necessária, pois o mundo já horrível demais. Por isso, também há poesias em seu blog. As poesias de amor não são como as do Neruda e o seu "Desnuda"; Na poesia de Tico há mais putaria honestidade. As regras e o convencionalimo nos empedem de assumir que a paixão e o sexualismo estejam ligados dessa forma, e é exatamente na liberdade que ele cria que mora a beleza. Chega de introdução, acessem: Tico Santa Cruz, e provem um pouco desse ácido.

 
Um dos tantos protestos que tico apoiou
Abraços

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Due

É incrível perceber a dualidade existentes em todas as coisas. O bom é ruim, e o ruim é bom. Nada é estático, imutável, nada é uma coisa só. Ying-Yang. O equilibrio perfeito do universo. "Crash - no limite" explora esse assunto muito bem. Lançado em 2004 nos EUA dirigido pelo canadense Paul Haggis, mais conhecido por seus trabalhos de roteirista em muitos filmes do clássico 007, e interpretado por atores como Brendan Fraser, Sandra Bullock, Matt Dillon (adoro esse cara), Don Cheadle entre outros. A primeira vista, olhando todos esses nomes conhecidos, você pode imaginar que se trata de um clássico hollywoodiano, cheio de estrelas e efeitos especiais; O próprio título talvez nos remeta a esses filmes cheios de sangue e efeitos especiais que caracterizam as atuais produções hollywoodianas. Não se engane. Nesse filme todas estrelas brilham: todos são protagonistas. Há espaço para a história de cada um dos personagens, sendo que cada um deles são, como rege a natureza, due. No final a moral é a mesma: "Ninguém é totalmente ruim, nem totalmente bom; Somos seres humanos, e por isso seres incompletos" Além disso, somos parte de uma grande massa e apesar das diferenças, por mais que tentemos negar, somos um fracasso sozinhos. E é por isso que vivemos em comunidades, precisamos uns dos outros.


Crash é a reunião de esbarrões e "batidas" que um personagem dá no outro, é o efeito borboleta causando impacto novamente.  Diferenças sociais, raciais e econômicas são colocadas em pratos limpos, é nítida a interdependência dos personagens; É o Ying-Yang que falei anteriormente. Vale a pena passar por um "Crash"; Um empurrão necessário direto pra realidade quando a soberba e o individualisto está fora dela, para enxergar a verdade (aquela que você procura, podendo estar no lugar que menos imaginava) esquecendo de seus preconceitos e pré-conceitos.
Sem sombras de dúvida, um filme obrigatório.

Abraços

terça-feira, 16 de novembro de 2010

2011

No clima de final de ano, inspirada na Priscila, resolvi fazer também a minha lista de 'coisas a fazer' em 2011.
- Dormir mais cedo;
- Acordar mais cedo;
- Aprender violão;
- Aprender inglês;
- Caminhar;
- Fazer um curso de fotografia;
- Arrumar um emprego;
- Escrever mais, usar o pc menos;
- Não chorar em lugares públicos lendo, ouvindo música, ou lembrando de fatos tristes;
- Pagar contas em dia: evita horas em bancos;
- Celebrar mais;
-  Terminar projetos inacabados;
- Visitar a negada;
- Ir mais ao Cinema ao invés de baixar filmes;
- Ir mais ao Teatro e à museus;
- Agradecer;
- Ser paciente;
- Perder peso (chega de achar!);
- Aprender algo novo;
- Jogar basquete toda semana;

Enfim, algumas coisas, depois penso em outras, foi tudo no improviso hoje! Falando em improviso, 23hrs de segunda a sexta-feira na VH1, Stand up! Vejam!

Abraços,
Jen

LULA - quadrinho


"Lula - Luiz Inácio Brasileiro da Silva" (Sarandi, 48 págs, R$ 4,95) teve tiragem de 37 mil exemplares e inaugura uma coleção sobre personalidades brasileiras

Segundo a editora é publicar mais o menos dois quadrinhos por mes com fraudes personalidades brasucas, os proximos talvez serão de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Giuseppe Garibaldi (esse eu compraria)

Foi escrito por Toni Rodrigues e com a arte de Rodolfo Zalla, argentino que desenha no Brasil, Hqs de terror e livros didaticos.
Até agora vem contando tudo sobre a infancia pobre e as conquistas de Lula até a presidencia, agora esperamos as outras edições, com o mensalão, os dólares bem guardados na meia na cueca, a quebra dos bancos nacionais, a censura a imprensas, os dossiês inventados, perseguição a jornalistas, o escandalo das maquinas das eleições, os dvd pirateados e coisas do tipo.


.... Poxa! podiam fazer outro tipo de homenagem a ele, cujo não gosta ler e nem interpretar um desenho, poderiam ter feitos para autoridades ou pessoas de mais classe, de mais cultura. 
Assim como foi o filme "filho do puta Brasil

Vemos o lado propaganda eleitoral, quem está cobrindo o prejuizo?

****

Sou fã de Zalla sempre criando das suas, sempre ilustrando e criando Hqs muito bons.
Só não terei esse.

Agora resta saber quantas publicações a Dilma vai comprar em homenagem, ou se vai querer lançar um dela.

Abraços!

Priscila Faria

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Chit-Chat - things to be done

O ano ainda não terminou, mas é comum desejar antes do tempo, em alguns paises é comum fazer listinha inuteis do que fazer para o ano que vem, como no meu caso, toda a listinha do ano passado, junto com a desse ano e mais a do ano que vem.

* Aprender espanhol
* decorar palavrinhas em ingles
* tentar colocar algum habito esportivo, como o volei, futebol, etc.
* fazer caminhada pela manha
* acostumar acordar cedo
* ler pelo menos dois livros por mês
* conseguir terminar meu livro
* conseguir lançar meu livro
* conseguir fazer um novo livro
* conseguir 20 mil ajuntando o salário
* ganhar mais dinheiro trabalhando menos
* encontrar uma escola decente para dar aula
* não me estressar
* emagrecer 20 k
* Não ser reprovada na facul
* beber mais vinho e ficar saudavel
* abaixar colesterol
* ter dinheiro

Relativamente pequena essas são as coisas principais a se fazer. Dificil mas vou tentar cumprir de uma vez as coisas de 2 anos: De verdade.


Agora é aproveitar o tempo livre e fazer a listinha de 2012

Lembranças do velho


 Capitulo 11 - Despedida

Uma semana e alguns minutos era o que bastava.
Logo que cheguei, tive uma grande conversa com João, boa. Ele falava sobre o que acontecia em minha ausência, como sempre, mamãe chorando desarrazoadamente, que logo que coloquei os pés em casa, prostou-me como nunca: teus dramas era sempre uma surpresa. E beijou-me, abraçou-me como a ponto de sufocar-me, me puxando para baixo, por causa de sua baixa estatura ou talvez minha exagerada altura.
Enfim, João falava-me tambem de minha tão estimada tia, querida mulher e amada eterna, cuja a infelicidade a cortejava, bela porém amargurada, sofria de depressão que a consumia devastadoramente, seus olhos tão claros como um cristal, afundava nas trevas da solidão, da dor, talvez do ódio tambem, João contou que por mais uma vez tentou suicidar-se, mas foram inúteis tentativas, por mais que quisesse sua propria mente ajudava-a, o medo era vasto, o medo da morte, sim, o simples fato da dor.
Contava-me sobre Catarina e suas artimanhas, seus gestos de delicadeza, sua passagem doce, apesar de tudo ele achava-a insolente, manipuladora e burra, não sei porque, não que isso me cega, mas como insolente? Manipuladora?
Pois bem, achava-a de inicio arrogante e comprometedora entre aspas, mas não tão intensa assim como João diz, por fim, para João quem não é insolente ou burro. Tenho que admitir que Catarina era encantadora, tinha uma certo controle sobre as pessoas para chegar a sua determinada opinião mas mansa e perfeita como só ela.
João contava sobre suas loucuras, seus dias poéticos frustados e suas artimanhas entre os vizinhos.

- Enquanto estiver fora que fique cuidando de mamãe, sabes como é sempre cheia de si - Não contive minha insegurança ou criancice, enfim todo o cuidado com minha mãe era pouco, sempre metendo-se em confusões apesar de não admitir e condenar-me por isso.
- O que achas que faço nesta casa? - Irónico como sua propria feição - Não se preocupe e trate de aproveitar os estudos.
- Estudos? Preciso é de paz e sossego e por mais que tento acho que vai ser longa e estressante.
- Lógico que ira estudar é um lugar que pode ter oportunidade de grandes universidades, tem de aproveitar. - Diz ele saltitante.
-Não ficarei por muito tempo por lá, apenas darei um tempo.
-Convencerei teu pai disso.
- Esta louco! - Por um segundo saltitei como ele.
- Muito sóbrio, louco és tu em recusar boas coisas que te aparece, para morrer enfunado entre teus pais.
- Acha que quero deixar tudo?
- O que tem para deixar?
- Não importa o quanto tentar, João!
- Tolo! Como todos, que diabos de familia é essa! - Por incrivel que pareça perambulou os corredores falando entre os ares.

Não frequentava mais a escola, pois terminei um ano antes, isso impedia-me de ver Catarina.
Por quantas vezes tentei escapar de João ou de mamãe para ao menos olha-la de longe.

Faltava-me apenas dois dias, entre esse decorrer minha pálida loucura tornava-se como uma mordaça. Fadado a fazer acontecer o que lhes vinham a mente, este era o meu dever de bom cidadão, tinha que conter-me pois sempre que abri a boca era a essência da exatidão tola caso simplesmente estafante.
João encolerizava-me por inteiro com suas crises extravagantes muito mais do que si mesmo. Começou a por-se em cena em um instante enquanto conversava com minha tia, pois tudo o que era agradável ou melhor tão cheio de graça assim como João a fazia sorrir, pois bem era uma modo de ao menos faze-la sorrir por algumas vezes em sua miserável vida.
Quantos anos tentando desarraigar esta doença nas ultimas semanas, assim comentado por João aconteceu uma forte crise, com tal crise passou a imaginar que estava com uma doença fatal entre seus orgãos, agindo como louca, percorrendo a casa e chorando aos cantos coisa que vagamente fazia por medo das coisas que imaginava ver. Sua mente estava conturbada, desprotegida de qualquer coisa, todo tratamento inutilmente retrocedia, algo que quando lúcida causava-lhe ainda mais transtorno, achava-se futil, incapaz de controlar suas proprias emoções, desapontada com a vida que tinha, passou a tentar suicidar-se vez apos vez, mas o proprio medo a consumia, assim como via algumas vezes, tinha piedade de seu corpo e daqueles em volta.
Por fim, triste e também deprimido conversei com mamãe tentei explicar meus excessos mas nada era mais gratificante do que ver um filho formado, o que restava era me despedir, primeiro conversei com meu caro companheiro João. Passei a ter com ele uma longa conversa vamos dizer agradável, cheio de ânimo dizia-me que cuidaria de mamãe e suas tramas, mamãe apesar de protetora natural, submissa, respeitosa e educada, era rígida, calculista, duvidosa e se precisasse colocava a lenha na fogueira até por coisas que duvidava, apaixonada por meu pai apesar de alguns anos divorciada, era evidente em sua amargura, porém nunca contaram-me os motivos.
Creio que consegui despedir-me de todos menos de Catarina. O dia passava restava-me apenas um e ela estudava integralmente. Então pus-me novamente a clamar por atos desesperado.
Quando amanheceu acordei imediatamente ou melhor levantei, pois meus olhos não se pregavam, era tanta minha ansiedade de falar com Catarina, se não fosse agora, só seria sabe sei la quando.
Percorri todos os lugares em busca dela, meus olhos procurava obsessivamente mesmo sonolento após uma noite sem dormir. Incrivelmente não a encontrei, fiquei intrigado, ainda era bem manhazinha e onde estava esta moça, em plena manha perambulando entre os cantos.
Estava exausto, encostava nas paredes do corredor e deslizava sobre ela, decidi espera-la, sentei em um banco no grande jardim de minha mãe.
Lugar puro, era como olhar uma grande floresta silenciosa, refletindo passáros cantantes, um encamento. Eis que a bela decide aparecer dentre alguns galhos e folhas secas.

Quão amavel era teu andar dentre as rosas e matos e galhos eo que diante dela estava.
Meu coração de garoto definhava-se em vazio profundo de não poder toca-la
Aproximava-se com teu vestido branco rendado, apalpando tuas mãos, de gestos delicados e bravos, chegando perto de mim sentou-se. Alguma coisa estava errado em seu andar, pálida e sabe se lá o que era.

- Acordou cedo Frederico - Disse
-acordei para te procurar, preciso conversar com você
-estou indo para a escola - Respondeu
- Espere um pouco, é hoje que partirei
- Hoje?
- Infelizmente sim!
- Sua mãe deixará mesmo você ir, como pode? Pensava que ela fosse mais prestativa! - Ela falou de uma modo estranho, teus olhos ficaram diferente nunca vi tal expressão em teu rosto.
- É capricho dela apenas - Exclamei.
- Capricho largar um filho para o vento cuidar...Frederico, mas não aguento ver o modo como te tratam.
- Tentei falar com ela, mas não adianta!
- O que disse? Porque não disse que ficaria por aqui mesmo?
- Seria inútil!
- Mas como pode deixar ela fazer o que pensa com sua vida.
- Ela é minha mãe! - indaguei
- Desobedeça! - Olhou bem nos meus olhos para falar.
- Minha desobediencia até agora me custou isso tudo.
- Tudo o que falei para fazer-te voce não fez.
- Eu fiz!
- Não fez!
- Voce mentiu!
- Nunca menti para você!
- As vezes voce me traz uma impressão de que me odeia. - Mas uma vez com teu olhar cinico.
- Como pode falar isso eu gosto muito de você.
- Gosta?
- Gosto - Minha vergonha foi ao extremo. - É Catarina, como amigo né!
- Eu tambem Frederico! - Por isso peço para vocefazer algma coisa! foge vai para outro lugar ou vai querer ficar mais tres ano fora? - respondeu de modo desagradavel. - Se voce gostasse de mim, fazeria o que te falei!
- Fazer coisas assim como minha mãe seria ridiculo e pertubante para ela e não fazeria nada de mal para ela.

Por um instante ela acalmou, teus gestos mudaram ligeiramente, derrepente começou chorar, parecia que escondia alguma coisa de mim, teu choro não era por minha ida, pelo menos era o que eu imaginava.

- Se você for, nunca mais vamos nos ver!
- Porque? Não ficarei lá por muito tempo, é apenas uma questão de tempo.
- Não sei!
- Não sabe o que?
- O que não sei!
- Te mandarei cartas e quero que as responda.
- Responderei

Ela deu-me um beijo no rosto e me disse "até logo" baixo e calmo, reclinada segurando minhas mãos, levantou-se colocando a mão sobre sua silhueta e seguiu para dentro.
Não exitei, continuei sentado esperando que ela fosse, pois meu desejo era não voltar a ve-la por enquanto, até que eu retornasse.

As horas passavam-se, eu e meu pranto era o mesmo, sempre desesperado e angustia não para saber a hora da partida, mas para saber a hora que voltarei
As horas passavam-se e não existei em embarcar.
"Adeus! adeus, adeus aos que me amam, aos que me odeiam, aos que me querem longe, a catarina, adeus Brasil. Apenas o ADEUS.

Adeus. Brasil. Italia.


Capitulos anteriores

Priscila Faria

*** (gente esse meu texto esta com erros ortograficos, pois não editei, vou edita-lo em outro site, se acharam ou não sentirem bem com o erros me avisem, deixem ai que eu arrumo, certo. mas a leitura esta facil e claro de ler.)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Paregórico como deve ser

Nada como começar um dia tomando calmantes. Paregórico como deve ser. Você acorda, quer jogar a toalha. É quando finalmente nota que a toalha está no chão, e Deus sabe a quanto tempo está lá. Se olha no espelho, um rosto velho que não pertence a você. Ou não deveria pertencer. O calmante ajuda, você sorri para si mesmo e pensa que hoje vai ser diferente de ontem, e de todos os outros dias miséraveis de sua vidinha. Besteira. Mas o calmante realmente ajuda. Se veste com o primeiro trapo, cheira, ele fede, mas o outro está pior. Veste esse mesmo. Debaixo do braço, uma pasta preta e velha, cheio de currículos. Neles, informações inúteis sobre quem você realmente não é. Ninguém coloca que é um fudido e que odeia trabalhar tanto quanto odeia aqueles seus vizinhos que insistem em te cumprimentar. Mas você sorri, todos os dias. Efeitos do calmante? Talvez. Cá entre nós, eu sei que é da heroína. E você sorri. Depois de um longo dia, você chega em casa, vazio. Alma e estômago. E o efeito do calmante vai passando e é cada vez menor. O espelho ri do que você se tornou. A toalha continua no chão e você não tem a menor intenção de pegá-la. Coloca um som, guitarras cruas, e se entope de heróina. Amanhã é outro dia. Não há nada como começar um dia tomando calmantes. Paregórico como deve ser.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tempo: Série ininterrupta e eterna de instantes


Deitados em nossa cama, contemplamos a imensidão do teto de nosso quarto
os dedos entrelaçados enlaçam o carinho 
o branco infinito parece-nos o brilho de uma estrela turva que se perde no universo
o universo que há dentro de nos, que é grande, e infimo, pois o amor ocupa-o todo
o branco se torna cinza, e azul-marinho, como ondas num mar, como aqueles vistos em nossos sonhos mais intimos
a areia dourada, aquece nossos pes gelados pois a coberta é pequena e a cama de solteiro. Nos beijamos.
E esse beijo nos transporta para dentro de uma ampulheta com a mesma areia daquela praia
e as horas já não passam, o tempo se eterniza para que possamos ficar juntos para sempre
e o mundo é criado apenas para que nos desfrutemos do amor, das ondas, da areia e da vida.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Hope There's Someone

Hope There's Someone

Espero Que Exista Alguém

Espero que exista alguém
que cuidará de mim
quando eu morrer, eu irei

Espero que exista alguém
que deixará meu coração livre
bom para me segurar quando eu estiver cansado

Existe um fantasma no horizonte
quando vou pra cama
como eu posso dormir a noite ?
como poderei descançar minha cabeça ?

Oh, Estou com medo no meio do caminho
entre a luz e lugar nenhum
eu não quero ser o único
deixando lá, deixando lá

Existe um homem no horizonte
desejando que eu vá para cama
se eu cair nos pés dele está noite
permitirá que eu descance minha cabeça?

Então aqui está a esperança, não me afogarei
ou paralizarei na luz
e pedirei que não quero ir
para selar a linha

Espero que exista alguém
que tomará conta de mim
quando eu morrer, Eu irei

Espero que exista alguém
Que deixará meu coração livre
bom para me segurar quando eu estiver cansado.

... Antony & The Johnsons ...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pásion

"La noche que me quieras
desde el azul del cielo,
las estrellas celosas
nos mirarán pasar.
Y un rayo misterioso
hará nido en tu pelo,
luciernagas curiosas que verán
que eres mi consuelo..." 
Carlos gardel - El dia que me quieras

Restava-me alguns afazeres
apenas as fumaças de uma xicara de cafe (fervente)
Quantas lembranças
Des(agradaveis)
com eu
Minha insônia pertubadora não deixava espreita-lo
por mais que quisesse
minha insonia era malevola, era tão ruim quanto voce
Sem sono
Sem deitar-se
Fiquei cansada por um tempo
tão cansada que nem fui a tua espera
todas essas lembranças são cruéis
por horas na mesa de um bar sentada a luz do dia cinza
Tomando o cafe da insônia e cigarretes de um galante torvo
do(s) galante(s) torvo(s)
Fiquei a tua altura
nos botecos de uma esquina gelada ouvindo as contradições de um tango impetulante
estragando minhas emoções, habla del pasion a la manera de un bromista y una puta vergüenza

Ficarei no meu quarto esperando
se não procurar-me estarei a companhia de meu café de insônia que não me faz sentir a pasion del Gardel.

Priscila Faria

sábado, 6 de novembro de 2010

Insensatez

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado

Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade

Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado

Letra de Vinicius de Moraes e melodia de Tom Jobim

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Summertime

Ah o verão! Me lembro quando era moleque, Rio de Janeiro... ia à praia ver as meninas que no inverno se escondiam em seus uniformes fechados e cafonas. Os dias longos permitiam que brincasse na rua até não poder mais. Nem resistia quando minha mãe chamava, simplesmente entrava. O verão trazia as férias, o calor e as garotas. Era minha estação favorita. Com o tempo, fui crescendo e o mistério se apagando. As garotas de outrora que se exibiam lindas pelas areias de Ipanema agora se exibiam em qualquer esquina. Banalizou. Cresci, casei, mudei pra São Paulo, vivi anos na capital, não aguentei, fui pro litoral. Santos, a cidade grande no litoral.  É frustante como os tempos mudaram, nunca mais vi um garoto em seus dez anos olhando pra biquines alheios. Afinal, é so ligar a TV, mais fácil, cômodo, e as mulheres... vamos admitir, são melhores que aquelas estiradas na areia que você e eu vemos e pensamos que Deus só pode estar de brincadeira. E digo mais, ao invés de estar curtindo a luz natural do dia, esses pivetes estão em frente a TV procurando desenhos imbecis de alienigenas, mostros e gatos malucos. Chega a arder os olhos quando veem a luz do sol batendo na janela. E o pior meus amigos, não é nada do que citei acima. O pior é que esses onanistas bundões nunca vão saber a sensação de estar em paz com o universo. Nunca vão olhar para o mar do jeito que eu olho, e respeitá-lo. Não pense que sou um velho ranzinza. Sou apenas velho. Tá, e ranzinza. Mas não se enganem, eu ainda vou a praia olhar biquines das moças bonitas, ainda brinco com meus netos até o longo dia de verão acabar, e quando tenho tempo, ligo a TV, vejo essas moças, e assisto esses mesmos desenhos.