sexta-feira, 30 de julho de 2010

Improvável


Provavelmente o melhor espetáculo de improviso brasileiro. O espetáculo "Impróvavel" como salienta Daniel, e não 'os improváveis', está com sua temporada em São Paulo, no Teatro Tuca até o final do ano toda quinta-feira, além da turnê em alguns lugares do Brasil vide Agenda Improvável. Criado pela Cia. Barbixas de humor, o espetáculo consiste em uma serie de jogos de improviso, onde sempre participam cinco jogadores, sendo um deles o MC (mestre de cerimonias) que apresenta os jogos. Três são fixos (Cia. Barbixas de humor) que são:

Daniel Nascimento,
Com apenas 25 anos, Daniel Nascimento foi procurado pela polícia rodoviária de todo país por dirigir sem carro. Após cumprir 43 anos de pena em prisão domiciliar, teve sua pesquisa sobre viagem no tempo interrompida. Estava grávido de Luis Carlos Prestes. Atualmente ele acha que não todas as quartas e sábados (antes do futebol).


Elidio Sanna,
Ex-cantor de reagge e futuro acionista da Petrobrás, Elidio Sanna se especializou em Redação Biográfica cinco minutos antes deste texto ser escrito. Com vasta experiência no mundo teatral, foi servente em casas como Teatro Ruth Escobar, Teatro Maria de Costa e zelador do Teatro Escola Pereira Aguiar, o que não durou muito tempo devido as fortes chuvas que tiraram o telhado de sua guarita. Atualmente é urologista. Mas não acha graça nenhuma nisso.


Anderson Bizzocchi,
Com um olhar maroto, um sorriso torto e uma lordose cativante, Anderson vem que vem a frente de sua escola de samba Grêmio Recreativo Escola de Samba Vem Que Vem Meu Deusinho Bonitinho do Coraçãozinho Que Gosta de Nomezinho Grandinho no Diminutivuzinho. Tem uma ONG voltada para homens que gostam de usar peruca de mulher, é pai de três filhos que não conhece e acredita em inseminação artificial.

E dois convidados que variam de espetáculo para espetáculo, assim sendo, NUNCA um espetáculo será igual ao outro. Eu tive a oportunidade de assistir esses caras duas vezes. Duas memoráveis vezes. A primeira, fantástica, com Marcio Ballas e Alan Benatti, figuraças! muito engraçados, voltei com a barriga dura de tanto rir. A segunda, que foi nessa quinta-fera (29/07), estava lá, Bruno Motta e Guilherme Tomé, como fã irredutivel, é óbvio que vejo todas as postagens dos Barbixas no Youtube, e Bruno Motta nunca me pareceu atraente, no sentido de fazer rir com vontade. Engano meu. Aquele baixinho miserável quase me fez cair da poltrona de tanto rir, o cara tem umas sacadas fenomenais, dá ate vontade de ir no seu Stand Up solo, chamado "!". Bom, dessa vez tive a sorte de encontrar uma boa poltrona, e quando digo boa, quero dizer fileira A meus amiogos! Elidio quase caiu no meu colo! É impressionante o que esses caras fazem apenas com linguagem corporal. Não há efeitos especiais, não há roupas especiais ou fantasias, nem maquiagem, nem decoreba. Os caras arrebentam usando o instrumento mais simples: personalidade, alias, multiplas personalidades, já que eles criam personagens em cada jogo. Quem nunca assistiu, assista, nem que seja no youtube, veja o trabalho desses caras que estão sendo reconhecidos até mesmo fora do Brasil. E pra quem puder, compre seu ingresso para a próxima quinta no teatro tuca e veja 'impróvavel', um espetáculo provavelmente bom. O preço é um tanto quanto alto, porém vamos lembrar que estudante paga meia, então dá pra ir, não venham com desculpas! Além disso, você vai sair do Teatro com aquela sensação de "Puta que pariu meu dinheiro mais bem gasto na vida!"


Acho que até semana que vem eles postam o video gravado no dia 29/07, aí vocês poderão ver um trecho do que eu vi na integra desse maravilhoso espetáculo!

Beijos
See ya!

quinta-feira, 29 de julho de 2010


Domingo 25 foi um dia de muita cultura japonesa em São Paulo, onde foi realizada a oitava edição do festival de dança japonesa o Yosakoi Soran Brasil, onde o " grupo Sansey" foi o campeão muito bem merecido. Foram muitas pessoas de acordo com um site mais 5 mil, mas parecia muito mais.
enfim foi muito legal, me rendeu um otimo trabalho escolar XD pude unir meus gostos aos trabalho, literalmente o util ao agradavel.
O Yosakoi Soran é arte de dança nascida no Japão, assim como o carnaval brasileiro.

"No Brasil, o Festival Yosakoi Soran é realizado desde 2003, pela Associação Yosakoi Soran Brasil, com patrocínio dos salões de beleza SOHO." - Madeinjapan fonte


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ela tem 18


Ela tem 18

Ela tem 18 anos
E como as garotas de 18 supostamente fazem
ela faz também
vai a boates noturnas
bebe, desmaia
não lembra o que aconteceu na noite anterior
a pista, é a saia rasgada
e a calcinha desaparecida

ela tem 18
e como as garotas de 18
anda pelas ruas de são paulo
anda pela augusta, e se vende
como uma garota de 18 supostamente deve fazer

ela tem 18 anos
e foi estrupada
foi morta e deixada numa esquina
um corvo famindo que espreita sua morte
grita do inferno 'nunca mais'
morreu enfim.

Minhas noites queridas



Minhas noites queridas

Para aqueles homens que passaram
Interrogando solitários, a quem tentei amar
Nunca os meus braços erguidos cravaram

Um mórbido amor em sangue palpitar


As minhas mãos se dobraram

Trançada nos montes velhos solitários

De rosto jogado aos mantos funerarios

Ser como daquelas vezes que me devoravam


Por noites e noites vaguei

Atras de muitos galantes fiquei

Assim como antes retornei

Assim como sempre findei


O ar enganoso sem glaumor

Beleza, champagne ou amor

O tango dancei

E logo terminei
Pois somente um daqueles amei.

Amor, amor!

Onde estas?

Vem por quero amar

Sorri ao cantar


Aquele de terno me galantear
Fiquei por tempo ali
Atras
mais para um encanto apenas contemplar
E por fim mais um vez servir

Sentinela de minhas promessas de amor

Beijo de amparo do desengano

Quero te envolver pelo coração

Não ser mais corpo coberto por pano por anos


Gatuno imprestável onde minha vida terminou

Ventania de escabelo não acariciou

Minhas lagrimas afogadas matou

Meus encantos se acabou


Priscila

sábado, 24 de julho de 2010

Futuro desesperado.

Creio que todo mundo sabe o quanto essa era digital desenvolveu e com isso milhoes de artistas tem tido chance de aparecer em redes por ai com o auxilio da internet. Fato. É verdade que tambem apareceu muita porcaria(merda) apareceu! ENTRETANTO, porem, mas, não foi só para uma finalidade que tomou conta, como a musica, mas o que eu tenho visto por ai, é que muitos quadrinhistas, desenhistas, cinegrafistas, propagandistas tem tido seu periodo de glória. Até mesmo esses dias eu achei na praça do ibirapuera haha, jogada no "gramado" uma revista que falava especialmente sobre alguns quadrinhistas brasileiros que vem tendo sucesso na web, mas enfim, não vou falar tudo de bom que li na revista. E como todo bom nerd sem nada pra fazer, tive a "necessidade de fazer um comentario sobre o conteudo da propaganda nas nossas vidas virtuais.
É incrivel como cada autor, procura evoluir no aspecto grafico. Antes teve aquele periodo "guerra mundial" onde usavam especie de caricatura para fazer "graça" ao público revolucionário da época, mais pra frente, coisa meio anos 70, modinha hippie, quadrinhistas acharam que o negócio de fazer desenho critico era um "negocio interessante e que dava dinheiro com a bunda no sofá" e não é que foi? O negocio foi tão serio, que os velhacos milionários de hoje, foram hippies do passado, para pra pensar, gente pobre, que mal tomava banho, ouvia led zeppelin, tirava sarro da cara de presidente e dizia que era anarquista = Milionarios 2010. Mas enfim, do papel higienico vagabundo que usavam nos anos 70, surgiram as maquinas mais equipadas de jornalismo, que resultou em um crescimento maior de propaganda mundial. Em plena época do DESCOBRIMENTO "vasto" musical, começou a surgir quadrinhos especie "ramones", os jornais bombava, uma quantidade de audiencia de criticos, chamava mais atenção dos quadrinhistas da época, não somente quadrinhos criticos e engraçados cresciam, mas vemos ai os HQ, homem aranha, super-man, liga da justiça etc, etc. Enfim, diziam os historiadores, que após o crescimento industrial as pessoas e a interatividade de tais desenvolveriam. Fato. Bom meus caros amigos 2010, vemos o quanto desenvolveu.
As graficas de produções de qualquer coisa, tem uma enorme quantidade de programações, esses dias em uma aula da facul entrei e fiquei maluquinha, com tantos equipamentos diferentes, para uma propaganda eficaz, tirando a "mentira marketing" que vem nos consumindo, toda a passagem de uma simples fotografia ralé, ou um desenho vagabundo, sendo transformado em uma tentação para os olhos, o que mais me desenganou é as propagando de pizzas, toda recheada, com queijo esparramando dos lados, ao abrir a caixa, a fumaça, sendo que na realidade, é uma fatia de queijo pra cada massa e sendo que a metade do queijo vem grudada na embalagem, mas vemos ai, o crescimento deste tipo de propaganda nas tirinhas, muitos autores utilizam personagens "fofinhos" muito bem elaborados para fazerem criticas, a politica, entre outros. Pois como vem sido vista desde de periodos revolucionarios aos periodos modernos, assim como hoje, onde o proprio desenvolvimento grafico é a piada.
hoje, diferente das epocas passadas, onde coisas geralmente feias, eram feitas em tirinhas para divertir e para provocar a politica, etc, é feito totalmente ao contrario, vemos ai a feição infantil dos personagens, que fazem com que as criticas não fiquem na cara e não seja um bofetão na sua cara, mas que fique leve.

enfim, depois eu falo mais sobre os curtas que eu vi, fui!
Priscila

terça-feira, 20 de julho de 2010

Friends

Hoje é dia do amigo moçada! Priscila, Tatiane, Pâmela, Mariana, minhas negas favoritas, meus parabéns!

Pra comemorar a amizade, coisa mais linda e fofa que existe, vamos relembrar algumas amizades das telinhas e da literatura que marcaram e sempre irão marcar nossas vidas!

E como não começar com "Friends", a sitcom mais famosa da TV? Quem não se apaixonou pela amizade de Ross, Rachel, Mônica, Phoebe, Chandler e Joey?


Quando esses seis entravam no set, a energia fluia de tal forma, que a amizade interpretada, materializava-se. Friends foi um caleidoscópio de emoções, me lembro do episodio onde Chandler pede Mônica em casamento, cena que ri e chorei ao mesmo tempo. Maravilhoso!

Poderia falar sobre Friends por horas, mas o post é sobre a amizade, então vamos continuar:

Quem aqui já assistiu Dr. House?
Eu, como fã, tenho obrigação de falar sobre a amizade de House e Wilson. Quantas vezes Wilson livrou a cara do House por alguma imprudência, alguma regra quebrada ou simplesmente a solidão...? Inclusive quando House inconscientemente causou a morte de sua namorada, Wilson manteve-se fiel a amizade. E mesmo House com aquela pose de durão, já confessou seu amor incondicional por seu amigo, a qual protege com unhas e dentes (literalmente). Comparados diversas vezes com os também lendários amigos "Sherlock e Watson", que são os próximos da lista.

"Elementar, meu caro Watson" talvez seja a mais célebre frase citada da literatura. Sherlock, antes de Watson, era um detetive incompleto, quem leu sabe da importância de Watson no contexto da história, e sabe a amizade que esses dois tiveram diante das maiores loucuras. A comparação de Holmes e House é totalmente valida. Ambos são arrogantes e julgam estarem certos sobre inúmeros assuntos. "Um tiro certo" (que na verdade, em ambos os casos, na maioria das vezes é o que acontece). E Watson e Wilson, dão humanidade a esses aparentes "deuses", que diante deles, deixam a 'máscara', e a personalidade aparentemente fria se degrada.

Além das semelhanças de personalidade, note que mesmo o nome dos personagens é parecido (watson - wilson, holmes - house). Mas isso é história pra outro post. vamos continuar:


Fred e Barney
Prova fóssil da importância da amizade desde os primórdios da Terra. Todos se lembram das íncriveis confusões de Fred e Barney, sempre salvos por suas esposas, que também poderiamos destacar como amizade genuina, Wilma e Betty.

Meredith e Yang
Por último, mas com certeza, não menos importante, temos as cirurgiãs mais queridas de todos os tempos: Meredith Grey e Cristina Yang! Elas já passaram por muita coisa ao longo de seis temporadas (que é um dos motivos para as duas serem tão amigas). Quem se lembra do primeiro dia de Meredith e Cristina, sabe que apesar da 'anti-química' inicial, as duas já tinham jeito de quem iriam durar muito tempo, amizades daquela que você guarda para o resto da vida. E é bem provavel que seja o que acontecerá. Episódio final da sexta temporada, marcou quando Cristina salva Derek (marido de Meredith) e Meredith salva Owen (namorado de Cristina). Precisa de mais? Arriscando a própria vida pra isso? Opa...isso que é amiga.


Existem tantos amigos importantes na literatura, no cinema, que seria impossível escrever em um só post. Falei de alguns que considero os melhores, mas não podemos deixar de citar: Batman & Robin, Shrek & Burro & Gato de botas, Buzz Lightyear & Woody, Renji & Rukia & Ichigo & Chad & Inoue & Ishida, e enfim...inúmeros outros que não lembro e que quando lembrar vou falar: "puts! esqueci de você!", então vamos ficar por aqui, e qualquer um que vocês se lembrem, inclua no 'e enfim' e ta tudo certo ;D

Beijoca

E mais uma vez: Feliz dia do amigo pessoal! Hasta la vista baby

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Filho de peixe, peixinho é!

Filha de Kurt Cobain usa pseudônimo para expor obras perturbadoras; veja






















Já era de se esperar que a filha de dois astros como Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana) e Courtney Love (líder da banda Hole) resolvesse se arriscar na carreira artística. Frances Bean Cobain cumpriu as expectativas, indo para o lado da pintura e do desenho. Agora, aos 17 anos, realiza sua primeira exposição, intitulada Scumfuck (termo usado para "punks de sarjeta")

Mas ninguém foi. O motivo? Frances Bean Cobain resolveu esconder a identidade na hora de expor seus desenhos na galeria La Luz de Jesus, em Hollywood, assinando como Fiddle Tim. Como ninguém sabia que os desenhos eram da filha de Courtney Love, a galeria ficou vazia até que alguns fãs descobriram e espalharam a notícia.

E os desenhos de Frances Bean? A garota escolheu uma estética para lá de perturbadora, além de retratar personalidades, digamos, controversas, como o líder religioso Jim Jones, que comandou o suicídio de 900 fiéis da sua seita nos anos 70, e o rei dos "scumfucks" GG Allin, músico conhecido por performances bizarras onde defecava no palco e jogava os excrementos na plateia.

Todos os desenhos expostos pela garota falam sobre morte, decadência, dor, tortura ou tirania. Veja ao lado algumas das imagens e clique aqui para ver o anúncio oficial da exposição. Custando entre US$ 250 e US$ 400, todas as obras já foram vendidas, segundo o site.

Após brigas acaloradas com Courtney Love (a cantora chegou inclusive a xingar a filha em sua página no Facebook), a garota de 17 anos foi emancipada dos cuidados da mãe pela Justiça e atualmente vive com a avó.


CONFIRA - CLIQUE AQUI

terça-feira, 13 de julho de 2010

I WANNA ROCK!

Rock'n'Roll, completa mais um aniversário! Vida longa ao Rock!
Dos suburbios americanos a fusão do blues inconfundivel de Bill Haley, BB King, e o country de Johnny Cash e mais tantos outros, surge o fenômeno chamado de "Rock", a qual diziam que a juventude gostava porque simplesmente os pais não gostavam. A rebeldia simbolo oficial do movimento, já era refletida 60 anos atrás.
Quem gosta de Rock de verdade, e quando digo isso me refiro a bandas como Led Zeppelin, The Doors, Pink Floyd, The Who, Janis Joplin, The Beatles, Genesis, Dire Straits, Carl Perkinstêm hoje muito o que comemorar!
E para isso, deixo aqui um video que mostra os rostos que conquistaram o mundo com suas guitarras!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Toy Story 3


Toy Story 3
Por Pablo Villaça

Dirigido por Lee Unkrich. Com as vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Ned Beatty, Don Rickles, Michael Keaton, Wallace Shawn, John Ratzenberger, Estelle Harris, Jodi Benson, Laurie Metcalf, John Morris, Blake Clark, Javier Fernandez Pena, Timothy Dalton, Bonnie Hunt, Whoopi Goldberg, R. Lee Ermey, Richard Kind
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Um claro sinal de que uma obra ressoou junto ao público, deixando uma marca, pode ser observado quando temos a oportunidade de reencontrar seus personagens: se nada sentimos ao rever os velhos rostos – ou se esperamos que a história se desenvolva para que tiremos nossas conclusões sobre o reencontro -, a maior probabilidade é a de que não tenhamos estabelecido ligações afetivas maiores com aquelas figuras; por outro lado, se imediatamente experimentamos a agradável sensação de nostalgia diante da revisita e pensamos alguma coisa como “Por onde vocês andaram, velhos amigos?”, é inquestionável que estamos diante de algo que nos cativou. Toy Story 3 desperta este último sentimento desde seus momentos iniciais.

Sem se limitar à tentação de ir pelo caminho mais fácil e transformar o capítulo final da trilogia em uma espécie de “melhores momentos” dos episódios anteriores, o filme roteirizado por Michael Arndt (Pequena Miss Sunshine) a partir de argumento concebido por John Lasseter, Andrew Stanton e pelo diretor Lee Unkrich dá prosseguimento lógico ao universo de Woody (Hanks), Buzz (Allen) e Jessie (Cusack): se ao final de Toy Story 2 o boneco cowboy já antecipava o crescimento de seu dono Andy (Morris), aqui reencontramos os personagens mais de uma década depois, quando o menino, já crescido, se encontra prestes a partir para a faculdade. Confinados ao baú há anos, os brinquedos restantes traçam estratégias que levem Andy a reencontrá-los, manifestando imensa emoção a partir de pequenas vitórias (“Ele segurou em mim!”), mas finalmente são obrigados a reconhecer que seu destino é a lata de lixo, a doação para alguma creche ou o sótão – opção que, vejam só, é a preferida da turma, que, assim, poderia permanecer próxima ao velho dono. No entanto, um engano leva Woody e seus amigos à creche Sunnyside, onde conhecem novos brinquedos e passam a enfrentar novos dilemas e perigos.

Sempre eficiente ao retratar o imaginário infantil, a série Toy Story mais uma vez prova sua sensibilidade ao abordar este universo já em sua seqüência inicial, quando vemos os brinquedos através dos olhos de Andy – e, assim, é comovente quando logo constatamos o rápido crescimento do menino através de vídeos caseiros que o retratam ao longo dos anos. Com o velho papel de parede que traz nuvens brancas em um céu azulado agora completamente coberto por cartazes que denunciam os novos interesses do garoto, o quarto de Andy pouco lembra aquele reino de brincadeiras e aventuras dos filmes anteriores – e a maldição de seus velhos brinquedos é que, apesar de todas as mudanças em seu mundo, eles permanecem fundamentalmente os mesmos, vivendo em função do garotinho ao qual foram presenteados há tantos anos.

Não que Andy agora seja um adulto frio e sem imaginação, já que um dos méritos do belo roteiro reside justamente em sua sensibilidade ao compreender que envelhecer não é um processo fácil. Assim, embora antecipe a partida para a faculdade e a nova etapa em sua vida, Andy sente uma dificuldade clara em abrir mão de seus velhos companheiros de brincadeira, que, de uma maneira ou outra, simbolizam a inocência de um período do qual ele não gostaria de se despedir completamente – e esta resistência do garoto é um dos aspectos mais tocantes do longa. Enquanto isso, para Woody e Buzz, o prazer da brincadeira tem menos o caráter de diversão do que de propósito de vida: devotados a trazer alegria para seu dono, os bonecos sentem a ansiedade de um destino não cumprido quando se encontram guardados – e o belo plano em câmera lenta que exibe a alegria de Woody ao voltar (mesmo que temporariamente) às mãos de uma criança é eficiente não só por expor a carência do boneco, mas também por refletir a satisfação de um indivíduo que, depois de um longo tempo, redescobre sua verdadeira vocação (uma sensação mágica com a qual todos podemos nos identificar).

Com o preciosismo técnico costumeiro nas produções da Pixar, Toy Story 3 mais uma vez exibe o talento da equipe de John Lasseter para evocar sensações e atmosferas apenas através de seus aspectos visuais – e neste sentido, a creche é um exemplo soberbo de design de produção: vista inicialmente como uma espécie de paraíso dos rejeitados, ela surge com amplos e ensolarados espaços que, investindo em cores básicas e fortes, evocam a esperança dos brinquedos de voltarem à ativa – e é admirável que, com apenas algumas mudanças na fotografia e na inclinação dos quadros aquele mesmo ambiente assuma tons ameaçadores e hostis. (É claro que a trilha de Randy Newman colabora para estabelecer estes climas dissonantes.) Da mesma forma, o aspecto encardido dos brinquedos que lá se encontram, somado aos defeitos que servem não só para torná-los mais verossímeis, mas também para ilustrar seus temperamentos (reparem o olho caído do “bebê”), comprovam a inteligência dos realizadores na concepção dos personagens.

Investindo numa narrativa que combina com perfeição os instantes de maior emoção com outros incrivelmente divertidos (incluindo referências a obras como Rebeldia Indomável e ao curta Tin Toy, primeiro projeto da Pixar), Toy Story 3 consegue até mesmo a proeza de fazer funcionar uma daquelas velhas montagens em que vemos um personagem experimentando várias roupas, sendo bem sucedido também ao trazer Buzz mais uma vez acreditando ser um patrulheiro espacial sem que isso soe apenas como uma idéia reciclada dos capítulos anteriores. Além disso, o roteiro bem amarrado explora com talento as diferentes características dos personagens ao longo do terceiro ato, quando cada um desempenha uma função adequada aos seus “talentos” particulares (esperem até ver a figura grotesca – e hilária – na qual se converte o Sr. Cabeça-de-Batata).

Com um clímax de tirar o fôlego e durante o qual as coisas parecem se tornar exponencialmente mais desesperadoras, Toy Story 3 é capaz de, num instante, levar o espectador a apertar os braços da poltrona em função da tensão, a rir no momento seguinte e a derramar abundantes lágrimas logo em seguida, apresentando-se como uma montanha-russa emocional de fazer inveja a muitos projetos voltados ao público adulto – e o estoicismo daqueles pequenos brinquedos diante de uma ameaça que julgam intransponível é uma imagem que, confesso, não esquecerei tão cedo.

No final das contas, porém, Toy Story 3 quer mesmo é divertir, usando todas as armas à sua disposição para isso, da “vaidade” do boneco Ken à covardia do dinossauro Rex, passando pelos ímpetos de heroísmo de Buzz, pelo gênio estourado de Jessie, pelo cinismo do Porquinho e pelo mau humor crônico do Sr. Cabeça-de-Batata. E no meio de tudo isso, o estabanado Woody e seu imenso coração.

Coração este que, à sua própria maneira, confere alma a mais esta belíssima obra da cada vez mais impressionante Pixar.

Observação: Durante as cenas que surgem durante os créditos finais, há uma bela homenagem ao mestre Hayao Miyazaki através da “ponta” de seu icônico personagem Totoro.

Observação 2: O tradicional curta-metragem que antecede o filme é o primeiro projeto cinematográfico que não consigo sequer imaginar em 2D. Intitulado “Dia & Noite”, ele simplesmente não funcionaria da mesma forma sem a dimensão adicional.


16 de Junho de 2010