sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Teorias e mais teorias

O mais engraçado na minha vida, é que esses miseros e perdidos anos numa faculdade, ouvimos coisas pateticamente jogadas nas nossas fuças, as vezes coisas com nos mesmo ou de outros e temos que ficar quietos. Uma "colega" da minha idade diz umas das frases mais populares e assuntos mais conversaveis ultimamente entre aqueles patios e longos quarteróes: Lutaram para cair a ditadura a unica coisa que teve organização, democratização e ordem! Por sorte veio a mente que a conversa não era comigo, e aguardei mais perplexidade da minha historia nestes "patios do conhecimento" de acordo com meu querido professor filosofo e "arteiro".

Felizmente eu comecei a entender a cultura que vivo e o mundo a qual pertenço muito depois desses longos periodos, ou seja não peguei sequer algumas coisas elementares do periodo final da ditadura. Pero no mucho. Certa vez o "justo e sabio" Delfim Netto, a qual é as caracteristicas dadas pelo povo brasuca para com ele hoje, anunciou o calote que o Brasil tinha acabado de passar e disse que o Brasil ja não poderia mais pagar absolutamente nada para ninguem.
Sim, alguns movimentos sociais e sindicatos eram de pouca em poucas vezes o maior contato com a politca que o povo poderia fazer e com isso começava a virar moda depois de 20 anos de ameaças e no final tudo acabava em manifestações, greves, ou melhor o caos era o senhor dessas terras, (Umas das causas estreitamente pateticas para as pessoas acharem que um dia houve protestos fora "rede sociais" no Brasil) a falencia em 1982, divida externa absolutamente alta consumindo os impostos e aumentando a pobreza, preços subindo e caindo todos os dias, a cada minutos, pessoas morrendo por fome e manifestações populares de maneira desorganizada e sem nexo nenhum, inflações assassinas, politicos convulcionados correndo atras do seus e escravizando uma sociedade inteira.

Os anos de maior decadencia humana do Brasil, um marco obscuro na historia de familias brasilerias. Ninguem mais aguentava aquela ditadura, e muito menos o rumo que tomou apos o fim da propria. Um povo que nunca teve um certo nacionalismo por uma nação, e que automaticamente nunca esteve acostumado a onda politica a qual tinham de exercer depois de tantos anos proibido de exerce-la, como o direito de votar para as pessoas com mais de 48 anos, a qual os eleitos numa "pos-ditadura" caiu nas maos de um salafraio oportunista.

E penso, isso é democratização? É ordem? É progresso? É organização? Ou estou caducando de respirar os ares dos "intelectuais".

sábado, 24 de setembro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Por uma causa!

"John Quigley, renomado artista plástico conhecido por suas obras de arte gigantes que só podem ser visualizadas do céu, recriou a obra de da Vinci sob o título “O Homem Vitruviano em derretimento”, “Criamos essa arte para mostrar, a partir do famosos esquema do corpo humano, que as mudanças climáticas estão engolindo nossa civilização pouco a pouco.” A obra foi realizada com o apoio da tripulação do navio Arctic Sunrise, durante expedição ao Ártico, que registrou o segundo menor índice de gelo já registrado na região."


Quando somos confrontados a jogar lixos no chão, podemos pensar imediatamente em algumas focas, ursos, geleiras, povoados e toda uma cultura envolvida nesta bela e precisa natureza, se for ainda mais dificil pense tambem em voce mesmo ou nos seus filhos, pense em imundações, mortes, seca, afogamentos, escassez de viveres, prematuridade, desmatamento, falta de oxigenio, altas temperaturas, poluição, pense tambem em seus passeios por Bariloche, Chile, Antartida, expedições na Alemanha, ciencias no Japão, trekking na Patagonia, no ski e no campeonato de rockey americano ou nas florestas amazonas,praias tailandesas, pense que em um pequeno papel de bala pode prejudir não somente o Artico e sim voce e todos a sua volta


http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Sem-chao-para-os-ursos-polares/


Faça tua parte e contribua!
http://www.greenpeace.org

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Losing My religion

"A vida é maior
É maior do que você"

"Os caminhos por onde irei"

"Aquele sou eu no canto
Perdendo minha religião
Tentando te acompanhar
E eu não sei se eu consigo fazer isso"

"Cada sussurro
De cada hora acordado
Estou escolhendo minhas confissões
Tentando ficar de olho em você
Como um tolo magoado, perdido e cego"

"Mas foi apenas um sonho
Tentar, chorar, por quê, tentar
Foi apenas um sonho
Apenas um sonho, apenas um sonho"

"Agora eu falei demais"


Quando as coisas terminam bem..Quando as canções e letras terminam ...bem..

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"O segredo dos seus olhos"

"A fita Branca" era e é um filme lindo e o grande nome do cinema estrangeiro do Oscar de 2010, mas quem diria, foi ofuscado pelo longa " O segredo dos seus olhos" maravilhoso, uma aula do cinema sulamericano.
Não é de hoje que o cinema argentino vem ganhando importancia mundial, alias ja são dois filmes nesta categoria e mais outros 6 premios mundiais.

Juan José Campanella é um grande diretor e com certeza um dos melhores da epoca, tem em sua filmografia titulos como: "O mesmo amor a mesma chuva" (1999) sobre o qual tenho vontade de comentar, "O filho da noiva" (2001), é um equilibrado diretor, diferente de muitos outros latinos americamos que buscam pelo reconhecimento e não conseguem entreter as grande midias poderosas do cinema mundial, coisa que não é problema para Campanella, sabe como incluir temas da cultura Argentina, junta com temas elementares de outras culturas.

Sem perceber um unico tema, o trama traz perfeitamente embutido temas como o amor, futebol, ditadura, culturas diferentes juntos, basta olhar para o amor impossivel entre Benjamin Esposito (Ricardo Darín) e Irene Menendez Hastings (Soledad Villamil), a paixão pelo futebol no desenrolar da historia, o envolvimento com a ditadura militar. A historia "teatral" argentina resumida em um trama especialmente dirigido por um genio. Campanella olha a ficção não como os hollywodianos ou as tentativas cinematografica brasileira da ficção. Dentro de uma ficção retratada não por mortes, tangos e uma alta complexidade da ditadura, como muito de nés pensamos sobre o cinema argentino - Amores, um crime, ditadura, classicismo - Uma Argentina que sempre vai continuar sendo assim, uma historia a qual tem as feridas humanas abertas, sobre uma tola e desestrutural ditadura, uma politica aberta, muito mais do que mortes e deliquencias.

O que esperar de um filme contando um crime e um passado assustador; É leveza e seriedade, um pouco de comedia, paixôes e o olhar inteligente des magnifico diretor e seu elenco de atores é o segredo do filme, alias Ricardo Darin que dispensa comentarios como ator e a bela Soledad talvez a parte mais romantica do filme.

Submarino

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nosso cotidiano

Essa desumanidade logo abaixo é para voce que acha que o Lula fez o Brasil crescer, é pra voce que morre pela nossa "patria amada", acham que tudo é pacifico, que Deus é brasileiro, leia e fique perplexo com o pais que voce vive, e não venha dizer que isso acontece em todos os paises POR FAVOR, isso é hipocrisia! Isso é para nos ver a selva que vivemos e não é mundo, não pense que é mundo, isso tudo é Brazil!

Minha dor não sai no jornal

'Eu era fotógrafo de O Dia, em 2008, quando fui morar numa favela para fazer uma reportagem sobre as milícias. Fui descoberto, torturado e humilhado. Perdi minha mulher, meus filhos, os amigos, a casa, o Rio, o sol, a praia, o futebol, tudo'
 por Nilton Claudino

Não sou bandido, mas tenho medo de polícia. Ando disfarçado por ruas de uma cidade distante de minhas raízes porque acho que estou sob ameaça de morte. Vivo ansioso e tenho dificuldade para dormir. Num laudo médico, minha psicóloga descreveu meu estado desta maneira: “Agitação neurossensorial e fixação mental em imagens que não conseguem se desprender e tomam de assalto a mente.”
Muitas vezes choro sozinho. Tenho pesadelos. Lembro-me de que um dos meus torturadores, quando eu estava ajoelhado, vendado e de mãos atadas, dizia no meu ouvido: “Sua vida nunca mais será a mesma.” Ele tinha razão.
Volta e meia, ainda ouço com clareza, como se estivesse sendo repetida de fato, a música angelical que os bandidos tocaram no cativeiro. O som me lança de volta àquela escuridão – estava encapuzado e ainda não imaginava o que aconteceria depois. Ouvia aquela música, criada para ser agradável aos ouvidos, vinda de um aparelho de som portátil, a poucos metros de distância. Eram sons de flauta, suaves e tranquilos, que a liturgia religiosa associa aos anjos. Uma voz de pastor, no entanto, pregava de forma aterrorizante: “Este homem que está com a faca em seu pescoço vai matá-lo. Entregue sua alma a Deus e arrependa-se dos seus pecados.”
A mensagem durava poucos minutos. Havia um intervalo de silêncio e a gravação recomeçava – de novo a flauta e a fala do pastor, como se fosse um CD em modo de repetição automática. Esta era a parte branda dos suplícios que viria a sofrer. Três anos depois, em muitas madrugadas, ainda acordo sobressaltado, com essa melodia na cabeça.
No começo de 2008, fui chamado pelo diretor de redação de O Dia, Alexandre Freeland, para uma pauta que tinha que ser cumprida sigilosamente: investigar um grupo de milicianos (policiais militares e civis, bombeiros, funcionários do sistema penitenciário) que atuava no Jardim Batan, uma favela encravada em Realengo, na Zona Oeste.
O Batan foi uma grande fazenda, onde havia criação de gado. Seu nome se origina de árvore típica, o ubatã ou chibatã. Foi local de muitos confrontos violentos entre facções criminosas, que procuravam controlar o tráfico de drogas por lá. Em 2007, milicianos se juntaram e expulsaram os traficantes, assumindo negócios como a venda de gás e a tevê a cabo pirata, o transporte de vans, e cobrando “taxa de segurança” dos moradores.
Para investigar essa realidade, eu, uma repórter de O Dia e um motorista do jornal nos mudamos para o Batan, onde conseguimos alugar uma casa. Chegamos lá no dia 1º de maio de 2008, pela manhã. Fomos direto até a padaria das imediações, que era do proprietário da casa que alugamos. Tomamos café da manhã ali, pegamos a chave de onde íamos morar e fomos nos instalar.
Era uma casa de três andares. Ficamos no terceiro. Descobrimos que não havia nada dentro. Começamos contatos com moradores para que nos ajudassem a mobiliá-la. O vizinho do 1º andar nos apresentou a outros da comunidade, quando tivemos a oportunidade de arrematar uma televisão usada. No comércio de Bangu, compramos colchonetes e comida.
Para me apresentar aos moradores, eu dizia ser do Pantanal, e que aguardava ser chamado para trabalhar em Macaé, numa prestadora de serviço da Petrobras. Aproximei-me das pessoas com esse discurso porque os milicianos não querem por perto os que chamam de “vagabundos”: desempregado não é tolerado. Fui ganhando confiança dos vizinhos. Fiquei amigo do morador do 1º andar, que havia sido criado nas proximidades, onde também crescera o motorista que trabalhava para o jornal. Fiz churrasco na esquina de casa, como forma de ampliar nosso relacionamento.
Fingia ser marido da repórter. Dizia que ela era evangélica, tinha vindo de Minas Gerais e que o casamento me livrara do alcoolismo. Ela começou a frequentar uma igreja próxima de casa. Fomos vivendo desta forma: eu era um cara em busca de recuperação, ela arrumou um emprego de cozinheira. Todos acreditaram, o que nos permitiu começar a recolher informações, discretamente.
Todo dia passávamos um boletim para a redação do jornal, por e-mail, enviado de uma lan house. Poucas pessoas do jornal sabiam que estávamos nessa pauta. Para que ninguém desconfiasse, dissemos na redação que estávamos em férias.
Tudo parecia correr perfeitamente bem. O Dia das Mães caiu em 11 de maio. Fizemos um almoço comemorativo para umas dez pessoas próximas. Minha “mulher mineira” fez feijão-tropeiro. Cozinhei talharim e dei rosas para as mães em homenagem à data. A cada dia tínhamos mais amigos, e um deles nos deu um sofá de presente. Pessoas comuns, realmente do bem.
Sou muito cristão. Oro todos os dias. Comecei a sentir que meu anjo da guarda queria me avisar de alguma coisa. Eu disse para a repórter que tinha tido visões de que seríamos descobertos. Lia muito as páginas de Habacuque, um dos profetas do Velho Testamento. Tinha tido a visão de que os milicianos arrombavam nossa porta. “Que nada, está tudo bem”, ela me respondia.
Havia feito fotos importantes, como as que mostravam o castigo que a milícia impunha a usuários de drogas. “Maconheiros” eram pintados de branco e mandados capinar e desfilar pelas ruas, para ficarem marcados pela comunidade. Outros tinham de ficar sentados por horas sobre tijolos quentes. O chefe da milícia, que todos chamavam de 01 (Zero Um), usava um caibro, que chamava de Madalena. Os moradores tinham muito medo da Madalena, usada em surras públicas. Outro cassetete era jocosamente apelidado de “Direitos Humanos”.
Havia guardas penitenciários e muita polícia pelas ruas, o tempo todo. Polícia com farda e sem farda. Eles bebiam com o carro da polícia na porta do botequim. Fotografei isso também. Nunca vira, como vi lá, uma integrante da tropa feminina da Polícia Militar atuar como miliciana. A PM loura do Batan, que andava com desenvoltura entre tantos outros fardados, foi uma das surpresas naquela apuração.
Já havia combinado com um motorista de Kombi que servia à comunidade para que me levasse no dia seguinte até a rodoviária. Achava que o trabalho estava acabando. Todo o material que fotografava eu levava para a casa da mãe do motorista, que ficava do outro lado da avenida Brasil. Não havia nenhum material jornalístico onde morávamos. Nunca usei flash. Eram fotos de luz natural, tiradas com velocidade baixa e modo de alta sensibilidade para ter boas imagens. Havia fotografado muito: a movimentação pelas ruas, PMs bêbados, castigos, punições, carcaças de carros roubados acumuladas dentro de um terreno do Exército, o depósito clandestino de gás.
Às 21h30 da quarta-feira, dia 14, falamos com o diretor de redação. Eu sempre me reportava a ele. A possibilidade de envolvimento de um deputado e um vereador com a milícia fez com que decidíssemos estender nosso período por lá. Queríamos provas indesmentíveis.
Quinze minutos depois desse telefonema, fui pego em frente à pizzaria vizinha da nossa casa. Já comecei apanhando muito. Gritavam que sabiam que eu era jornalista. Mandaram trazer a repórter, que estava no 3º andar. Ela resistiu, e eles a agrediram fortemente, forçando-a a descer a escada aos tapas e pontapés. Eu era quem mais apanhava, porque chegara a beber cerveja com os milicianos, em busca de informação. Demonstravam ódio por terem sido enganados durante catorze dias.
Fomos algemados, encapuzados com toucas pretas e enfiados no banco traseiro de um carro. Rodamos alguns minutos atrás da chave de onde seria nosso cativeiro. Para evitar a avenida Brasil, nossos sequestradores entraram em uma estrada vicinal com muitos quebra-molas. No caminho, apanhamos mais. Um deles brincava de roleta russa com o revólver na minha cabeça. Eu tinha certeza de que seríamos mortos. Ao chegarmos, notei que a casa que serviu de cativeiro parecia estar em construção. Havia brita espalhada pelo chão. Eles falavam: vai morrer, vai morrer!
 O chefe, o chamado 01, sentou na minha frente. Tentei negociar. Disse: “Tenho moral no jornal. Vamos esquecer as porradas todas. Você libera a gente, e não falamos mais disso. Não se mata jornalista. Veja o caso do Tim Lopes. Era meu irmão, era um amigo muito ligado.”
“Então parece que o problema é com a família”, respondeu 01. “Você vai morrer e precisa saber que foi alcaguetado por amigos de dentro do jornal. Vou provar: você tem na sua baia de trabalho as fotos de um de seus dois filhos tocando guitarra. Seus filhos são lindos. Você mora na Zona Sul”, disse, completando em seguida com meu endereço exato.
Gelei, e ele continuou: “Vocês são uns bundões. Foram alcaguetados por seus amigos. Temos informantes em tudo o que é jornal e televisão.”
Ele então deu uma ordem: “Chama o cinegrafista.” Nossa tortura foi filmada. Alguém, um dia, vai obter essa fita da tortura que sofremos. O que passamos lá, eles fizeram questão de gravar.
Fiquei encapuzado a maior parte do tempo. Mas sabia que havia em volta muitos policiais. Sentia os chutes vindos de coturnos. O Zero Um saiu. À distância, bois mugiam. E começou o som da flauta e a voz de pastor pregando: “Este homem que está com a faca em seu pescoço vai matá-lo. Entregue sua alma a Deus e arrependa-se dos seus pecados.” Teatralmente, um homem colocava a faca em meu pescoço cada vez que tocava a gravação.
 Entre as sessões de torturas, havíamos passado por cinco “tribunais”, as ocasiões em que os milicianos se reuniam e julgavam qual seria o nosso destino. Nos cinco, anunciaram nossa sentença de morte. Pretendiam nos levar para a favela do Fumacê, ali do lado, queimar nossos corpos e dizer que haviam sido os traficantes que nos mataram. Discutiram também convocar moradores do Batan para que fôssemos apedrejados em praça pública, como traidores. Não tenho dúvida de que, se mandassem, os moradores, tiranizados por eles, poderiam nos apedrejar.
Aí chegou aquele que todos chamavam de “Coronel”. Pegaram as senhas de meu e-mail e do da repórter. Leram todos os relatórios que passáramos para o jornal. Eu falava das fotos que tinha tirado, descrevia-as com detalhes; a repórter contextualizava as informações que recolhera. A par de tudo, o Coronel decidiu que iríamos sobreviver. Mas tomamos mais porradas. Os milicianos ainda se referiam a outro chefe, a quem chamavam de “Comandante”.
Durante a tortura, estávamos lado a lado, eu, a repórter e o motorista. Num quarto escuro, só iluminado por telas de celulares, que usavam para que pudéssemos assistir uns aos outros serem subjugados. O motorista pedia para que eu afastasse escorpiões que subiam por suas costas. Não podia ajudá-lo. Ouvíamos passos de muitos PMs. Tiraram nossos capuzes e substituíram por sacos plásticos, parecidos com os de supermercados. Com eles, produziam asfixiamentos temporários. Mas dava para ver as fardas quando olhava por baixo do plástico.
A repórter reconheceu a voz de um vereador, filho de um deputado estadual. E ele a reconheceu. Recomeçou a porradaria. Esse político me batia muito. Perguntava o que eu tinha ido fazer na Zona Oeste. Questionava se eu não amava meus filhos. Os agressores estavam com toucas do tipo ninja. Houve um momento em que achei que tinha morrido. Senti como se estivesse subindo para o céu, mas não era minha vez. Tive que voltar para contar. Deus fez que eu voltasse.
Cada vez chegavam mais camburões. Depois que apanhamos muito, levaram-nos para a sessão de choque. Era um instrumento que tinha o formato de uma pizza com um cano no meio. Tiraram minha roupa e me davam choques na região baixa e nos pés. Não posso, não devo, não quero entrar nos detalhes das brutalidades e das humilhações que sofremos.
Fomos levados para a casa dos pais do motorista, para que os milicianos pudessem pegar os cartões de memória e a máquina fotográfica. Não havia deixado a máquina dentro da comunidade em nenhum momento. Usava escondido e guardava em área vizinha para que não nos comprometesse a segurança. Chegamos em comboio, durante a madrugada.
Os pais do motorista saíram de casa assustados. Os milicianos pediram para que eu os ensinasse a fotografar. Eles nos retrataram. Ensinei a mudar a ASA da máquina (aumentar ou diminuir a sensibilidade à luz). Fotografaram-me como a imprensa policial faz com os bandidos, forçando-nos a levantar o queixo com as mãos. Eles têm nossas fotos como prêmio. Por isso, não posso voltar para o Rio até hoje.
Fomos soltos às quatro e meia da madrugada, na avenida Brasil, depois de mais de sete horas de tortura e sevícias. O pai do motorista dirigiu o carro que nos tirou da favela. Eu queria ir para um quartel do Exército. Mas queria falar primeiro com a direção do jornal.
Quando estávamos na altura da Estação Leopoldina, logo após a saída da avenida Brasil, entramos numa grande discussão. A repórter revelou que os torturadores a chamaram por um apelido pelo qual ela só era conhecida na redação. A certeza da traição nos deixou inseguros. Fomos para minha casa. Minha mulher disse: “Não falei que isso iria acontecer?” Abracei meu filho, que acabara de acordar. Eram quase seis horas. Estávamos descalços, feridos, destruídos. Tomamos banho na minha casa. Meu filho foi para a escola. Começou a pior tortura: a família conviver com o medo, para o resto da vida.
Chegaram à casa o diretor de redação e uma editora-executiva. Ligaram para a dona do jornal, a Gigi Carvalho, filha do antigo dono de O Dia, Ary Carvalho. Um ano e meio depois, ela venderia o jornal para um grupo português. Eles falaram com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Naquela manhã, depois de liberados pelos sequestradores, estranhamente, não me levaram para fazer exame de corpo de delito. Fui para o Hospital Copa D’Or, onde, mais estranho ainda, fui instruído a falar que havia caído do cavalo. Não podia contar que tinha sido torturado. Em casa, vi que havia uns caras na porta, com jeito de policiais. Estávamos sendo vigiados.
Começou a nossa fuga. Eu, meus filhos e minha mulher fomos primeiro para a serra fluminense. Na edição de domingo, 1º de junho, duas semanas depois de cairmos nas mãos da milícia, o jornal enfim trouxe o caso a público. “Tortura – milícia da Zona Oeste sequestra e espanca repórter, fotógrafo e motorista de O Dia”, era o enunciado.
Nessa altura, eu estava num quartel dos fuzileiros navais, longe de tudo. Recebi um telefonema dizendo que havia fuzileiros navais entre os milicianos do Rio, e que minha vida estava em risco. Não sei como me acharam lá.
Foi quando minha sobrinha, uma adolescente, foi vítima de uma tentativa de sequestro. Tentaram pegá-la na saída da escola e só não conseguiram porque um senhor de 70 anos conseguiu tirá-la das mãos dos sequestradores. Só Deus sabe onde ele arrumou forças para tal. Minha sobrinha está traumatizada até hoje. Ligaram para a mãe dela e disseram que era “muita coincidência” ter ocorrido a minha fuga e a tentativa de sequestro da sobrinha no mesmo momento. Falaram que não me deixariam em paz. Afirmaram que me matariam.
O Brasil não era seguro para mim. Decidi fugir para a Bolívia. Escondi-me numa cidade de 20 mil habitantes na região de Santa Cruz. Passadas as primeiras semanas, sentia saudade de minha família, que estava em uma cidade praiana no sul do Brasil. Fui encontrá-los num hotel de frente para o mar.
Minha mulher e meus filhos não falavam comigo. Ver o sofrimento deles foi a dor maior que senti. Tive vontade de me matar, de me jogar do 20º andar do hotel. Aquilo foi me consumindo. O único que me entendia e me dava carinho era Sávio, meu cachorro. Como se não bastasse tudo que passara, Sávio morreu.
Abandonei minha família. Fiquei quinze dias sumido. Voltei para pegar minhas coisas e anunciar que os deixaria viver em paz, o que não seria possível comigo por perto.
 Mudei para uma cidade distante onde vivo hoje. Sofro sozinho. Meus amigos do Rio não podem falar comigo, nunca mais os vi. Com a possibilidade de ter sido traído por algum companheiro de trabalho, não posso falar com ninguém da redação d’O Dia. O ministro da Justiça chegou a propor que uma nova identidade me fosse fornecida, o que nunca ocorreu.
No Rio, correu o inquérito. Descobriu-se quem eram os líderes dos milicianos. Zero Um era o policial civil Odinei Fernando da Silva, também chefe de um grupo paramilitar denominado Águia. Zero Dois era Davi Liberato de Araújo, um presidiário que vivia fora da cadeia graças ao envolvimento de guardas penitenciários com a milícia. Os dois foram sentenciados pela Justiça a 31 anos de prisão, mas recentemente a pena foi reduzida para vinte anos. No Batan, criou-se uma Unidade de Polícia Pacificadora.
E não aconteceu nada com o vereador e o deputado estadual cujas vozes minha companheira repórter reconheceu no cativeiro. Eles negaram envolvimento com a milícia e nunca foram punidos. Agora mesmo, em julho passado, o deputado apareceu ao lado do governador do Rio numa foto de inauguração, não muito longe de onde fomos torturados.
Alguns dos bandidos estão na cadeia, mas parece que o bandido sou eu. Imagino que, a cada dia deles na prisão, mais me odeiem. Imagino quantos milicianos perderam dinheiro quando a quadrilha do Batan foi desmantelada, e quantos querem minha morte por isso, até hoje.
Retomar a vida é difícil. Faço tratamento psicológico e psiquiátrico, tomo uma dúzia de remédios. Quase não vejo meus filhos, que estão crescendo longe de mim. Tenho agora um neto que mal conheço. Não soube mais nada da repórter e do motorista, sumiram. Esqueci dos amigos. Preciso de fotos para me lembrar do rosto de quem gosto. Mas me lembro nitidamente dos que me torturaram.
Valeu a pena? Foi a profissão que escolhi. Mas o que mais dói é que fomos delatados por colegas da redação. Eu achava que nunca tinha tido inimigos.
Não fotografei durante o período que fugia. Voltei a tirar fotos não faz muito tempo. Antes, eu mandava ajuda para algumas crianças da favela da Rocinha. Uma família com nove meninos. Nas festas de Nossa Senhora Aparecida, no Pantanal, também dava presentes para crianças. Uma vez por mês, participava da distribuição de sopa para quem vive nas ruas.
Hoje não faço mais nada disso. Também perdi o Rio, a praia, o sol, o futebol e a cervejinha com os amigos. De vez em quando, alguém me diz que tudo já acabou. Acabou para quem? Para mim, não. A tortura continua. Tudo culpa daqueles filhos da puta.

domingo, 18 de setembro de 2011

Vienna waits for you

Se tenho um conselho que vale alguma coisa para os mais jovens é esse. Aproveite cada dia, seja ele como for. Se é tempo de brincar de pega-pega na rua, aproveita isso. Não tenta atropelar as fases, amadurecer mais cedo, crescer antes da hora. Cada coisa tem seu tempo, as flores só nascem na primavera, então pra que a pressa? "Vienna waits for you"! Carpe diem!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Os dois lados da rosquinha


Homer Simpson é um dos personagens mais famosos da TV, criado em 1989 por Matt Groening, baseado nessa série animada foi lançado o livro "Os Simpsons e a Filosofia". Segue abaixo texto retirado do site Planeta Educação:
Em “Os Simpsons e a Filosofia”, os autores se propõem a analisar as ações e características dos principais envolvidos nas histórias, os membros da família Simpson, do patriarca Homer a caçula Maggie. Para tanto se utilizam de fortes referências do pensamento ocidental, provenientes da clássica filosofia grega (como Aristóteles, Sócrates e Platão) e atingindo até mesmo pensadores do mundo moderno e contemporâneo (como Kant, Nietzsche e Sartre).
Homer Simpson, por exemplo, é assunto do primeiro capítulo, “Homer e Aristóteles”, onde é dissecado a partir da categorização lógica dos tipos de caráter criada por Aristóteles, sábio pensador grego, discípulo de Platão e preceptor de Alexandre Magno. É difícil imaginar que tal análise poderia ser feita, entretanto, vale destacar que apesar dos inúmeros episódios em que percebemos toda idiotice e incapacidade de Homer, o que seria suficiente para qualificá-lo como uma pessoa viciosa (de acordo com os preceitos aristotélicos, viciosos são aqueles que não possuem virtudes e não controlam suas vontades), há várias situações em que Homer se destaca como um bom pai, um marido que se mostra fiel a sua esposa e, em determinados momentos, uma pessoa capaz de atos de altruísmo e bravura. A que conclusões poderíamos então chegar quanto a Homer?
Lisa Simpson é, na contramão de seu pai, uma representação de várias virtudes que a colocam constantemente em situação de crise existencial numa sociedade vazia, hipócrita e cínica. Vegetariana convicta, defensora dos direitos das minorias, feminista ardorosa e exemplarmente estudiosa, a menina de 8 anos de idade é a consciência que reina sobre sua família e também sobre Springfield. É mais madura que a grande maioria dos habitantes da cidade e tenta, a cada novo episódio, ajudar todos a seu redor a melhorar suas vidas. Essa pequena menina cheia de virtudes apesar da pouca idade é tema do segundo capítulo do livro, “Lisa e o antiintelectualismo americano”.

Há capítulos dedicados a Maggie e Margie, respectivamente o bebê dos Simpsons e a mãe dedicada, carinhosa e racional, que abre mão de seus sonhos em prol da felicidade de seus filhos e de seu desajeitado marido (“A motivação moral de Margie”).

Bart, considerado ao lado de Homer como o principal astro da série, tem uma análise interessante no capítulo “Assim falava Bart: Nietzsche e as virtudes de ser mau”. Arquétipo do “Bad Boy” capaz de roubar os livros dos professores e causar o cancelamento das aulas (já que os professores não seriam capazes de ministrar suas aulas sem os livros dos mestres...), Bart Simpson é um menino esperto, que contraria as normas da sociedade em busca de emoções que sente terem sido perdidas. Em um dos mais lembrados episódios da série, Bart se torna autêntico ídolo em Springfield e, por isso, passa a ser copiado por todas as pessoas da comunidade. O que, a principio poderia parecer a vitória de sua proposta, o torna infeliz. Sem saber o que fazer, é aconselhado por sua irmã Lisa, a contrariar a ordem (onde todos tentam ser espertos e arteiros como Bart) e se tornar um exemplo de virtude e bom comportamento... A comparação com o super-homem da obra de Nietzsche torna-se um ótimo caminho de reflexão filosófica.

Há muitos outros ensaios que podem nos fazer entender bem não apenas o seriado e seus personagens, mas principalmente os norte-americanos, seu modelo de vida e, mesmo, o mundo em que vivemos. Autêntico micro-cosmo do país do Tio Sam, Springfield é um retrato fiel da vida nos Estados Unidos, onde causas importantes como a questão da utilização da energia nuclear, problemas ambientais, relações humanas, educação, saúde e religião são colocadas na pauta do dia.
Outra importante qualidade do seriado, destacada nos vários capítulos de “Os Simpsons e a Filosofia” refere-se às citações da cultura popular norte-americana que aparecem nos episódios (menções a outros seriados de televisão como “Friends” ou “Perdidos no Espaço”, filmes como “Tubarão” ou “Os Pássaros”, livros de autores consagrados da literatura norte-americana como John Steinbeck ou Ernest Hemingway).

Aprender filosofia pode ficar muito mais fácil quando conseguimos fazer conexões (sinapses) entre produtos da cultura pop mundial como “Os Simpsons” e as grandes referências e conceitos criados pelos principais pensadores da história da humanidade. Outro aspecto importante da obra reside no fato de que as barreiras entre o mundo acadêmico e a sociedade “leiga” estão sendo superadas aos poucos, permitindo um saudável intercâmbio que integre a produção cultural popular e a chamada alta cultura.
Se a televisão e seus principais expoentes puderem contribuir para a educação e a cultura de forma incisiva em prol de um real crescimento, nada melhor do que pensar como os romanos e admitir que é melhor tê-los como aliados do que como inimigos...




- Existem três frases que vão levar sua vida adiante: “Não diga que fui eu”,”Já estava assim quando cheguei” e “Oh que boa idéia, chefe”.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um pouco do pouco!

Voltando a falar sobre Rock'n Roll para a desgraça alheia dos leitores deste blog e tambem para sua dona Jeniffer (que ultimamente sabe se la se ainda lembra do blog kkk) que obviamente ja devem estar de saco cheio de me ouvir falando de Rock aqui, mas quando eu aprender a falar de coisas adequada para esse blog, juro que postarei. Mas enquanto isso não acontece, não posso deixar de colocar uma mega entrevista que venho lendo desde o ano passado, realizada em 2009 pelo site Progshine, (site especializado em Rock) com o genio do Rock'n Roll Brasileiro, Rolando Castello Junior, pois bem não vou colocar tudo aqui, se alguem quiser ler que abram a pagina e leia porque não irei fazer essa covardia e roubar os creditos desses grandes editores com essa espetacular entrevista ao grande e unico nome do Rock'n Roll brasuca.

Pois bem, acredito que muitos não devem conhecer esse monstro, muito menos o Maden in Brazil (banda de rock'n Roll brasileiro, os unicos e insuperaveis musicos do rock, hoje corrompidos e esquecidos pela nossa maldita midia brasuca) e muito menos o Aeroblus (banda argentina de Hard pesado setentista) e não darei ao luxo de falar desses bravos herois pois apenas estragarei tudo isso, cujo não há como descrever essa barbaridade musical. Não falarei de Pappo, nem de Patrulha do Espaço, muito menos de Rolando e não darei sermoes sobre o nosso falho, fracassado e quase- inexistente Rock'n Roll.

Mas é importante contribuir com isso aqui, acho que todos os que dizem gostar do Rock'n Roll tem que ler, porque sabemos de nossa pouca trajetoria no Rock e pelo menos podemos dizer a outros por ai que neste pais já existiu o Rock e não é isso o que vemos hoje, mas sim caras que gastaram seus tempos fazendo musica de qualidade por aqui.

Veja, conheça pelas palavras de Rolando a breve historia do Rock no brasil. Abraços e até semana que vem!

http://progshine.com/entrevistas/rolando-castelo-junior-entrevista-exclusiva-com-o-baterista-da-patrulha-do-espaco/

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Johnny Cash um Cownboy no Rock'n Roll

Depois do filme de 2005 sobre a historia de Johnny Cash, ficou bem mais conhecido em algumas partes que sim foi um filme excelente. Johnny teve uma infancia conturbada, foi uma criança sofredora, seu sucesso musical idem, no suor e na força, teve sua vida pessoal sendo um astro do Rock'n Roll um dos pioneiros do Folk Rock, tambem tornando-se idolo do Country e tambem conturbada por problemas com drogas e o comportamento na fama de "Fora da lei" a qual o proprio cultivou, Johnny apesar de suas musicas e seus álbum (Johnny Cash At Folsom Prison, de 68, e At San Quentin, de 69) de shows realizado em presidios, nunca cometeu crimes ou cumpriu pena, só passou algumas noites na quadrada por posse de anfetaminas e drogas.

J.R Cash seu nome de nascimento, (exatamente, seu primeiro nomes são iniciais) foi um grande amigo de Dylan, tanto que em seu programa de TV na rede ABC entre 69 e 71 onde teve as presenças de Neil Young, o proprio Dylan e outras figuras ilustres lendas do Rock'n'Roll. Sempre foi uma figura ilustre apesar de sua vida conturbada, teve sua primeira biografia em 75 cuja foi vendida obcessivamente, chegando mais da marca de um milhão de copias vendidas, apesar da imagem influente como ja dito seus vicios eram conflitantes, chegou a cair de produção nesse meio, lutou com todas as forças contra o vicio, chegou a tornar-se cristão e se internou, curiosamente neste mesmo tratamento de desintoxicação em 86 corre os boatos de ter feito uma amizade com Ozzy Osbourne que tambem estava se tratando.

Johnny Cash jamais foi ignorado por suas junções musicais, apesar de todos os seus fãs acharem em algumas das vezes, musicas muito Country para ser Rock ou vice e versa, sempre aliou muito bem o Rock'nRoll ao Country, e foi nessas e outras coisas que fez de Johnny uma figura impar.

Na decada de 90 passou a ser reconhecido e influenciando novas gerações do Rock, ja em seu final de vida com sua saude bastante fragil, passou a gravar musicas para musicos mais modernos como as bandas Soundgarden, U2, uma curiosa versão para o Thirteen da banda Danzig, Tom Petty. Como ja classificadas pelos seus ouvinte foi para um som mais sombrio, e até mais melancolico em comparações as classicas. Não deixou de ser um ótimo trabalho e lhe rendeu o Grammy 2002.

Quem não conhece os astro do Country famosos pela musica Me and Bobby Mcgee, Kris Kristoferson e tambem do Willie Nelson e Waylon Jennings que não é necessario comentar, vide as lendas do estilo, Johnny juntamente com esses caras formou um mega grupo de Country chamado The Highwaymen.

A musica Man in Black em poucas e curta letras e sonoridade resume bem o que foi Johnny Cash, da autoria do proprio cujo gostava de se apresentar totalmente de preto numa epoca que o preto não era simbolo do Rock n Roll e muito menos do Country foi lhe dado o apelido de Man in Black e adotou o apelido. Como disse nesta incrivel canção "Eu me visto de preto pelos pobres e oprimidos...Mas está ali pois é uma vítima dos tempos"

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Bastardos Inglorios

É amigos, um dia apreciei la nos primordios de meus dias, aquele ciclo sem fim, chato e repugnante que vivo agora. Cansar? Pois bem um vagabundo tambem cansa, justo! As vezes sinto falta de minhas atitudes preciptadas, amargas e idiotas, mas que foram parte de mim, talvez de um crescimento (que ainda não veio né)
É de sentir falta, e as vezes por pior que seja a geração moderna de hoje, não muito afastada da minha, da vontade de chutar o balde literalmente, e que se dane a bipolaridade, afinal comportamento não segue raça e bandeiras, muito menos padroes e paradigma, muito menos açoes associadas para controlar uma rebeldia. Como diz my mother, ganhei gordura e perdi o sal, mas ...é mais ou menos isso ae, dias bons são contantes e tediantes muito mais. (Não que os meus sejam assim, diga-se o imprevisto, mas sei la) Carpe Diem!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

So fine?Nem tanto!

Fala leitores (oh god! sadico)! Ultimamente me dei conta que anteriormente aos primeiros anos de blog eu escrevia muito pouco, alias eu falo demais as vezes em conversas que valem a pena confesso [E amo escrever por isso meus tempos perdidos em um blog], mas ultimamente ando postando muitas coisas aqui e pqp eu lembro que essa porraloka tem uma dona e companheira.
Jeniffer realmente sumiu com a sua vida de proletaria (né) mas acho que irei fazer uma campanha "Volta Jeniffer", mas nada do tipo marica [#twitter], apareça ameba, ou vou ir a tua casa e te dar umas porradas pow nem parece que somos vizinhas (de quarterão). Emfim apareça muiê! De o ar de sua graça a esse nosso lindo e inteligente publico [tragico!]

Emfim só para ter o que postar, pois acho que ja estão fartos dos meus comentarios ridiculos sobre Brasil e Rock'n Roll.
Sobre o titulo é isso ae, uma musica do Guns n Roses oh my god, bom reviver os velhos tempos de modismo, rebeldia e tudo mais, alias os dias estão cada vez mais corridos, bicos atras de bicos para uma [pos-]jovem de 20 anos sem um trabalho decente e precisando de ajuda comunitaria!
Abraços e semana que vem tem mais Rock [de preferencia] unica coisa que escrevo que vale a pena ler! É melhor ficar como meu esquisito roquezinho antigo que não é perigo a ninguem como ja dizia Raulzito. Hasta!