sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A-deus


A-deus
Adeus não é uma despedida. É entregar à Deus o que você não pode mais cuidar. Li isso em algum lugar, talvez em algum parachoque de caminhão, ou blog adolescente. É bonito. Pode não parecer, e tem gente que duvida, mas sou uma pessoa muito religiosa. Não vou a igrejas, nem ao menos no domingo. Mas rezo todas as noites. Agradeço pelo dia, pela minha familia e amigos e pelo simples fato de estar viva. Estava um pouco afastada, as vezes nós precisamos de um tempo longe dos nossos pais, não? As vezes o caminho que estamos seguindo não é bem o que planejamos, e para não nos culparmos culpamos os outros. Eu culpei Deus. E como foi dificil esses últimos dias. Agente acorda todos os dias com vontade de mudar, mas todos os dias são iguais. Acho que todos os poetas, bêbados e loucos já tiveram essa sensação. Até que chega o dia da mudança. E esse dia é hoje. Adeus é para o blog, e para outras coisas que não posso mais cuidar. Preciso cuidar de mim. Aos que ficam, desejo paz. Todo o resto vem com a paz. Paz de espirito. Paz. Agradeço por tudo e mais um pouco aqueles que estiveram aqui e puderam acompanhar um pouco da minha vida, das minhas idéias, das minhas conquistas e das minhas tropeçadas. Tudo valeu a pena, isso posso garantir. Alias... como dizia um dos meus poetas prediletos: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena"

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mais amor!


(Criolo) Não existe amor em SP, Um labirinto mistico, Onde os grafites gritam, Não dá pra descrever, Numa linda frase, De um postal tão doce, cuidado com doce, São Paulo é um buquê, Buquês são flores mortas, Num lindo arranjo, Arranjo lindo feito pra você, Não existe amor em SP. Os bares estão cheios de almas tão vazias A ganancia vibra, a vaidade excita Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fél Aqui ninguém vai pro céu, Não precisa morrer pra ver Deus Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você, Encontro duas nuvens em casa escombro em cada esquina, Me dê um gole de vida, Não precisa morrer pra ver Deus.

sábado, 9 de junho de 2012

Liga das Florestas


Pessoal, a Greenpeace está com uma idéia muito bacana no site, a campanha se chama "liga das Florestas", uma petição a favor do desmatamento zero, não custa nada e vai levar apenas 2 minutos. Dois minutos por um Planeta melhor para nossos filhos, nada mal hein? Assinem!


Quem quiser saber mais se liga: Liga das Florestas

Outra coisa, foi adicionada uma música ao nosso blog, dá um Play ali na barra ao lado pra curtir uma músiquinha enquanto lê nossas bobagens ou abraça essa idéia bacana assinando a petição!

terça-feira, 5 de junho de 2012

POA



Buenas navegantes dessas águas turvas! Andava sem inspiração para postar, e estava de férias, finalmente! Infelizmente, pra nossa tristeza, elas se acabaram. Queria postar aqui fotos das minhas férias, os lugares que conheci, por onde andei, contar experiências unicas e maravilhosas. Mas... não tirei fotos. E como hoje é meu ultimo dia de férias não vou contar experiência nenhuma. Só digo uma coisa: foram os melhores 20 dias de férias que já tirei, graças a Porto Alegre! Atravessei finalmente à Oswaldo Aranha e conheci a redenção e suas loucuras, amigo punk.

E a meu namorado lindo, que me fez companhia, mesmo vendo programação de TV aberta, aguentando cocegas e piadas sem graça, danças esquisitas, fome (haha), chatice, me deu a pilula vermelha, finalmente! Obrigada por me aguentar!


Não vejo a hora de voltar :)

Te amo namorado!

domingo, 18 de março de 2012

What If...

A algumas semanas atrás Shonda escreveu um episodio incrível em "Greys anatomy" com o titulo "If/When", com a temática "e se?" onde a personagem imagina como seria a sua vida se tivesse feito algumas escolhas diferentes, ou se algumas coisas não tivessem acontecido em sua vida...
Com uma temática assim fica impossível não imaginar a mesma coisa...

E se?

E se meu pai nunca tivesse saido de casa?

Provavelmente eu jamais teria perdido a minha infancia pra cuidar da minha mãe que ficou deprimida a ponto de tentar se matar... teria outro tipo de amigos pois o que me fez conhecer as pessoas que conheci no colégio foi devido a nossa revolta, ao nosso gosto pelo Rock, que comecei a ouvir como uma valvula de escape... eu não teria conhecido meu namorado, não teriamos muito em comum, pois foram essas coisas que nos fizeram amigos, nos fizeram cumplices, a mesma revolta do abandono, o mesmo gosto pelo rock...

Será que eu teria blog? Teria carga emocional o suficiente pra escrever sobre o que escrevo? Será que eu estaria mais feliz ou mais triste? Será que eu seria uma dessas meninas vazias?

A vida que você tem é a vida que foi destinada a você.

Tudo o que aconteceu foi por um motivo, e eu sou grata por tudo. Me fez ser o que sou hoje, e apesar dos defeitos eu consigo enchergar além...

Vou continuar seguindo, tentando, esperando que o melhor aconteça, esperando que no fundo cada passo tenha um motivo, esperando que no final há um arco-iris... Vou voltar a sonhar!




Cada passo que você dá
Pode ser seu maior erro
Pode ceder ou pode quebrar
É o risco que você corre
E se você decidir
Que você não me quer na sua vida?
Que você não me quer ao seu lado?

Coldplay - What if

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Catastrofe Natural?


Os falsos numeros continuam percorrendo absurdamente no Brasil, no caso baiano não é diferente. A violencia explode em ruas baianas, enquanto que policias militares com armas e capuz ocupam a Assembleia Legislativa, atras do aumento salarial.
As noticias começam a assustar outros estados, falidos de segurança, e chegam a questionar o papel da PM na sociedade, organização que foi utilizada durante a Ditadura de 64.
Os numeros da greve chega ao extase, em pleno centro regional de Salvador o caos cresce, pessoas ficam trancadas dentro de casa e ainda assim temendo o bruto saqueamento de suas casas, os numeros de carros roubados passaram de 300, o homicidio chegou a 101 nas primeiras semanas com o crescimento maior do que o indicado em jornais televisivos. No interior os casos são ainda mais graves, alem de invasóes domiciliar e pertences roubados, crianças e mulheres são estrupadas e diversas tem abuso sexual dentro de casa, frente a pais e maridos.
O panico generalizado de maior magnitude, alem das partes turisticas, corre em regioes bem afastadas como fronteiras que começam a ter alta de segurança, predios, monumentos, casas e patrimonios historicos são depredados, e o suicidio tem altos indices, desde jovens a idosos, agencias bancarias e outros estabelecimentos saqueados, homens armados e encapuzados cruzando ruas, tiros são desparados constantemente.
Diante disso, o governo federal, teme a possibilidade de que a greve da PM espalhe por outros estados, principalmente os com graves falta de segurança como Rio de Janeiro (onde ja existe assembleia marcada e ja com algumas concluidas) e São Paulo. Visto que tais greves ja atuou em estados como Rondonia, Maranhão e Ceará, a possibilidade de novas é questionaveis.
As negociações poderiam ser melhores, mas para acabar com a greve, há reivindicações, como a ANISTIA aos lideres do movimento e policiais acusados de envolvimento com gangues e assassinatos.
O governo é culpado, é, mas não é com vandalismo que trabalhadores protestantes devem se organizar, nem mesmo beneficia-los com a anistia dos fatos ocorrentes nestes dias por grande culpa deles.
...

Enquanto isso a greve tende acabar na Bahia e começa no Rio de Janeiro, 59 policiais presos e mais 100 indicados por crimes militares. Nove dos 11 policiais considerados lideres do movimento são os unicos presos, os outros 50 estão presos administrativamente. Mutos sendo procurados por envolvimento com milicias e assassinatos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Homenagem

Por Hugo SorianiPágina/12 (*)(Reproduzido de Carta Maior, de 24/03/2011)

Não nomearei a ninguém porque estas linhas são para todos. Alguns já não estão conosco porque morreram nestes últimos anos, e outros morreram na prisão, fuzilados pela repressão ou pela pena.

Vou lembrar os presos políticos da ditadura militar.

Eram mais de dez mil pessoas que tinham sido detidas antes do nefasto 24 de março. Logo já não houve mais presos políticos, somente desaparecidos.

Nestas prisões conviveram nove, dez, doze anos, rapazes de vinte anos, pouco mais pouco menos, com homens de cinquenta, às vezes de sessenta, pelos quais os mais jovens sentiam devoção e respeito já que vinham de outras lutas, sobreviventes de um país assolado pelas ditaduras.

Eles tinham lutado contra a de Lanusse, e alguns contra a de Onganía, e contavam experiências que os mais jovens escutavam com avidez, curiosidade e impaciência.

Não nomearei a ninguém porque foram todos os que, hora após hora, dia após dia, ano após ano, resistiram em conjunto à política de extermínio que se instrumentou para destruí-los. Os que inventaram um código para se comunicar no silêncio, os que violaram todas e cada uma das regras e proibições que os guardas impunham diariamente. Os que com valentia, engenho e audácia inventaram os truques necessários para sobreviver sem perder suas convicções.

Os que não assinaram nenhuma nota de arrependimento, apesar das represálias.

Os que na obscuridade dos calabouços de Rawson foram golpeados até desmaiar e reanimados com água gelada em madrugadas com quinze graus abaixo de zero, para logo deixá-los nus e repetir a história no outro dia, no outro e no outro.

Os que denunciaram suas torturas ao monsenhor Tortolo, no cárcere de La Plata, e escutaram como resposta que “Videla é ouro em pó” dos lábios do monsenhor. Os que escreveram minúsculas notas em finíssimo papel de cigarros para comunicar ao exterior o que acontecia atrás dos muros.

Os que, em dias de fome, compartilhavam a comida escassa.

Os que golpearam os jarros de metal contra as grades festejando o triunfo da Revolução Sandinista na Nicarágua, em julho de 1979, apesar dos golpes e gritos dos carcereiros, que tratavam de impedi-los.

Os que choraram a morte de John Lennon, em dezembro de 1980, porque junto a ele imaginaram que não eram os únicos sonhadores.

Os que, no cárcere de Magdalena, conheceram em pessoa a ferocidade do general Bussi, antes que fosse o célebre carniceiro de Tucumán.

Os que foram reféns em Córdoba durante o mundial, sob ameaça de fuzilamento, enquanto os genocidas se abraçavam com Menotti.

Os que foram retirados do pavilhão da morte na prisão de La Plata e, sabendo que iam ser fuzilados, se despediram de seus companheiros cantando suas consignas.

Os que sobreviveram nesse pavilhão e denunciaram o que estava acontecendo, pondo em risco suas vidas.

Os que no pátio da prisão de Córdoba viram morrer companheiros e não baixaram o olhar, como queriam os policiais para humilhá-los.

As mulheres presas no cárcere de Devoto, que durante anos resistiram a práticas vexatórias. Essas mesmas mulheres que, inteiras e dignas, já livres, escreveram um livro imprescindível: Nós, presas políticas.

Os que na prisão de Caseros viveram amontoados em celas miseráveis, sem saber quando era noite ou quando era dia.

Os que não perderam o humor, sobretudo o humor negro, e riram de suas próprias desgraças.

Os que, em julho de 1983, na prisão de Rawson, com mais coragem que inteligência, decidiram acompanhar o jejum que Pérez Esquivel realizava em Buenos Aires, sem que ninguém, mas ninguém soubesse o que estavam fazendo. E continuaram o jejum dez dias mais do que ele porque, devido ao isolamento a que estavam submetidos, não souberam que o Prêmio Nobel já havia suspendido a greve ao conseguir seus objetivos.

Os que escreviam más poesias, mas foram poetas.

Os que sabiam de memória o Gênesis ou o Êxodo, porque a Bíblia foi a única leitura permitida. E às vezes nem isso.

Os que cantaram, desenharam, sonharam e atuaram, inventando a maneira de se esquivar da morte ou da loucura.

Os que em todas as prisões, em todas, só tiveram durante anos uma parede branca a dois metros de distância como único horizonte.

Os que durante nove, dez, doze anos não fizeram amor nem tomaram um copo de vinho ou uma taça de café.

Os que não viram crescer seus filhos.

Os que saíram com a roupa do corpo e sem ter uma casa para onde ir ou um trabalho para sobreviver.

Os que foram recebidos com desconfiança, porque eram sobreviventes.

Os que sentiam toda a culpa do mundo por esse mesmo motivo.

Para todos eles, presos políticos da ditadura, que hoje, há trinta e cinco anos do golpe militar, são testemunhas dos julgamentos dos genocidas, militantes em seus bairros, representantes em seus trabalhos, funcionários comprometidos e trabalhadores da política em seu sentido mais nobre, qualquer que seja o lugar para onde a vida os levou. Para eles, estas linhas de lembrança e de homenagem.

(*) Gerente geral do jornal Página/12, ex-preso político, lutou contra a ditadura argentina. (Este artigo foi publicado pelo diário argentino e por Carta Maior no dia 24 de março, 35º. aniversário do golpe militar que instalou a última ditadura na Argentina. Foi feriado nacional e o povo foi às ruas festejar o Dia da Memória, da Verdade e da Justiça).

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer


Retirado do blog do Jadson

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Imortais

A busca pela imortalidade desde os tempos mais remotos foi um dos principais objetos de estudo do homem. Muitos tentaram chegar a imortalidade, seja por mumificação, rituais e sacrificios humanos, ou mesmo imortalizar-se em páginas de livros, pinturas, e diversos outros tipos de arte. Gilmanesh foi um dos tantos que trilhou essa busca, onde acabou sobrevivendo do grande dilúvio. Porque a busca desenfreada, inclusive pela ciência da juventude, e da imortalidade? A morte em uma floresta é algo necessário para que um processo muito maior, que é a vida, vingue.
Sempre que nos deparamos com a morte, nos desesperamos ao tomar consciência de nossa condição como mortal, porém é um dos atos mais limpos e previsivéis da existencia de um ser. Faça apenas valer a pena.


"Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

SP


Estas gotas que caem la fora nesta terra da garoa, que constantemente lava as janelas, molham as plantas, faz crescer as arvores, substituem lagrimas ou simplesmente te faz pensar com os barulhinhos no telhado.
Aquela terrinha cuja suas chuvinhas batutas fazem formar poesias, fazem refrescar um dia. Gotinhas que vão e voltam e tranformam em conjunto de casas em pinturas expressionistas. Aquelas gotinhas que te acolhe para dentro de casa, que te coloca para dormir. Felizmente essas chuvinhas não apaga suas ruas em chamas, quentes e pulsantes, não tiram o brilho de seus edificios antigos, ou pracinhas cujas arvores sorriem com o balançar de seu tempo fresco tipico de uma terrinha longa, que mesmo sobre seu povo desastrado e mesmo com sua impotencia em destruições humanas, continua levando a frente sua fama, dando suas chuvas finas em forma de poesia, que faz perpetuar sua boemia.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Um novo ano, um novo problema!

Meu computador vinha enchendo as paciencias a alguns anos e no dia 31 nem só o ano de 2011 mas meu pc tambem ficou para traz junto com todas as minhas tralhas, textos, esboços, desenhos, fotos, filmes piratas baixados, poemas, contos, discos e mais um pouco, e dai? As vezes a internet me deixa tão cega ao ponto de fazer uma vida dentro do pc, não consigo me importar com o que perdi, tirando o fato de ter gastado horas escrevendo trabalhos escolares e textos bebados, depois dessa descobri que escrevo por apenas escrever, descobri tambem que não dou a minima para isso que as pessoas dizem ser criatividade ou imaginação fertil - Alias nunca dei a minima para nada que ganhei, nesta chata noite do dia 31 de Dezembro enquanto pessoas soltavam bombas até pelas partes de baixo da sulhueta, estava eu escrevendo em um caderno e assistindo dvds piratas da seria Spartacus que haviam me emprestado, dizem que a males que vem para bem e vice versa, mas que tudo continua a mesma merda é inegavel.

Nadie
Priscila F
Dicen que el tiempo es un bus de comedia de la vida.
Y yo no soy nadie, ni tú, ni ellos, ni nadie.
Ni la buena reputacíon, ni decepcion es mas grande que la cama que lleva mi cuerpo.
Hoy no pretendo nada y que todo vaya a la mierda.

Cigarros?
Priscila F

"Ei Tem um isqueiro pra empresta?"
"Mano me empresta o isqueiro ai?"
"Velho tem isqueiro pro amigo aqui?"
"Ai compade me descola um isqueiro parsa?"
"Tem isqueiro?"
"Um fosforo?"
Uma coisa que eu detesto é acender cigarro dos outros na rua. Não que eu seja egoista, mão de vaca, mas é o seguinte, um foguinho ali outro cá, uns dias, e terei de comprar outro e quando peço uma moedinha ali ou cá ninguem quer dar e me manda trabalhar, realmente amizade, amizade e cigarros a parte, como se eu fumasse.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Boas Novas, pessoal!

Sempre que Fry, Leela, Bender, Amy e demais personagens do Futurama são enviados para uma missão suícida o Professor Hubert J. Farnsworth diz a famosa frase acima "Boas novas, pessoal!". Serei obrigada a copiar o bordão.

Primeiro dia do ano e boas novas!

Pessoas, antes de mais nada preciso contar meu último mês. Alias, um final de semana só aconteceu os seguintes fatos:
-Assalto; Dor de garganta; Atraso no cinema; Onibus lotado;

Sacaram?

E perdoaram a falta de postagem?

Mas eles sempre voltam vivos. Assim como eu.

Afinal, "Erva ruim nem geada mata", não é?