sábado, 30 de abril de 2011

Ler, escrever. Habitos!

Os castelhanos lêem muito mais que nos brasileiros, apesar de criticos brasileiros contestarem é uma verdade, grande parte das coisas escritas por nossos hermanos sulamericanos vem do papel, gastam um absurdo com livros e revistas jornalisticas, futebolisticas, artisticas etc, podemos até citar o El Ateneo de Buenos Aires, ARG antigamente era um teatro e hoje uma livraria imensa e invejavel, e não é uma reles conclusão minha, isso se percebe pelo fato deles escreverem bem, e as vezes demonstrarem o sentimento em que escrevem. As revistas e jornais esportivos deles costumam ser provocador e muito criativo, muito diferente do modo de abordagem dos brasileiros. Por isso é bom ver alguns jornais como esses, alem de ter um certo tom ironico que os brasileiros detestam por se falar de futebol e outros esportes ainda tem a criatividade espetacular nas capas, prestem atenção! Nem só os brasucas são prestaveis na America - Conceito Brasileiro de pensar.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

The best of you

"Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?"


Sim.

Essa foi minha resposta ao ouvir pela centéssima vez essa música do Foo Fighters. Algo diferente aconteceu, me deu perspectiva.

Eu tenho uma confissão à fazer:
Ninguém mais irá tirar a minha fé, ou o melhor que existe em mim. Eu me recuso.

Novo começo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

III - Direto de Bron Yr-Aur


Por Priscila Faria

A banda Led Zeppelin, composto por Robert Plant (vocais), Jimmy Page (guitarras, violões), John Paul Jones (baixo, teclados, mandolim) e John Bonham (bateria, percussão) estava apresentando-se no Royal Albert Hall, em Londres no dia 9 de janeiro de 1970, no mesmo dia do aniversario de Jimmy Page que acabaria de fazer 26 anos e ja consagrado como um grande guitarrista.
Depois de dois LPs com maximo sucesso ja tinha dominado a Inglaterra, tirando a consagração de Beatles.

Neste show eles tocaram uma nova musica, que foi integrada em um novo album, que mais pra frente tornou-se o mais LP mais popular da carreira do grupo

Esse album nao fez só o Led Zeppelin ser a maior banda de rock dos anos 70, como popularizou o rock e juntou-se com os consagrados monstros do rock ao lado de Deep Purple, Sabbath e outros. III é uma relinquia e uma raridade para os amantes do rock and roll setentistas, por juntar varias experiencia em um só LP que veio a tornar o Led mais aclamado.

Alias o LP faz sucesso até hoje, porque tambem estava incluindo neste album, generos destacado em cada um dos albuns pelo grupo, distribuindo em um só, o blues de "Since I've Been Loving You", os acusticos de "Tangerine", o rockão pesado de "Immigrants Song" e outros psicodelicos e experienças da banda, mas desta foi pura inovação e a obra prima do rock and roll mundial, agora apresentando com o Banjo e Mandolim, tirando outros equipamemtos para percussão.


O Led ainda sendo aclamado pelos arredores da Inglaterra. Em uma turnê pela Europa, e mais curioso de tudo isso que é a banda apresentou-se na Dinamarca sob o nome de The Nobs, pela velha confusão com Eva Von Zeppelin, descendente do criador do dirigivel que usaram para o nome da banda. O mes de fevereiro foi intenso - Alemanha, Finlândia, Suíça, Holanda, Suécia, Áustria, tudo isso apos dois anos e meio fazendo excursões, depois disso que veio o show Royal Albert Hall. Ainda no mes de fevereiro, fez tambem a parte americana, onde fizeram mais show em diversas cidades em tres semanas. Ainda na parte americana, em Las vegas a ultima apresentação foi cancelada, por problemas de Plant com mais exaustão, apesar dops outros integrantes tambem, cujo resultou em ferias.
Ferias em pleno sul do Pais de Gales, isso somente Page e Plant com suas esposas, onde ficaram em Bron Yr-Aur, um conjunto de casas de madeira, em Gales chamado "Seio Dourado", um lugar totalmente relaxante, silencioso, sem eletrecidade, beirando o rio Dovey, mas logico, com os respectivos violoes em mãos, e por incrivel que pareça, dali saiu joias presentes em III. "Bron-Y-Aur Stomp", "Out on the Tiles", "That's the Way". "Celebration Day", essas que deram sons diferentes ao LP.
Plant e Page ficaram por algumas semanas e todos voltando a reunir-se no final de maio, desanimados com o estudio, decidiram começar as gravações em lugar parecido com a paz de Bron-Yr-Aur e assim escolheram Headley Grange no interior de Londres ao silencio e fora da civilização poluente.

Pessoalmente, a faixa "Since I've Been Loving You", com um solo de Page impecavel, com uma emoção rara ao ouvir um solo, seja daqueles que considerado os melhores do mundo, mas este é extremamente diferente, a emoção transmitida é muito grande e o estranho rangido do pedal de Bonham é excepcional, foi a canção que me fez amar Zeppelin desde que descobri essa banda. Enquanto alguns na minha infancia, passaram a tentar suicidar-se ao ouvir Nirvana, em Since I've Been Loving You, pensaria em uma embriaguez mortal em plena lucidez e felicidade, é fantastica. Dizem que parte a grande influencia de Led na musica foi Moby Grape.
Plant com seu clima em voz, com seu agudo arranhando, apos esse agudo, vem Page arruinando sua vida, fazendo voce chorar, em uma solo ultra triste, ao som ligeiro de um blues para completar a tristeza do personagem e da perda do amor. No refrão a cançao vem ganhando ritmo, volume, até chegar nas loucuras de Page.

Com Plant esguelando aos fundos, dando o gran finale e o dedilhado de Page com a fascinação frustante de Bonham encaixando perfeitamente nos gritos de Plant, chegando ao fim com Bonham fazendo coisas profissionais com a bateria, apesar de não ser O nome da historia da bateria, mas alucinou.

Creio que o lado mais forte foi o da forte e barulhenta "Out on the Tiles" com riff de guitarra e baixo com o acompanhento de Bonham, um vocal certo, um Plant como "Immigrants Song" agudo e pesado, mas com o toque magico de III, o incrivel final de Bonham acompanhando mais uma vez o vocal de Plant. Afinal todo o lado A do LP é regado ao extremo rock and roll.
O uso do Mandolim vem em "Gallows Pole", dando um verdadeiro ritmo a musica, uma canção tipicamente galesa. Page com o Banjo, junto com a sonoridade de Bonham, o gran finale se da aos vocais ao fundo de Page e Jones, um curto Riff de Page cobrindo Plant.

That's the Way fantastica, popular entre os ouvintes de Zeppelin e linda, se é que basta para definir essa gradiosa canção. Jones vem dirigindo o mandolim, e Page envolvendo os vocais de Plant, fazendos riffs na sequencia cantada por Plant. Pesado, apesar de ser embalado por violão, mandolim, vocal e as guitar de Page, no final vem um lindo instrumental por violão, logico com os agudos de Plant, baixo, pandeiro e mandolim. Linda!

"Bron-Y-Aur Stomp" é tão dançante, que aparecem palmas acompanhando o ritmo. Page como sempre da shows a parte, dedilhados soltos e rapidos, e incluse com o violão tira como se fosse sua guitar nada mais, grudento como se tivessemos em volta das margens de Dovey. Assim como as demais uma perfeição a parte.

Page e Plant sao a maior dupla de rock do mundo, pelo menos eu vejo isso, em um album impecavel como é esse, alias nao tem quem ache, pois o que fizeram com o rock, transformando a sensação Beatles da epoca, mostrando uma coisa mais alem e pesada, mostra o porque desta grandiosa dupla.
Em "Hats Off to (Roy) Harper", vamos colocar com uma grande experimentação, com vozes e riffs de violão malucos e estranhos reinando na canção, a voz de Plant mais uma vez arranhando a musica e trazendo a sonoridade carregada por estranheza, em harmonia. Essa musica deixa o recado do Led, III como nunca e jamais visto, até mesmo nos albuns do Led nunca ouve outro disco com tanta experimentação e sonoridade e a ousadia dessa dupla e de seus componentes.

Engraçado que o album III foi o menos vendido da banda, apesar do grande lançamento e do diferencial do album.
Logo ouve uma volta aos palcos, apresentando um list com as musicas acusticas, uma explosão para o fãs e uma grande novidade para a musica mundial. O album foi lançado ainda na Inglaterra, com inovação na capa do LP.

A curiosidade é que a dupla Plant e Page voltou para Bron-Yr-Aur e esse lugar provou ser a grande influencia da banda, inclusive de Plant e Page, se nao é um lugar surreal eu nao sei, mas é dai onde foi criado o grande rit da banda "Stairway to Heaven".
Este é meu disco preferido do Led, talvez não seja é o melhor, mas é de profundo impacto para a musica mundial e principalmente para a gradiosidade do mundo do rock. Misturou a ousadia e a influencias dos componentes.

domingo, 10 de abril de 2011

Um Quadro

Atravessou a imagem no meu sonho fresco,
aquelas imagem do mar num sonho de navios sem fim

Que saem aos mares arrastados pelas aguas turbulentas, raivosas
E teu desenho é transparente e tuas cores são de flores selvagens

Na imagem memoravel do barco ao longe sob o por das nuvens e a claridade do sol
Tinha os vultos daqueles que manusiavam-no

Os vultos daqueles que pesquisavam-no
eras de mares e sub-mares

O porto é estranho
é palido, calejante de maõs, feios

Mas mesmo assim em meus sonhos é cheia de emoções
Não deprimentes, morbidas de contos de tristeza que outrora contei

Mas de contos que agora hei de contar
Teus movimentos nunca terminam
E nem começam
Eles só se movem ao correr das cores do céu
e escurece as sombras do calmo mar azul-esverdeado
Abandonei as passagens que me vieram em sonhos
Agora os vultos é como estrada sem contrastes em meia a um bosque de arvores mortas
Esta é tua cor.
Tua cor é estranha como tuas armações
De guerra? Eu não sei bem, pelo menos nao vejo assim.
Tudo isso é o que vejo em meu fresco sonho de um noite sem fim
O barco-navio não passa por canto algum
Falo de teu porto, mas não consigo encherga-lo
apenas imagino o porto, assim como imagino seu movimento
De subito é vazio, traz-me uma sensação de vazio ... É transparente

Talvez é a sombra que se passou
e os vultos daqueles que viajaram na longa viajem sem volta

Tua estrada sem constraste em meio de um bosque seja o escuro
e tuas flores em cor sejam o colorido

E tua estampa enigmatica seja os pensamentos flutuantes de meu cerebro velho
tuas mãoss calejadas e as paisagens que abandonei, seja o eu

Este eu que abandonei ao longo de minha idade viril
Ao longo das mulheres, da aventura e da vida da mocidade.

Tua é calunia de uma mente frustada
Uma mente insana de um velho lunático.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Do chá da tarde

Foi exatamente o que me disseram, que para não enlouquecer preciso deixar que tudo aja por si só, sem que eu faça absolutamente nada para deter os meus passes, talvez, esses nao saibam que há mais no dentro do que no fora, inclusive no meu. Se bem que faz sentido, e há certeza, com exclamação no final da frase, enquanto eles tem que aturar minha genialidade de submeter a tudo e ele tem que aturar predizerem o futuro sem saber do passado. É um detalhe pequeno, um pequeno detalhe, e um detalhe de pequena vida, ou talvez uma vida de pequeno detalhe.

Maria Baiana - Conto

" Olá Maria!" - Não hesite e voltei a entrete-la em um assunto.
"Oi Pedro" Onde vai estas horas homem! ´Já é tarde da noite, vai ver as festas?"
"Eu é que digo, o que fazes esta horas caminhando pela rua?"
"Perguntei primeiro" - Respondeu ela, brincando.
"Não nego que estou sem sono e escutando todo esse som é impossivel dormir" - respondi abrindo o portão da casa.
"Eu tambem estou sem sono, gosto de andar de noite com todo esse calor bom"
"Calor bom, esta me matando! " - Indaguei.
"Já que esta aqui, quero desculpar-me de que disse e que fiz ontem." - Apesar de conversar com ela normalmente, ainda sim sentiu meio acanhado pelo drama que passei ao longo do dia anterior.
"Desculpar pelo o que?
"Como pelo o que? Por ontem!" - respondi.
"Por ter me beijado?"
" O que achas que seria? Estou até encabulado com essa situação."
"Porque não gostou?"
"Como não gostaria, Maria! ...Mas me diga, onde estão as festas? Vim para Bahia para poder conhecer a cultura, as danças tipicas, mamãe falava sobre suas viagens para cá, dizia barbaridades de alegria." - Começei a mudar de assunto, pois ja nao conseguia mais olha-la.
"Amanha talvez, vou dançar em uma festa aqui na rua, quero que venha me ver dançar!"
"Voce dança como as baianas? É isso baiana?"
"É, alguns acham que é, olhe como é a dança, não é como a de voces da cidade grande."

Ela dançou!
Mas que diacho de dança era aquela, nunca avistei tanta formosura, tanta beleza, não sei como pode, mas o som alto que vinha de fora a contagiava, mesmo ao conversar não parava de moxer-se, talvez eu ali louco para abraça-la e toma-la em meus braços. Sensualismo, Desejo era o que vinha a minha mente, aos meus olhos.

"Voce fica ainda mais bela dançando! Que minha mente nunca apague o que vejo.
Parou, prendeu os cabelos encaracolados e soltos esvoaçantes, sentou-se ao meu lado.
"Estoi tonta de tanto dançar!"
" E eu tonto de te ver" - Comentei
"Mas voce nao sabe dançar, mostre como se dança na sua cidade?"
"Não sei dançar e para ser sincero não gosto"
"Pare com essa vergonha, oche, levante!" - Dizia ela levantando-se, tentando me puxar.

Ela então o puxou com força, desajeitado cai, minha exaustão era tanta, que mal consiguia manter-me em pé. Sorria, sorria, pelo meu cair, baixo mais o bastante para me constranger.

Sempre a olhei de modo como se mostrava, timida, acanhada? Eis mais uma das questões. Mas ainda sim fui até o alem.
Seus olhos esverdeados estavam mais pertos dos meus, ela agaixou e subitamente jogou-se em mim, beijando-me, abraçando-me, e ainda sim acho que era sonho.

Por fim, mas uma vez passou. Ela levantou-se.

"É bom voce ir deitar, amanha terá que levantar cedo, não é?
"Antes de ir Maria, eu quero dizer que eu passo falar com tua tia pelo relacionamento que estamos tendo?"
"Não, não! É bom esperarmos um pouco."
"Tudo bem"
"Vamos ficar em segredo por enquanto. Dai podemos levar nosso relacionamento mais longe...Entao vá se deitar, pois eu ja estou cansada. - Assim seguiu para teu quarto.

O dia amanhece.
Lá fora ouvia-se os cantos dos passaros e os cacarejos dos galos

"Marta, Marta" - Exclamava a tia.
"O que aconteceu? Fica gritando! - Respondeu a visinha ao lado.
"Maria esta na ai? Sumiu, não diz onde vai"
"Nao esta não"
"Não sei porque some assim, desde quando Antonio morreu ela anda assim."
"Bom dia! Dona Josefá! O que preocura.
"Maria que sumiu!
"Maria? Mas ontem estava aqui?"
"Deve ter ido buscar pão. Ja tomou café, senhor Pedro?"
"Não se preocupe com isso, vou indo, apenas to procurando Jonathan que tambem sumiu e não o vejo ja desde ontem de noite. Por que diabos ele esta desaparecendo assim!"
"Olha Maria ali! Maria onde voce foi mulher?"
"Estava na praça um pouco tia, me deixa em paz!" - Respondeu ela.
"Pelo visto, Jonathan tambem estava na praça, olhe ele vindo! Jonathan da proxima, ve se avisa, pois os jornalistas estão nos esperando faz é tempo.
"Nem dormi por aqui hoje se quer saber, e voce fica ai babando para essa guria, não ve que esta perdendo o que tem de bom nessa cidade."
"Se não tem nada para fazer de melhor no resta da vida, paciencia.
"E como diz teu falecido pai, és tolo por falta de uma boa aguda burrice. - Disse, jogando tua real chacota.
"Para que iria se ainda vejo boas pessoas por aqui."
"Quem Maria? - Sorria ironico. " Como é burro, não ve que nao es santa nenhuma."
"Voce a conhece bem para falar isso?"
"É ver e perceber, se nao percebe é porque não qué! Santa, santa!Maria santa? só se for mãe de Jesus
" Porque essa afirmação, sabe de algo que não sei?"
"É melhor irmos, ou nosso bate-boca permanecerá ao seculo XIX"
"Antes disso, vou tomar um café"
"Como voces vão? Acabei de fazer um bolo."
"Como sempre deve estar otimo. - Falei"

Continua

Partes anteriores, no Tag - Maria baiana

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Conversa de bebado

"Bullyng" a gente resolve no braço, no sacode.

O dia que meu filho chegar e falar "Mãe, to sofrendo bulling", do uma surra, "Vira homem IMBECIL". Vai ver o que é bulling!

Apanha na escola é coisa de marica, de moleque de suburbio, cresce ouvindo que pra ser homem tem que fumar e bater em mulher e quando leva chacota de macho acha que ta sofrendo bulling.

Puts fui gorda a vida toda na escola, todo mundo me zoando e nao assassinei ninguem.


E olha que depois vem fulano fazer filme disso, vitma da sociedade hahahkkkkk

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Maria Baiana - Conto

 Continuação

Ela não pode conter-se e fez uma pergunta.
"Verdade que voces são da cidade grande" - Falo intusiasmada, infantil.
" Sou de São paulo e meu amigo aqui é carioca do Rio de Janeiro" Respondi. "Ja ouviu falar"
"Ouvi dizer que é muito bonita, mas é longe de mais.
"É de tamanha grandeza, mas não tão longe assim"
"Tia não deixa eu ir para lá" - Inclinou-se falando baixo.
"Venha conosco" - Falou imprudentemente Jonathan meu amigo.
"Ela não pode, veja"
"Eu vou"
"como?" - perguntei assustado.
"Mainha disse que não quer desgrudar os olhos de mim, mas um dia vou ir"
"Talvez um dia voce vá" - Respondi
"Talvez pode ir bem mais cedo do que imagina" - Mais uma vez Jonatham e seu comentarios nada inocentes.
"Rapazes quando voltaram para cidade grande, não estão demorando demais não?" - Disse Josefá
"Partiremos semana que vem" - Respondi a senhora a frente.
"Voce é comprometida jovem?" - Perguntou jonathan
"Não" - Disse timidamente.
"Serio. Quantos não deve ficar pasmos de te olhar" - Comentou

Em um momento pensei que ela fosse intimidar-se, pois até eu senti vergonha com um comentario tão ingrato e insolente, e ainda mais desrespeitoso com uma jovem.

"Que isso, senhor! Não são tantos assim" - Aparentemente, encarava-o como se seus olhos vissem pelo interior. Olhos de poder, paixão, luxuria, engraçado! Timida, acanhada?

E não bastou um ingrato comentario para submeter-se a tanto
E muito mais alem.

"Como tantos conseguem caminhar em paz nessa cidade, tendo uma deusa andando pelas estradas?" - Teus olhos nada inocentes.
"E quanto a ti, é casado" - falou abertamente para minha surpresa.
"Não, mas quem sabe, muito em breve."

Ciumes não bastava, fique irritado demais para continuar a presenciar essa sem vergonhice e logo me intrometi.

"Maria, pode me servir um pouco mais de acuçar.
Enquanto pegava a chicara e caminhava até a cozinha, nao hesitei em falar.
"O que pensas que esta fazendo?" Esta louco?" "não ve que não é o que pensa, tem respeito e familia e não uma protistutazinha de esquina a qual entra em qualquer conversa"
"Não parece"
"O que?"
"Não parece, a unica diferente entre as duas é que uma protistutazinha é bem mais facil" - Comentario infeliz deste ser.
"Pare com essa palhaçada, tenha respeito pela senhora Josefá!"
"O que pensas que vou fazer? Estou apenas conversando"
"Com comentarios estupidos como estes?"
"Acho que voce esta bem adiantado em questao dessa garota, esta com ciumes?" - Não tive respostas.
"Aqui esta senhor! - Disse ela caminhando com a xicara novamente.
" Obrigado Maria" - respondi e logo tratei de cessar com essa conversa.
"Senhorita, ao passar deparei-me com um bonito jardim em seu territorio, posso vê-lo?
"Pode sim"
"Pode me acompanhar, não quero perabular pela casa de alguem assim"
"Mainha! Vou mostrar o jardim para o rapaz" - gritou para sua tia que estava na cozinha.
"Vá que o bolo ja esta saindo!"
"Dei-me licença. - Falei.
"Isso é um pretexto para contigo falar" - Tentando disfarçar a timidez e vergonha que sentia ao falar uma frase tão inocente.
"O que quer falar" - Indagou ela, com teu semblante simples e alegre.
"Vou te contar o que se passa, não consigo parar de olhar-te, nao nego que não me encanto com tua beleza Maria, não me leve a mal, desculpe-me pelo minha indecencia, mas não aguento mais, ainda mais não aguentava ouvir tantas palavras de jonatham elogiando-te."
"Voce gostou de mim tão rapidamente assim" -
Comentou ela andando até mais perto, com teu olhar sinico, sem vergonha.
"Jamais quero trata-la como mulheres de baixa altura como algumas são, jamais, mas o que quero dizer é que tu Maria, me encata desde quando me atendeu na tua porta"
"Tambem vou contar que te achei muito atraente quando te olhei, nunca vi ninguem como senhor, tão elegante e bonito"
Respondeu com a certeza que eu queria falar-te, sem a vergonha que demostrei, sem inocencia, ou timidez ou acanhamento.
Ela apenas se movia mais perto e mais perto e eu tentava me afastar mesmo sem querer, olhava para a janela da casa com medo de dona Josefá, mas ela continuava se movendo até mim, querendo que eu a beija-se e não hesitei, foi rapido, ela se afastou.
"É a gente entrar mainha ja deve estar nos pricurando procura" -

Meio encabulada, entrou e logo em seguida tive que entrar apesar da imensa vergonha e sacanagem de minha parte.

Maria era mais atraente que as mulheres que tinha visto, não sei se era fentiço ou amor, ou paixão, ou sabe-se lá o que for, mas minha atenção era somente para ela. Não era adornada por joias ou roupas de luxo, ou de tamanha elegância, mas mesmo com modestia olhava como magnifica.

"Gostou do bolo, rapazes? Não fiz mais porque meus ingredientes acabaram, mas pela noitinha vou fazer um melhor ainda, voces vão ver.
"Não preocupe-se com nada, minha senhora" - Respondeu Jonathan

A noite sobe aos arredores de Bahia, mas tudo era bem iluminado com as festanças que se formavam na região, bem movimentada e muito quente.

Continua

(1º Parte- veja no tag - Maria Baiana)

terça-feira, 5 de abril de 2011

A legendary Post

Quem nunca foi obrigado a ouvir dos pais história de como eles se conheceram?
É assim que começa o Pilot da sitcom HIMYM(How I Meet Your Mother), que hoje filma sua sexta temporada e já tem contrato assinado por mais duas temporadas. A trama gira em torno do arquiteto Ted Mosby, um cara bacana e romântico que batalha para encontrar um grande amor e se casar, e de seus melhores amigos – Barney Stinson, Robin Scherbatsky, Lily Aldrin e Marshall Eriksen. A história é narrada em flashback. Ted, o pai, conta para os filhos, em 2030, como foi que conheceu a mãe deles. Enquanto não sabemos quem ela é, vamos vendo os relacionamentos do pai e de seus amigos e suas aventuras em Nova York.



Barney possui ainda um blog ficticio, no site http://howimetyourmother.seriestv.com.br/ você pode conferir algumas traduções de seus textos. Um exemplo é o 'the bro code', confira um dos artigos:

Artigo 1
Bros antes de tudo.

O vínculo entre dois homens é mais forte do que o vínculo entre um homem e uma mulher, porque, em média, os homens são mais fortes do que as mulheres. Isso é apenas ciência.

Você sabia...
Artigo 1 pode traçar toda a sua origem de volta para Gênesis. Não, não a banda pop do Peter Gabriel e Phil Collins, mas a bíblia. A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto revelou uma passagem perdida dos documentos que infringiam o The Bro Code.

LIVRO DO BARNABAS 1:1

E tudo que era necessário havia no Jardim. Frutas, água, companhia. Mas um dia, Adão viu uma mulher pelada, Eva, e desejou a sua folha de oliva. E então Adão foi próximo a macieira conhecer Eva, abandonando totalmente seu Bro, Phil, que tinha tickets dos Knick em Courtside. Encurtando uma longa história, a raça humana se conscientizou, o paraíso foi perdido, e bem, nós todos sabemos o que aconteceu aos Knicks.

Acesse: http://howimetyourmother.seriestv.com.br/brocode/artigo.php?id_artigo=1 - para visualizar todo o conteúdo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pare Angra III - Petição



O governo brasileiro planeja construir a usina nuclear Angra III e mais sete novas usinas nucleares nos próximos 20 anos. Mesmo após os acidentes nucleares no Japão, Odair Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Atômica, declarou que irá apenas rever as normas de licenciamento de nossas usinas. Ou seja, o projeto de construir Angra III continua.

Diante disto, o Greenpeace decidiu pedir à Justiça a suspensão da licença de operação concedida à Angra III em 2010. Assine esta petição e peça à presidente Dilma que pare Angra III.

Acesse: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista/Pare-Angra-III/

O brasil possui capacidade de geração de energia por diversas fontes renováveis, especialmente por sua condição climática e localização geográfica favorável. Então não há razão e motivo nenhum além dos políticos de sempre e de controle da população (dependência) para construir usinas nucleares caras e perigosas à nos, ao ambiente e todos os demais seres vivos. Junte-se à essa causa!

domingo, 3 de abril de 2011

MPB e Rock and Roll - Antigas Discussoes

MPB é a grande sensação desde muitos tempos atras, sendo que no Brasil há varios estilos musicais.
Mas sempre exitiu preconceito dos "rockeiros" em relação a MPB. O publico realmente é mais ligado a isso, ja os artistas prestam homenagens e engrandecem o genero por ser parte da cultura brasileira.
Logico que muitos torcem o nariz, ao querer juntar rock e Mpb como vem acontecendo desde os tempos de Cazuza e etc.
Vemos novas musicas conduzida por Toquinho, Tom Jobim, e os grandes percussores do MPB, gravado musicas com LS Jack, Skank, RPM, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e alguns outros, e é bem comentado no Brasil, principalmente entre os fãs de rock, que as vezes passam a analisar e ver se isso pode ser inserido, ouvir e tentar descobrir o que há de rock em tudo isso. Mas não é de hoje que essa junção vem sendo estabelecida.

Caetano Veloso e Gilberto Gil foram de longe influenciados pela "psicodelia" de Beatles, Dylan e Rolling Stones, pela presenças de varios instrumentos, percussoes, fortes guitarras e principalmente pela atitude dos artistas tanto no palco como na vida. Esses são grande feras consagrados do MPB e querendo ou não, encontraram-se com o rock no decorrer de um tempo.
Tanto que como Caetano, Gilberto, foram e ainda vem sendo regravados por Engenheiros do Hawaii, capital Inicial, Skank. E esses tambem regravam grandes classicos dos Beatles como "Help" e cia

Lobão - “Agora, com todo o respeito, não me venham falar de rock a essa altura do campeonato. Eu toco MPB, será que não deu para entender ainda? Será que não deu para entender ainda que fazer rock no Brasil é gozar com o pau dos outros?”
Lobão nao é o unico a dizer tais palavras, muitos hoje artistas consagrados do MPB influenciado pelo rock, vem tendo a mesma oponião, não é de hoje, sempre vem declarando assuntos relacionados.
Particularmente concordo com Lobão e muitos outros não, alguns defendem o cenario Rock and roll do Brasil, outros dizem que não existe Rock no Brasil, visto que não é grande. Musica Popular Brasiliera, Rock Brasileiro, Rock and roll, será que sao compativeis? Será que existe Rock no Brasil? É a questão que nao quer calar.

sábado, 2 de abril de 2011

Pink Floyd: Desvendando "The Wall"

Continuação.
 
No período em que a banda esteve afastada, Waters havia composto o embrião de dois discos conceituais diferentes, o qual apresentou aos outros membros. A ideia rejeitada se tornou posteriormente um álbum solo de Waters, The Pros and Cons of Hitch Hicking (1984), e a escolhida pelos demais foi transformada em The Wall.

Segundo Waters, o estopim para a composição do disco veio durante a turnê para Animals, intitulada de "In the Flesh Tour". Nela, Waters percebeu que o público que estava lotando os estádios onde a banda passara a se apresentar, era composto por poucos fãs da música que iria ser tocada. A maioria dos presentes estava ali pelo evento em si, pela cerveja e pela festa, não importando quem ou o que estivesse sendo apresentado no palco.

O final da década de 70 já mostrava que a música pop em geral havia se tornado um negócio, onde a comunicação entre artista e público já não mais existia. Os shows se tornavam um masoquismo da plateia, onde as pessoas pagavam para serem pisoteadas, amassadas e inclusive mortas, como aconteceu no show do The Who em 3 de dezembro de 1979, na cidade de Cincinnati, onde 11 fãs foram pisoteados até a morte, tudo para uma espécie de ditador tocando canções em cima do palco.

A frustração de Waters com isso cresceu a tal ponto que, durante um show em Montreal, Canadá, ele cuspiu em um fã da primeira fila, o qual estava mais interessado em causar tumulto e provocar quem estava a seu lado do que em participar do show. Waters percebeu a criação de um "muro" separando os artistas no palco de seu público lá embaixo, muro este provocado pela imensidão do estádio, pelo alienamento da multidão e pelo ego dos próprios músicos, mais interessados em seus problemas pessoais do que em seus fãs.


Visão geral do palco da "The Wall Tour" durante intervalo

Tudo isso serviu como inspiração para a criação de uma história maior do que um simples disco musical. Na concepção de Waters, a obra seria dividida entre o disco, um show ao vivo e um filme. Embora seja possível compreender o conceito apenas ouvindo o que foi gravado em estúdio, a experiência de ouvir o disco, assistir ao filme e presenciar o concerto (sendo que essa última parte infelizmente foi possível para poucos, já que apenas 29 shows foram efetivamente realizados) nos dá uma noção melhor e mais completa da história.

Embora a estória no disco e no filme se desenrole de forma levemente diferente, neste texto vamos seguir a ordem do disco, explicando o enredo através das canções contidas nos sulcos do vinil duplo lançado em 1979, e usando as ilustrações do filme e dos shows em determinadas passagens em particular.

The Wall começa com a voz de Waters proferindo a frase "... we came in?", que será complementada ao final do disco pela frase "Is not here were ... ", formando assim a expressão "Não é aqui que nós entramos", além da melodia de "Outside the Wall", a última música do álbum, dando uma ideia de que tudo é circular e cíclico, e que mesmo um momento ruim pode ser transformado em um outro bom, ou de que nada dura eternamente e sempre pode se repetir, além de que o muro que será construído com o passar do LP é justamente um muro circular, uma "bolha de tijolos" onde o personagem Pink ficará preso.
Máscaras originais usadas na "The Wall Tour"
Então, começa "In the Flesh?", e a estória em si. Musicalmente, é um grande rock de arena, mais pesado e próximo do hard rock setentista. O ponto de interrogação do título tem grande significado. Lembremos que "In the Flesh" foi a turnê do álbum Animals, e nesta canção, somos apresentados à banda de Pink (que pode ser entendida como o próprio Pink Floyd), que inicia o seu show. Mas a letra nos mostra que algo não está correto ("Há algo iludindo você? Não era isto o que você esperava ouvir?"). Nos shows de promoção do disco, esta impressão era explicitada, pois quem estava no palco era uma banda "substituta", com seus membros escondidos por trás das máscaras dos membros originais do Pink Floyd. Parecia o grupo original, mas não era.  Já no filme, a banda se apresenta com uniformes nazistas, com Pink como seu líder, algo que até então não ocorria (supõe-se) com esta famosa banda. Mas como o grupo se tornou nazista?

As explicações começam na canção seguinte, "The Thin Ice", que começa com um choro de bebê, provavelmente o nascimento de Pink. Mas, apesar do amor de sua mãe e de seu pai, o mundo de Pink está prestes a mudar, e a realidade é nada mais do que  alguém patinando em um lago coberto com uma fina camada de gelo, prestes a se romper.



O diretor de "Another Brick in the Wall (part 2) (show)"

Esta realidade começa a mudar na canção seguinte, "Another Brick in the Wall (part I)". Com a mesma melodia da conhecida "Part 2", apenas mais lenta, a primeira parte narra que o pai de Pink "se foi através do oceano deixando apenas uma memória", indo lutar na segunda guerra e abandonando a família, deixando para Pink apenas uma foto no álbum de família. Este é o primeiro tijolo colocado no muro que acabaria por isolar o personagem central do resto do mundo, mas não o único.

O diretor moendo as crianças


A ironicamente intitulada "The Happiest Days of Our Lives" e a famosa "Another Brick in the Wall (part II)" (o primeiro single de sucesso do Floyd após a saída do guitarrista e fundador do grupo, Syd Barrett, no ano de 1968!) adicionam mais tijolos ao muro, através de um sistema de ensino repressor, com professores que não se preocupam em educar as crianças, mas sim, deixá-las iguais e incapazes de pensar. Este conceito é bem explorado no filme, onde as crianças caem em gigantes moedores de carne, que transformam todas em massas iguais de carne moída, sem distinção ou identidade.


"Mother"


Sem o pai e com problemas na escola, Pink ainda sofre em casa com uma mãe superprotetora. Isso é mostrado em "Mother", uma das mais belas baladas do Pink Floyd e do rock mundial, onde a mãe de Pink é retratada como alguém para quem ele sempre será um bebê, q que "não o deixará voar, mas pode deixá-lo cantar" (e quantas mães não são assim ainda hoje?). Então, a mãe de Pink torna-se mais um tijolo para o muro.

O lado B do vinil abre com outra linda canção,  "Goodbye Blue Sky", que retrata a infância de Pink (e de muitos ingleses) no pós-guerra. "As chamas há muito se foram, mas a dor ainda permanece", diz a letra, mostrando que a guerra pode ter acabado, mas as cicatrizes que ela deixou não se apagaram ainda. E uma infância infeliz é mais que suficiente para adicionar outro tijolo ao muro. A música é belíssima, tristemente levada ao violão por Gilmour e com uma das melhores melodias vocais da carreira do grupo.

"Empty Spaces" nos mostra Pink com o muro ainda incompleto, mas ele não está disposto a derrubar o que já construiu, e  anda à procura de algo para preencher os espaços vazios que ainda restam. Nos shows, esta canção era completada por "What Shall We Do Now", que ficou de fora do LP por causa da duração do mesmo, e expandia o conceito da busca de Pink por "tijolos" para preencher o muro em sua mente.

No filme, antes dessa canção, Pink, supostamente em turnê nos Estados Unidos, tenta ligar para sua esposa na Inglaterra, mas a telefonista informa que é uma voz masculina quem está atendendo ao telefone, e ficamos sabendo que Pink está sendo traído pela esposa. Este é mais um tijolo no muro que não fica explícito, mas será citado mais adiante na canção "Don't Leave Me Now".


A groupie de Pink


"Young Lust", uma das poucas músicas com a contribuição de Gilmour a entrar no vinil, nos mostra Pink já como líder de sua banda, chegando a uma cidade atrás de "diversão". "Eu preciso de uma garota safada. Quem quer mostrar o lugar a este estranho?", diz a letra. Mas as groupies não lhe trazem satisfação e complemento, sendo apenas relacionamentos passageiros que servem como mais tijolos a serem colocados no muro. Musicalmente, a faixa também está mais próxima do hard rock que do progressivo, e, segundo Waters, é apenas uma nova versão de "The Nile Song", gravada pelo grupo na trilha sonora do filme More (1969), embora não seja assim tão semelhante nas primeiras audições.


O porco de Animals também esteve presente na turnê para The Wall


"One of My Turns" nos mostra Pink em um quarto de hotel com uma groupie. Mas enquanto a garota está fascinada pelo tamanho do quarto e pela coleção de guitarras do astro, ele está alheio, pensando no fracasso de seu relacionamento ("Dia após dia, o amor se torna cinza", ou seja, vai acabando). A melodia é lenta até dar uma mudança que a torna agitada e pesada. É neste ponto que Pink, deprimido pelo fim do seu casamento e influenciado pelas drogas, fala para a garota buscar seu machado favorito. A garota se assusta e foge, e Pink, completamente chapado, lamenta o rompimento com a esposa (que, através do filme, sabemos que o traiu) na próxima canção, a já citada "Don't Leave Me Now", levada por efeitos de teclado até desembocar em um belo solo de guitarra. O fim de seu casamento é mais um tijolo que Pink coloca no muro.

Assim, em "Another Brick in the Wall (part III)", Pink se revolta contra a vida. "Eu não preciso de braços em torno de mim, não preciso de drogas para me acalmar, não acho que precise de nada mais", diz a letra. Com esta decisão, Pink completa o muro, e se isola do mundo em "Goodbye Cruel World", uma triste vinheta onde Pink se despede do mundo e se isola dentro do muro, encerrando o primeiro disco.



Pink, preparando-se para entrar no muro (filme)


O segundo disco abre com "Hey You", e Pink encontra-se dentro do muro. Alucinado, ele pergunta a alguém fora do muro (ele mesmo) se esta pessoa percebe que ele está dentro do muro. Começa assim a crise interna de Pink, tentando descobrir por que está sozinho, por que não fala e ouve ninguém, ou seja, por que ele está dentro do muro. Então, vozes o avisam que o muro é tão alto que é impossível escalá-lo, e que ainda "os vermes comeram seu cérebro".
A sonoridade da canção é densa, levada pelo dedilhado do violão e pela voz de Gilmour, com intervenções do piano, e lentamente, a canção ganha corpo, até retomar o tema de "Another Brick in the Wall" no eixo central, que é exatamente o solo de Gilmour. Voltamos aos violões e encerramos essa parte da história, onde Pink finalmente se dá conta de que criou um muro que o afastou de todos.

Desesperado, ele grita: "Tem alguém aí?", que é a única fala de "Is There Anybody Out There?", onde os gritos são cercados de barulhos, conversas ao telefone e com riffs de guitarra semelhantes aos da suíte "Echoes", gravada pelo Floyd no álbum Meddle (1971), encerrando a canção com um bonito dedilhado ao violão, que transmite o clima de solidão vivido por Pink.
"Nobody Home" é Pink revendo sua vida, deparando-se com a solidão e a ausência das pessoas de quem ele gosta. Apesar de estar em um quarto de hotel confortável,ele está sozinho, e tenta falar com as pessoas que gosta através do telefone, mas nunca há ninguém em casa. A canção é construída apenas ao piano e com os vocais de Waters.

"Vera" e "Bring the Boys Back Home" trazem as lembranças do pai de Pink à mente do astro do rock. Vera foi uma famosa cantora dos anos 40, e ao que parece, era um ídolo do pai de Pink, que ficou na mente do personagem central de The Wall por alguma razão que não é clara a princípio, mas que se encaixa quando surge "Bring the Boys Back Home", como um manifesto, pedindo a volta dos soldados que estão na guerra enquanto estão vivos. Aqui, vale lembrar que o pai de Pink morreu durante a guerra, então, a associação mais óbia é a de que Pink ouvia Vera cantando quando recebeu a notícia da morte de vários soldados ingleses durante a guerra, entre eles, seu pai.

Telefone ocupado, batidas na porta, gritos, nos levam a "Comfortably Numb", onde um médico surge para salvar Pink. Esse médico, um dos tantos Pinks que aparecem na história, é mais uma alucinação, e tenta encontrar os pontos que doem dentro de Pink. Porém, o próprio Pink não sente dor. Ele sente algo que não consegue explicar, parecido com uma doença que teve na infância, mas diferente. Pink sente-se confortavelmente anestesiado, mas sem saber por quê. O médico é basicamente o lado consciente de Pink, tentando salvá-lo da profunda crise depressiva onde ele se encontra, e que luta contra o lado mais afetado pelos abusos das drogas e todos os demais fatos que levaram Pink ao estado psicológico e mental que se encontra.

Musicalmente falando, temos um dos mais belos solos de guitarra da história do rock, e nada mais precisa ser dito. Ouvir "Comfortably Numb" e deliciar-se com o solo de Gilmour é como ir em um buffet de sorvetes e se esbaldar com a cobertura. Uma das melhores canções de todos os tempos, e, por incrível que pareça, é uma das canções que ficaram de fora do álbum solo de Gilmour. Estamos no ápice da insanidade mental de Pink, que é exatamente quando encerra-se o lado C.

"The Show Must Go On" é uma leve balada que abre o lado D, parecida com diversas canções da fase More, Atom Heart Mother (1970) e Meddle. Pink adquire forças internas para voltar a ser um astro do rock, ou seja, ele se lembra do passado glorioso como artista, e decide investir nele para poder se recuperar. 

A mente entorpecida cria agora o novo astro Pink, que nos é apresentado em "In the Flesh!", e que musicalmente é igual a "In the Flesh?", com diferença apenas na melodia vocal. Ainda preso em seu muro, Pink volta aos palcos, mas como um ditador nazista liderando seu exército (sua banda), que despreza e agride homossexuais, negros, judeus e drogados, além da maioria de seus fãs, e então, a mente de Pink pira de vez, chegando a "Run Like Hell", onde o jogo de frases entre Gilmour e Waters mostra a batalha que está acontecendo no cérebro do pobre Pink, que está à beira da morte. Trata-se de uma canção disco, disfarçada pelos efeitos de Wright, e é outra que ficou de fora do álbum solo de Gilmour.

A famosa marcha dos martelos (filme)

Os vermes finalmente tomam conta do cérebro de Pink, agora já em um estado deprimente, e "Waiting for the Worms" incita Pink a viver. Uma plateia (a parte do cérebro de Pink que está no limbo) grita pelos vermes, e Pink não resiste, entrega-se à morte, apenas esperando pelo verme que irá decidir seu futuro dentro do muro. O andamento lento da canção vira uma marcha que anuncia o que espera Pink dali em diante, bastando para isso ele seguir os vermes. No filme, aparece uma das mais famosas cenas da história do Pink Floyd, que é a marcha dos martelos nazistas.

Pink sozinho esperando pelo julgamento final


Pink, cada vez mais alucinado e angustiado, pede proteção aos vermes, avisa que não quer ser mais um ditador, que já compreendeu o que fez, e grita "Eu quero voltar para casa!", na curta "Stop!". Assim, os vermes o levam para o julgamento final em "The Trial", para alguns, o momento do êxtase de todo o LP.

Construída sobre um arranjo orquestral, essa canção narra o julgamento de Pink por ele mesmo. Uma espécie de verme-promotor conta toda a história de Pink, fazendo uma revisão do que ouvimos da estória, e assim, personagens que contribuíram para a construção do muro, como o diretor da escola e a mãe de Pink, são chamados para depor. O diretor descasca Pink, proferindo podridões e outras baixarias, e a mãe apenas diz que "nunca quis que ele causasse nenhum mal", e pede para levá-lo para casa para protegê-lo. Pink, agonizando, diz que "sim, eu estou louco, mas deve haver uma porta no muro por onde eu tenha entrado".




O grande-verme

Assim, o grande-verme surge, e dá a sentença final. Após ver toda a vida de Pink, com tudo o que ele jogou fora, desprezou, a forma como se comportou, chegando ao cúmulo de isolar-se do mundo, criando um muro entre ele e aqueles que o amavam, e o sentimento de culpa finalmente sendo assimilado por Pink, o grande-verme decide que está na hora de derrubar o muro, e assim, uma gigantesca explosão coloca o muro abaixo.

Fora do muro, em "Outside the Wall", Pink reencontra as pessoas que o amam, e que ele também ama. Recebendo o apoio e o carinho de cada um, seja sozinho ou em pares, Pink acorda da alucinação cercado pela família e pelos amigos, voltando à realidade de sua vida, como uma pessoa que passou por grandes dificuldades por consequência dos abusos de drogas, prepotência, arrogância e a sentida ausência de um ente paterno para restringir os limites e excessos de um garoto que cresceu no pós-guerra, encerrando a estória de um dos mais importantes álbuns conceituais do rock.

A curta e histórica turnê do disco afundou de vez com as finanças do Pink Floyd, que na sequência lançaria o álbum The Final Cut (1983), praticamente um disco solo de Waters lançado sob o nome Pink Floyd apenas por obrigações contratuais. Wright havia sido demitido do grupo ainda durante as gravações de The Wall. Mason chegou a ser substituído por Andy Newmark em "Two Suns in the Sunset", e Gilmour tem uma participação discretíssima no disco, praticamente atendo-se ao violão e deixando a guitarra de lado.

Após o lançamento de The Final Cut, Waters saiu para seguir carreira solo, lançando The Pros and Cons of Hitch Hiking, e uma longa batalha judicial culminaria no retorno de Gilmour e Mason como Pink Floyd no álbum A Momentary Lapse of Reason (1987), tendo Wright como músico convidado. Mas isso já é assunto para outro artigo...