quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Causos de fim de ano!

Passando neste tão estimado blog mais uma vez neste ultimo e chato mes do mediano ano de 2011. Venho dar o ar da graça nessa minha ultima postagem (durante este mes logico, ainda é cedo para abandonar o barco e meu habito por escrever merdas é constantes) Estou montando a velha listinha soberana do ano de 2012, que para falar verdade aos caros leitores ou não, esta dificil devido a função; estudantil, e tambem o apice dos problemas; a falta de dinheiro o suficiente para fazer algo mais. Listinha que praticamente será a mesma de 2011 (No qual só terei o trabalho de 'copiar e colar', pratico não?)

- DEZEMBRO E FERIAS

Quando falamos em dezembro logo vem a ideia de viajar, para eu será viajar só em sonhos ou pesadelos, pois mais disso não podera acontecer infelizmente. Ano passado a tentativa foi ir ao hawai, perooo, das ondas, surfs, e um maravilhoso por do sol, resultou em um churrasco de gato na casa dos tios cariocas, vendo jogo do flamengo e com a terrivell sensanção de medo; de levar uma bala perdida, por exemplo! (desde que seja sem chiclete, tudo bem). Coisas que faladas de maneira mais detalhada, me renderia um canal humoristico de Tv esclusivo (e ai globulo ta afim?)
Pois bem, como "não to para maré" procuro ficar longe do Hawai e mucho mas de terras cariocas. (o Gran canion seria legal né? Não cabe ao meu orçamento)

- ESTUDOS E SEUS CAUSOS DOENTIS.

Fim de ano... ainda é dificil de compreender... pelo menos para nos, incompreendidos, amargos e sem dinheiro universitarios que passamos mais um ano todo estupefatos em casa estudando todos os tipos de materias existentes na historia da educação. Por incrivel que pareça te leva a pensar que um ano foi embora e voce passou grande parte do tempo de duração deste ano, apenas estudando, deixando a vida tornar aquilo que imaginavamos a um tempo atras durante a longa faze aborrecente não passar de uma doce ilusão. Não é ingenuidade, é mais uma situação de incoformação. Uma sensação de "o que eu fiz? Ja é dezembro!"
Tirando doces viagens a uma bela cidadezinha hermana ao lado dentro de rapidissimos, rapidississimos dias, coisas boas que passam inacreditavelmente rapidas, para mais uma inconformação, e logo a realidade, provas, trabalhos, tcc's', expedições, montagens, blablabla.
O mais dificil de tudo isso é que ainda restam mais dois anos para ter uma cabeça maltratada, barriga crescendo, bunda amassada, olhos tortos, cheio de cataratas (no qual passei por duas chatas cirurgias) e de quebra uma infernal tendinite (que "fulamente" aparece em dois seguidos finais de ano, porque será?), ah mais uma coisinha, um tal de "tique-nervoso" ninguem nunca imagina, nem as mentes mais ferteis, que padecerá de uma coisa dessa, chega a ser absurdo, mas meus amados amigos, falo por experiencia, coisas assim tudo por consequencias de dois longos anos enfunada aos estudos, no quarto ano, mal posso imaginar o que virarei, talvez uma especie de anomalia rara, nem tão rara assim (eu e mais quase 50% de amigos universitarios de primeira viagem em suas constantes tendinite; cujos ainda assim escrevem textos desse tamanho na internet com um braço só; Não é coisa para qualquer um, ou seja sou pertencente a familia de jovens especiais, logo sou especial rs) E coisas dificeis como essas, ainda leva a ter a ideia de ir fazer intercambio de inverno em Cordoba (cidade genial, de mate genial, chocolates geniais, churrascos geniais, neves geniais, arquitetura genial, porem "genialmente" longe...da genial mamãe) A conclusão de tudo isso é que venho notificar meu sofrimento, mas uma vez para variar...Sofrimento é uma forma simples de falar, alias quem nunca estudou na vida, pelo menos um terço da metade brasileira que não é analfabeta, sim, (né). ... E como a vida da voltas, e ainda penso em ciencias sociais!


Para passar seu final de semana melhor, do que ler um textos destes, fique com Astor Piazzolla interpretando Libertango.
E para terminar, mais uma versão de Libertango pela orquesta tipica el Afronte.

Um bom final de semana a todos e até 2012 (Se não fomos atacados por alienigenas segundo a alguns cientistas!) Abraços!

domingo, 27 de novembro de 2011

Tempo

Einstein tinha razão. O tempo é mesmo relativo. A quanto tempo não apareço por aqui? Provavelmente pra quem lê esse blog (se é que existe tal criatura) poucos dias. Ou talvez nem ao menos tenha notado que não ando aparecendo. Motivo? Tempo. Ele é todo relativo, verdade. Há dias em que precisava de horas extras. Terminar coisas, prazos vencendo, chefe cobrando. Há dias em que a tarde dura uma eternidade. Passo lendo, passo jogando, passo comendo, e ainda são duas da tarde. Na verdade, todos os dias parecem não ter fim aqui nesse meu universo. Já no paralelo, lá em Porto Alegre, passa rápido demais. Domingo vendo Gugu nunca foi tão rápido, juro. Mas é engraçado. Você acha que o tempo anda rápido demais, porque faz algo que te deixa feliz, e é verdade. Mas não completamente. Tenho poucas lembranças sobre tudo, lembro de hoje e olhe lá. Mas uma das poucas coisas que lembro foi de um momento em que o tempo simplesmente parou.

Foi lá nos meus 14 anos, fiquei fitando aquela criatura me olhando do outro lado da janela, com uns olhos que sorriam. Adoro esse tipo de gente, esses que sorriem com os olhos e com o resto do corpo inteiro. E não fazia nada além de me encarar com esses olhos verdes.

Saudades desses dias. E "saudade é a nossa alma dizendo pra onde ela quer voltar".

Sabe que não me lembro da chuva nesses dias? Não me lembro mesmo. Talvez tenha feito mesmo sol por 5 meses, ou talvez eu estivesse tão aquecida por dentro que não me lembro da chuva.

É impressionante como coisas pequenas assim são tão importantes.

Estamos rumo ao sexto natal desde esse dia e no entanto ainda me lembro dele como se fosse ontem.


Sabe o presente que eu queria de natal universo?

Reflete ai, me manda por favor esse presente.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Os invisiveis - de Gael Garcia Bernal

O ator mexicano Gael Garcia Bernal tem grande talento, não só atuando como galã ou sabendo escolher grandes papeis, mas tambem em seu inicio de carreira como diretor acertando nos temas que merecem ser retratados na arte do telão. Ainda que sua sua primeira experiencia como diretor no longa Déficit não tenha saido bem, acertou no trabalho recente no qual tambem é idealizador, "Los invisibles" um lindo e interessante documentario sobre imigrantes da América Central que passa pela fronteira do Mexico com os Estados Unidos. O filme vem disponivel em quatro partes, com colaboração com o diretor Marc Silver e a Anistia Internacional, e tambem com a ajuda de seu amigo inseparavel Diego Luna (bem sucedido como diretor), que fizeram juntos "Y tu mamá tambien" e o produtor Pablo Cruz.
Aborda as motivações das pessoais que desejam uma vida melhor mesmo fora de seu pais de origem, sonhadoras em sair da realidade durissima para obter oportunidades e concluir suas esperanças em um pais cheio de oportunidades como o Eua. A realidade de tais pessoas não são apenas a pobreza, como vitimas de violações fisicas, assassinatos, seuqestros, abusos morais, alem da dificuldade de cruzar o trajeto e o risco de não entrar no pais.
Gael deixa uma mensagem forte, talvez de suas simples aparições entrevistando as pessoas e questionando as coisas que estas passam até chegar ali e d o que podem sentir do ainda trageto que teriam que seguir.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

"O buraco que nos cavamos" - Ding Musa

Curvas de tijolo enfilerados com pedaços de espelhos na galeria Tranversal, é de autoria do fotografo paulistano Ding Musa. São fotos, videos e estalações que retratam a decadencia das sociedades nestas eras industriais, como construções destruidas, desmatamento, passagens urbanas, carros queimados, sucatas. Estas obras participam da 54º Bienal de Veneza.
Videos retratando as inpunidades pós-modernas. "Não faço fotografia para sujar o mundo e enfeitar casas de bacana. As obras retratam a impunidade, o lixo, a indiferença" diz Ding.
Em um dos videos varios urubus voam em um céu azul e no outro, varias pessoas caminham na rua de Ramallah na Cisjordania, passam sem perceber uma grande fenda no chão.

Pois é, são fotografias, obras e detalhes que nos faz lembrar de nossa sociedade conturbada, e todas as sociedades mundiais, nesta tão querida era digital que chegamos.
O mundo vem cada vez mais padecendo pelo conforto que tanto buscamos no dia a dia de trabalho, para cada dia ter muito mais que o necessario para se tornar cada vez mais inuteis, coleções de carros, novas tecnologias, jatinhos, casas, acomodados pelos moldes de uma sociedade maquinaria onde cada click bate um coração, onde giramos em torno somente de nosso bem estar e o resto que siga pela sombra. Esquecemos dos simples detalhes da vida, ou senão que existe vida!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ir e vir

Ondas do mar, vai e volta, infelizmente não são como os direitos humanos, coisas que vão e nunca voltam, portanto nunca poderemos comtemplar uma sociedade melhor, senão a de sempre, ou seja, conformar-se com o sistema social, resultado de ser irracionais, logo, não existir.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Valores?

São como fungos!
Brotam de qualquer coisa
Principalmente do meu chão molhado, mofado, esverdeado, esbranquiçado (podre)
São como fundos!
Brotam nos valores humanos, Infectam de naturalidade,
cria nas raizes oposições a seus proprios direitos,
insistem em dizer-lhe que é bem para os direitos humanos,
transportam toda podridão para sua mente (e não são em formas expressões)
Asfixiam com cheiro mofado teu proprio coração,
sugam seus ultimos alvos e principios
Fazem de nos gato e sapato
E tudo continua sendo a casa da mãe Joana.

Sem querer parecer...

Sem querer parecer patetico
Mas seres reaconarios agem como uma autoridade
Ordenando a mudar-te de teus ideais. (Talvez por que eles sejam contra seus proprios ideiais)
Ideiais? (sabemos)
Sem querer parecer patetico
Tambem sensorial ou (mui menos sinico)
Não querendo dar-lhe o devido maus tratos aos que merecem.
Mas o mundo gira o reacionario (infelizmente)
Coisas precisam ser movimentadas...E simplesmente são adiadas, naufragadas pela aminesia governamental.
Talvez (um simples) empurrram, fazeria ir a frente, alias deve ser lá que ha o futuro, não?
Enfrentar a realidade? Enfrentar o mundo reacionario? ... Dar-se ao impossivel e ao conformismo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

De Volta em volta

Voltando a fim de trazer alguns prazeres habituais para o inicio de mais um mes voadissimos como costumeiramente neste ano e tambem deste estimado blog abandonado pelos seus escritores (logo não pude dar mais a devida atenção a nossos caros leitores pelo excesso de trabalho de final de ano e excasso tempo dos atribulados e aflitos corações que batem aos corredores (da amargura) pulsante de uma universidade) Toda a intenção é dar o ar da graça, nem tão bom ar pero no mucho ruim tambem.

-Cotidiano, Assunto e Borges

Amigos ando com vontade de escrever, ao mesmo tempo sem assunto nenhum (nada de diarios, vida cotidiana e lirismos pasmaticos momentaneos do tempo louco de São Paulo) Talvez alguns passeios e desvaneios, os muitos livros consumidos durante este longo ano de artes, papos furados, correria até encontrar o paraiso cujo falta breve dias: Ferias; Fisicamente e mentalmente o assunto mais esperado pelos bilhoes de habilantes que circulam este globo.

Talvez o titulo de um dos poetas dos poetas, não?

- Fadiga, lorotas e massacres
Procurando evitar a fadiga e não exercer nossos caros leitores de lorotas como vem acontecendo costumeiramente (sim, neste cansavel anos do "massacres aos terroristas" juro que não entrarei em detalhes, sine qua non muito menos em sinonimos de veteranismo.


ainda passarei

No mais, um bom inicio de semana!

http://www.youtube.com/watch?v=F2svCHk9ZO4 - El Afronte Orquestra

domingo, 23 de outubro de 2011

Ao amor

Um casal do Estado de Iowa, nos Estados Unidos, que viveu junto durante 72 anos, morreu de mãos dadas em um hospital na semana passada, com um intervalo de apenas uma hora. Norma Stock, 90 anos, e Gordon Yeager, 94, casaram-se em 1939 e tiveram quatro filhos.

Na última quarta-feira, quando iam ao centro da cidade de Des Moines, eles sofreram um acidente de carro. No hospital, foram levados para a unidade de terapia intensiva e os enfermeiros entenderam que não podiam separá-los. "Eles foram colocados no mesmo quarto e ficaram de mãos dadas", disse Dennis Yeager, filho do casal.

Gordon morreu segurando a mão de sua mulher e rodeado por seus familiares. "Foi estranho, eles estavam de mãos dadas e meu pai parou de respirar, mas eu não consegui perceber o que estava acontecendo porque o monitor do coração continuava funcionando", disse Dennis. Uma hora depois, Norma também se foi. "Nenhum deles sobreviveria sem o outro", disse Donna Sheets, outra filha do casal.

No funeral, Norma e Gordon continuaram de mãos dadas. Segundo a família, o casal seria cremado e suas cinzas seriam misturadas. “Eles eram um casal à moda antiga. Acreditavam na frase ‘até que a morte os separe’”, resumiu o filho Dennis.

As informações são do MSNBC.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)



E a opressão continua. EQUAL PAY!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sabe o que é um cancer?



Neuroblastoma é a causa da mortalidade infantil no Brasil, logo atras da violencia!
Infelizmente um problema cronico mundialmente e incuravel!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Publicas, Privadas - batata do mesmo saco?

Meus alunos do ano passado, a melhor geração de alunos que eu ja tive e acho que perdurara para vida inteira, viviam reclamando de que as universidades publicas esta cheio de professores autoritarios porem mercenarios e picaretas que tem uma pequenas quantidades de horas para manter. Não é atoa que reclamam, é evidente. As vezes observamos certas criaturas presente em cursos e faculdades que contribuem para uma pessima formação de novos profissionais desta geração e de futuras. Profissionais que injetam vazelina na veia, colocam pino em joelhos errados e cortas pernas saudaveis, ou simplesmente receita uma injeção contra uma crise de miningite ou compram apenas um terninho executivo, ou uma apostila de ingles. E assim vão ganhar um otimo e farto salario, com o dinheiro publico.

Ou aquelas universidades privadas que cobram os olhos da cara para oferecer um ensino xinfrim, bem pior. Visivelmente vemos que a maioria tem tao poucos doutores e mestres que contrata profissionais baseados em amizades e por alguns ultimos colocados em concursos publicos, garatem seus empregos, enganam e enganam, consegue ter uma estabilidade dentro do setor escolar, acabam por conseguir "muitos anos de casa" o que faz as instituições não quererem mais demiti-lo pelo custo da demissão. Ou por serem puxa-sacos dos chefes.

Bom, eu sei que todos ja sabem disso e não há mais necessidade de atirar a milionesima pedra no ensino brasileiro. Mas a diabos que insistem em dizer que as publicas são cabiveis, eu era um deles e hoje bato em minha propria boca. Talvez seja o sonho neoliberalistas com o intuito de privatiza-las. Mas segue sendo assim, imcompetentes fazem pesquisas inuteis, levando seus alunos serem vitmas do comunismo com o dinheiro nacional.

Numa publica não tem só gente rica como andam dizendo e numa particular não tem só gente pobre como andam dizendo, apesar de hoje ter meios melhores como alguns programas do governo Lula que acabou resultando em mais pessoas dentro de uma universidade, pelo menos meus alunos não são ricos, muito não tem o dinheiro que um universidade requer para pagar suas apostilas, e muito menos pagaria o preço para uma universidade pagar seus custos e com certeza aqui na Unicamp, há uma biblioteca otima, comida em otimo preço, moradia gratuita, acesso a bolsas de iniciação cientifica para estudantes e tem um historico de professores plausiveis. Se cobrassem por tudo isso, como faria os alunos ruins financeiramente. Isso se dá para mim tambem, que por enquanto sou uma simples estagiaria na area de artes, outros estagiarios ou inclusive alguns ja veteranos, que não ganham muito para educar uma sala de mais de 40 alunos.
Com certeza tudo isso não ficaria abaixo de 1.200 reais mensais. Você acha que uma estagiaria ou uma empregada por tempo determinado, com a ajuda de pais aposentados e funcionarios publicos da prefeitura de Itapevi, poderiam pagar tudo isso? Nem eu, nem a maioria de meus colegas escolares e profissionais não poderiam. No mundo e nas universidades não há apenas ricos, há pessoas que buscam aprender e se acabam fazendo errado mais para frente, talvez seja pela má educação e o nosso ensino publico moderno cada dia mais comunista.

Por fim, tudo isso todos nos sabemos, é mais que obvio. A universidade publica brasileira esta longe de ser organizada ou uma benção nas vidas alheias, mas tambem esta longe de ser o lixo que muitos dizem.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Teorias e mais teorias

O mais engraçado na minha vida, é que esses miseros e perdidos anos numa faculdade, ouvimos coisas pateticamente jogadas nas nossas fuças, as vezes coisas com nos mesmo ou de outros e temos que ficar quietos. Uma "colega" da minha idade diz umas das frases mais populares e assuntos mais conversaveis ultimamente entre aqueles patios e longos quarteróes: Lutaram para cair a ditadura a unica coisa que teve organização, democratização e ordem! Por sorte veio a mente que a conversa não era comigo, e aguardei mais perplexidade da minha historia nestes "patios do conhecimento" de acordo com meu querido professor filosofo e "arteiro".

Felizmente eu comecei a entender a cultura que vivo e o mundo a qual pertenço muito depois desses longos periodos, ou seja não peguei sequer algumas coisas elementares do periodo final da ditadura. Pero no mucho. Certa vez o "justo e sabio" Delfim Netto, a qual é as caracteristicas dadas pelo povo brasuca para com ele hoje, anunciou o calote que o Brasil tinha acabado de passar e disse que o Brasil ja não poderia mais pagar absolutamente nada para ninguem.
Sim, alguns movimentos sociais e sindicatos eram de pouca em poucas vezes o maior contato com a politca que o povo poderia fazer e com isso começava a virar moda depois de 20 anos de ameaças e no final tudo acabava em manifestações, greves, ou melhor o caos era o senhor dessas terras, (Umas das causas estreitamente pateticas para as pessoas acharem que um dia houve protestos fora "rede sociais" no Brasil) a falencia em 1982, divida externa absolutamente alta consumindo os impostos e aumentando a pobreza, preços subindo e caindo todos os dias, a cada minutos, pessoas morrendo por fome e manifestações populares de maneira desorganizada e sem nexo nenhum, inflações assassinas, politicos convulcionados correndo atras do seus e escravizando uma sociedade inteira.

Os anos de maior decadencia humana do Brasil, um marco obscuro na historia de familias brasilerias. Ninguem mais aguentava aquela ditadura, e muito menos o rumo que tomou apos o fim da propria. Um povo que nunca teve um certo nacionalismo por uma nação, e que automaticamente nunca esteve acostumado a onda politica a qual tinham de exercer depois de tantos anos proibido de exerce-la, como o direito de votar para as pessoas com mais de 48 anos, a qual os eleitos numa "pos-ditadura" caiu nas maos de um salafraio oportunista.

E penso, isso é democratização? É ordem? É progresso? É organização? Ou estou caducando de respirar os ares dos "intelectuais".

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Por uma causa!

"John Quigley, renomado artista plástico conhecido por suas obras de arte gigantes que só podem ser visualizadas do céu, recriou a obra de da Vinci sob o título “O Homem Vitruviano em derretimento”, “Criamos essa arte para mostrar, a partir do famosos esquema do corpo humano, que as mudanças climáticas estão engolindo nossa civilização pouco a pouco.” A obra foi realizada com o apoio da tripulação do navio Arctic Sunrise, durante expedição ao Ártico, que registrou o segundo menor índice de gelo já registrado na região."


Quando somos confrontados a jogar lixos no chão, podemos pensar imediatamente em algumas focas, ursos, geleiras, povoados e toda uma cultura envolvida nesta bela e precisa natureza, se for ainda mais dificil pense tambem em voce mesmo ou nos seus filhos, pense em imundações, mortes, seca, afogamentos, escassez de viveres, prematuridade, desmatamento, falta de oxigenio, altas temperaturas, poluição, pense tambem em seus passeios por Bariloche, Chile, Antartida, expedições na Alemanha, ciencias no Japão, trekking na Patagonia, no ski e no campeonato de rockey americano ou nas florestas amazonas,praias tailandesas, pense que em um pequeno papel de bala pode prejudir não somente o Artico e sim voce e todos a sua volta


http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Sem-chao-para-os-ursos-polares/


Faça tua parte e contribua!
http://www.greenpeace.org

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Losing My religion

"A vida é maior
É maior do que você"

"Os caminhos por onde irei"

"Aquele sou eu no canto
Perdendo minha religião
Tentando te acompanhar
E eu não sei se eu consigo fazer isso"

"Cada sussurro
De cada hora acordado
Estou escolhendo minhas confissões
Tentando ficar de olho em você
Como um tolo magoado, perdido e cego"

"Mas foi apenas um sonho
Tentar, chorar, por quê, tentar
Foi apenas um sonho
Apenas um sonho, apenas um sonho"

"Agora eu falei demais"


Quando as coisas terminam bem..Quando as canções e letras terminam ...bem..

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"O segredo dos seus olhos"

"A fita Branca" era e é um filme lindo e o grande nome do cinema estrangeiro do Oscar de 2010, mas quem diria, foi ofuscado pelo longa " O segredo dos seus olhos" maravilhoso, uma aula do cinema sulamericano.
Não é de hoje que o cinema argentino vem ganhando importancia mundial, alias ja são dois filmes nesta categoria e mais outros 6 premios mundiais.

Juan José Campanella é um grande diretor e com certeza um dos melhores da epoca, tem em sua filmografia titulos como: "O mesmo amor a mesma chuva" (1999) sobre o qual tenho vontade de comentar, "O filho da noiva" (2001), é um equilibrado diretor, diferente de muitos outros latinos americamos que buscam pelo reconhecimento e não conseguem entreter as grande midias poderosas do cinema mundial, coisa que não é problema para Campanella, sabe como incluir temas da cultura Argentina, junta com temas elementares de outras culturas.

Sem perceber um unico tema, o trama traz perfeitamente embutido temas como o amor, futebol, ditadura, culturas diferentes juntos, basta olhar para o amor impossivel entre Benjamin Esposito (Ricardo Darín) e Irene Menendez Hastings (Soledad Villamil), a paixão pelo futebol no desenrolar da historia, o envolvimento com a ditadura militar. A historia "teatral" argentina resumida em um trama especialmente dirigido por um genio. Campanella olha a ficção não como os hollywodianos ou as tentativas cinematografica brasileira da ficção. Dentro de uma ficção retratada não por mortes, tangos e uma alta complexidade da ditadura, como muito de nés pensamos sobre o cinema argentino - Amores, um crime, ditadura, classicismo - Uma Argentina que sempre vai continuar sendo assim, uma historia a qual tem as feridas humanas abertas, sobre uma tola e desestrutural ditadura, uma politica aberta, muito mais do que mortes e deliquencias.

O que esperar de um filme contando um crime e um passado assustador; É leveza e seriedade, um pouco de comedia, paixôes e o olhar inteligente des magnifico diretor e seu elenco de atores é o segredo do filme, alias Ricardo Darin que dispensa comentarios como ator e a bela Soledad talvez a parte mais romantica do filme.

Submarino

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nosso cotidiano

Essa desumanidade logo abaixo é para voce que acha que o Lula fez o Brasil crescer, é pra voce que morre pela nossa "patria amada", acham que tudo é pacifico, que Deus é brasileiro, leia e fique perplexo com o pais que voce vive, e não venha dizer que isso acontece em todos os paises POR FAVOR, isso é hipocrisia! Isso é para nos ver a selva que vivemos e não é mundo, não pense que é mundo, isso tudo é Brazil!

Minha dor não sai no jornal

'Eu era fotógrafo de O Dia, em 2008, quando fui morar numa favela para fazer uma reportagem sobre as milícias. Fui descoberto, torturado e humilhado. Perdi minha mulher, meus filhos, os amigos, a casa, o Rio, o sol, a praia, o futebol, tudo'
 por Nilton Claudino

Não sou bandido, mas tenho medo de polícia. Ando disfarçado por ruas de uma cidade distante de minhas raízes porque acho que estou sob ameaça de morte. Vivo ansioso e tenho dificuldade para dormir. Num laudo médico, minha psicóloga descreveu meu estado desta maneira: “Agitação neurossensorial e fixação mental em imagens que não conseguem se desprender e tomam de assalto a mente.”
Muitas vezes choro sozinho. Tenho pesadelos. Lembro-me de que um dos meus torturadores, quando eu estava ajoelhado, vendado e de mãos atadas, dizia no meu ouvido: “Sua vida nunca mais será a mesma.” Ele tinha razão.
Volta e meia, ainda ouço com clareza, como se estivesse sendo repetida de fato, a música angelical que os bandidos tocaram no cativeiro. O som me lança de volta àquela escuridão – estava encapuzado e ainda não imaginava o que aconteceria depois. Ouvia aquela música, criada para ser agradável aos ouvidos, vinda de um aparelho de som portátil, a poucos metros de distância. Eram sons de flauta, suaves e tranquilos, que a liturgia religiosa associa aos anjos. Uma voz de pastor, no entanto, pregava de forma aterrorizante: “Este homem que está com a faca em seu pescoço vai matá-lo. Entregue sua alma a Deus e arrependa-se dos seus pecados.”
A mensagem durava poucos minutos. Havia um intervalo de silêncio e a gravação recomeçava – de novo a flauta e a fala do pastor, como se fosse um CD em modo de repetição automática. Esta era a parte branda dos suplícios que viria a sofrer. Três anos depois, em muitas madrugadas, ainda acordo sobressaltado, com essa melodia na cabeça.
No começo de 2008, fui chamado pelo diretor de redação de O Dia, Alexandre Freeland, para uma pauta que tinha que ser cumprida sigilosamente: investigar um grupo de milicianos (policiais militares e civis, bombeiros, funcionários do sistema penitenciário) que atuava no Jardim Batan, uma favela encravada em Realengo, na Zona Oeste.
O Batan foi uma grande fazenda, onde havia criação de gado. Seu nome se origina de árvore típica, o ubatã ou chibatã. Foi local de muitos confrontos violentos entre facções criminosas, que procuravam controlar o tráfico de drogas por lá. Em 2007, milicianos se juntaram e expulsaram os traficantes, assumindo negócios como a venda de gás e a tevê a cabo pirata, o transporte de vans, e cobrando “taxa de segurança” dos moradores.
Para investigar essa realidade, eu, uma repórter de O Dia e um motorista do jornal nos mudamos para o Batan, onde conseguimos alugar uma casa. Chegamos lá no dia 1º de maio de 2008, pela manhã. Fomos direto até a padaria das imediações, que era do proprietário da casa que alugamos. Tomamos café da manhã ali, pegamos a chave de onde íamos morar e fomos nos instalar.
Era uma casa de três andares. Ficamos no terceiro. Descobrimos que não havia nada dentro. Começamos contatos com moradores para que nos ajudassem a mobiliá-la. O vizinho do 1º andar nos apresentou a outros da comunidade, quando tivemos a oportunidade de arrematar uma televisão usada. No comércio de Bangu, compramos colchonetes e comida.
Para me apresentar aos moradores, eu dizia ser do Pantanal, e que aguardava ser chamado para trabalhar em Macaé, numa prestadora de serviço da Petrobras. Aproximei-me das pessoas com esse discurso porque os milicianos não querem por perto os que chamam de “vagabundos”: desempregado não é tolerado. Fui ganhando confiança dos vizinhos. Fiquei amigo do morador do 1º andar, que havia sido criado nas proximidades, onde também crescera o motorista que trabalhava para o jornal. Fiz churrasco na esquina de casa, como forma de ampliar nosso relacionamento.
Fingia ser marido da repórter. Dizia que ela era evangélica, tinha vindo de Minas Gerais e que o casamento me livrara do alcoolismo. Ela começou a frequentar uma igreja próxima de casa. Fomos vivendo desta forma: eu era um cara em busca de recuperação, ela arrumou um emprego de cozinheira. Todos acreditaram, o que nos permitiu começar a recolher informações, discretamente.
Todo dia passávamos um boletim para a redação do jornal, por e-mail, enviado de uma lan house. Poucas pessoas do jornal sabiam que estávamos nessa pauta. Para que ninguém desconfiasse, dissemos na redação que estávamos em férias.
Tudo parecia correr perfeitamente bem. O Dia das Mães caiu em 11 de maio. Fizemos um almoço comemorativo para umas dez pessoas próximas. Minha “mulher mineira” fez feijão-tropeiro. Cozinhei talharim e dei rosas para as mães em homenagem à data. A cada dia tínhamos mais amigos, e um deles nos deu um sofá de presente. Pessoas comuns, realmente do bem.
Sou muito cristão. Oro todos os dias. Comecei a sentir que meu anjo da guarda queria me avisar de alguma coisa. Eu disse para a repórter que tinha tido visões de que seríamos descobertos. Lia muito as páginas de Habacuque, um dos profetas do Velho Testamento. Tinha tido a visão de que os milicianos arrombavam nossa porta. “Que nada, está tudo bem”, ela me respondia.
Havia feito fotos importantes, como as que mostravam o castigo que a milícia impunha a usuários de drogas. “Maconheiros” eram pintados de branco e mandados capinar e desfilar pelas ruas, para ficarem marcados pela comunidade. Outros tinham de ficar sentados por horas sobre tijolos quentes. O chefe da milícia, que todos chamavam de 01 (Zero Um), usava um caibro, que chamava de Madalena. Os moradores tinham muito medo da Madalena, usada em surras públicas. Outro cassetete era jocosamente apelidado de “Direitos Humanos”.
Havia guardas penitenciários e muita polícia pelas ruas, o tempo todo. Polícia com farda e sem farda. Eles bebiam com o carro da polícia na porta do botequim. Fotografei isso também. Nunca vira, como vi lá, uma integrante da tropa feminina da Polícia Militar atuar como miliciana. A PM loura do Batan, que andava com desenvoltura entre tantos outros fardados, foi uma das surpresas naquela apuração.
Já havia combinado com um motorista de Kombi que servia à comunidade para que me levasse no dia seguinte até a rodoviária. Achava que o trabalho estava acabando. Todo o material que fotografava eu levava para a casa da mãe do motorista, que ficava do outro lado da avenida Brasil. Não havia nenhum material jornalístico onde morávamos. Nunca usei flash. Eram fotos de luz natural, tiradas com velocidade baixa e modo de alta sensibilidade para ter boas imagens. Havia fotografado muito: a movimentação pelas ruas, PMs bêbados, castigos, punições, carcaças de carros roubados acumuladas dentro de um terreno do Exército, o depósito clandestino de gás.
Às 21h30 da quarta-feira, dia 14, falamos com o diretor de redação. Eu sempre me reportava a ele. A possibilidade de envolvimento de um deputado e um vereador com a milícia fez com que decidíssemos estender nosso período por lá. Queríamos provas indesmentíveis.
Quinze minutos depois desse telefonema, fui pego em frente à pizzaria vizinha da nossa casa. Já comecei apanhando muito. Gritavam que sabiam que eu era jornalista. Mandaram trazer a repórter, que estava no 3º andar. Ela resistiu, e eles a agrediram fortemente, forçando-a a descer a escada aos tapas e pontapés. Eu era quem mais apanhava, porque chegara a beber cerveja com os milicianos, em busca de informação. Demonstravam ódio por terem sido enganados durante catorze dias.
Fomos algemados, encapuzados com toucas pretas e enfiados no banco traseiro de um carro. Rodamos alguns minutos atrás da chave de onde seria nosso cativeiro. Para evitar a avenida Brasil, nossos sequestradores entraram em uma estrada vicinal com muitos quebra-molas. No caminho, apanhamos mais. Um deles brincava de roleta russa com o revólver na minha cabeça. Eu tinha certeza de que seríamos mortos. Ao chegarmos, notei que a casa que serviu de cativeiro parecia estar em construção. Havia brita espalhada pelo chão. Eles falavam: vai morrer, vai morrer!
 O chefe, o chamado 01, sentou na minha frente. Tentei negociar. Disse: “Tenho moral no jornal. Vamos esquecer as porradas todas. Você libera a gente, e não falamos mais disso. Não se mata jornalista. Veja o caso do Tim Lopes. Era meu irmão, era um amigo muito ligado.”
“Então parece que o problema é com a família”, respondeu 01. “Você vai morrer e precisa saber que foi alcaguetado por amigos de dentro do jornal. Vou provar: você tem na sua baia de trabalho as fotos de um de seus dois filhos tocando guitarra. Seus filhos são lindos. Você mora na Zona Sul”, disse, completando em seguida com meu endereço exato.
Gelei, e ele continuou: “Vocês são uns bundões. Foram alcaguetados por seus amigos. Temos informantes em tudo o que é jornal e televisão.”
Ele então deu uma ordem: “Chama o cinegrafista.” Nossa tortura foi filmada. Alguém, um dia, vai obter essa fita da tortura que sofremos. O que passamos lá, eles fizeram questão de gravar.
Fiquei encapuzado a maior parte do tempo. Mas sabia que havia em volta muitos policiais. Sentia os chutes vindos de coturnos. O Zero Um saiu. À distância, bois mugiam. E começou o som da flauta e a voz de pastor pregando: “Este homem que está com a faca em seu pescoço vai matá-lo. Entregue sua alma a Deus e arrependa-se dos seus pecados.” Teatralmente, um homem colocava a faca em meu pescoço cada vez que tocava a gravação.
 Entre as sessões de torturas, havíamos passado por cinco “tribunais”, as ocasiões em que os milicianos se reuniam e julgavam qual seria o nosso destino. Nos cinco, anunciaram nossa sentença de morte. Pretendiam nos levar para a favela do Fumacê, ali do lado, queimar nossos corpos e dizer que haviam sido os traficantes que nos mataram. Discutiram também convocar moradores do Batan para que fôssemos apedrejados em praça pública, como traidores. Não tenho dúvida de que, se mandassem, os moradores, tiranizados por eles, poderiam nos apedrejar.
Aí chegou aquele que todos chamavam de “Coronel”. Pegaram as senhas de meu e-mail e do da repórter. Leram todos os relatórios que passáramos para o jornal. Eu falava das fotos que tinha tirado, descrevia-as com detalhes; a repórter contextualizava as informações que recolhera. A par de tudo, o Coronel decidiu que iríamos sobreviver. Mas tomamos mais porradas. Os milicianos ainda se referiam a outro chefe, a quem chamavam de “Comandante”.
Durante a tortura, estávamos lado a lado, eu, a repórter e o motorista. Num quarto escuro, só iluminado por telas de celulares, que usavam para que pudéssemos assistir uns aos outros serem subjugados. O motorista pedia para que eu afastasse escorpiões que subiam por suas costas. Não podia ajudá-lo. Ouvíamos passos de muitos PMs. Tiraram nossos capuzes e substituíram por sacos plásticos, parecidos com os de supermercados. Com eles, produziam asfixiamentos temporários. Mas dava para ver as fardas quando olhava por baixo do plástico.
A repórter reconheceu a voz de um vereador, filho de um deputado estadual. E ele a reconheceu. Recomeçou a porradaria. Esse político me batia muito. Perguntava o que eu tinha ido fazer na Zona Oeste. Questionava se eu não amava meus filhos. Os agressores estavam com toucas do tipo ninja. Houve um momento em que achei que tinha morrido. Senti como se estivesse subindo para o céu, mas não era minha vez. Tive que voltar para contar. Deus fez que eu voltasse.
Cada vez chegavam mais camburões. Depois que apanhamos muito, levaram-nos para a sessão de choque. Era um instrumento que tinha o formato de uma pizza com um cano no meio. Tiraram minha roupa e me davam choques na região baixa e nos pés. Não posso, não devo, não quero entrar nos detalhes das brutalidades e das humilhações que sofremos.
Fomos levados para a casa dos pais do motorista, para que os milicianos pudessem pegar os cartões de memória e a máquina fotográfica. Não havia deixado a máquina dentro da comunidade em nenhum momento. Usava escondido e guardava em área vizinha para que não nos comprometesse a segurança. Chegamos em comboio, durante a madrugada.
Os pais do motorista saíram de casa assustados. Os milicianos pediram para que eu os ensinasse a fotografar. Eles nos retrataram. Ensinei a mudar a ASA da máquina (aumentar ou diminuir a sensibilidade à luz). Fotografaram-me como a imprensa policial faz com os bandidos, forçando-nos a levantar o queixo com as mãos. Eles têm nossas fotos como prêmio. Por isso, não posso voltar para o Rio até hoje.
Fomos soltos às quatro e meia da madrugada, na avenida Brasil, depois de mais de sete horas de tortura e sevícias. O pai do motorista dirigiu o carro que nos tirou da favela. Eu queria ir para um quartel do Exército. Mas queria falar primeiro com a direção do jornal.
Quando estávamos na altura da Estação Leopoldina, logo após a saída da avenida Brasil, entramos numa grande discussão. A repórter revelou que os torturadores a chamaram por um apelido pelo qual ela só era conhecida na redação. A certeza da traição nos deixou inseguros. Fomos para minha casa. Minha mulher disse: “Não falei que isso iria acontecer?” Abracei meu filho, que acabara de acordar. Eram quase seis horas. Estávamos descalços, feridos, destruídos. Tomamos banho na minha casa. Meu filho foi para a escola. Começou a pior tortura: a família conviver com o medo, para o resto da vida.
Chegaram à casa o diretor de redação e uma editora-executiva. Ligaram para a dona do jornal, a Gigi Carvalho, filha do antigo dono de O Dia, Ary Carvalho. Um ano e meio depois, ela venderia o jornal para um grupo português. Eles falaram com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
Naquela manhã, depois de liberados pelos sequestradores, estranhamente, não me levaram para fazer exame de corpo de delito. Fui para o Hospital Copa D’Or, onde, mais estranho ainda, fui instruído a falar que havia caído do cavalo. Não podia contar que tinha sido torturado. Em casa, vi que havia uns caras na porta, com jeito de policiais. Estávamos sendo vigiados.
Começou a nossa fuga. Eu, meus filhos e minha mulher fomos primeiro para a serra fluminense. Na edição de domingo, 1º de junho, duas semanas depois de cairmos nas mãos da milícia, o jornal enfim trouxe o caso a público. “Tortura – milícia da Zona Oeste sequestra e espanca repórter, fotógrafo e motorista de O Dia”, era o enunciado.
Nessa altura, eu estava num quartel dos fuzileiros navais, longe de tudo. Recebi um telefonema dizendo que havia fuzileiros navais entre os milicianos do Rio, e que minha vida estava em risco. Não sei como me acharam lá.
Foi quando minha sobrinha, uma adolescente, foi vítima de uma tentativa de sequestro. Tentaram pegá-la na saída da escola e só não conseguiram porque um senhor de 70 anos conseguiu tirá-la das mãos dos sequestradores. Só Deus sabe onde ele arrumou forças para tal. Minha sobrinha está traumatizada até hoje. Ligaram para a mãe dela e disseram que era “muita coincidência” ter ocorrido a minha fuga e a tentativa de sequestro da sobrinha no mesmo momento. Falaram que não me deixariam em paz. Afirmaram que me matariam.
O Brasil não era seguro para mim. Decidi fugir para a Bolívia. Escondi-me numa cidade de 20 mil habitantes na região de Santa Cruz. Passadas as primeiras semanas, sentia saudade de minha família, que estava em uma cidade praiana no sul do Brasil. Fui encontrá-los num hotel de frente para o mar.
Minha mulher e meus filhos não falavam comigo. Ver o sofrimento deles foi a dor maior que senti. Tive vontade de me matar, de me jogar do 20º andar do hotel. Aquilo foi me consumindo. O único que me entendia e me dava carinho era Sávio, meu cachorro. Como se não bastasse tudo que passara, Sávio morreu.
Abandonei minha família. Fiquei quinze dias sumido. Voltei para pegar minhas coisas e anunciar que os deixaria viver em paz, o que não seria possível comigo por perto.
 Mudei para uma cidade distante onde vivo hoje. Sofro sozinho. Meus amigos do Rio não podem falar comigo, nunca mais os vi. Com a possibilidade de ter sido traído por algum companheiro de trabalho, não posso falar com ninguém da redação d’O Dia. O ministro da Justiça chegou a propor que uma nova identidade me fosse fornecida, o que nunca ocorreu.
No Rio, correu o inquérito. Descobriu-se quem eram os líderes dos milicianos. Zero Um era o policial civil Odinei Fernando da Silva, também chefe de um grupo paramilitar denominado Águia. Zero Dois era Davi Liberato de Araújo, um presidiário que vivia fora da cadeia graças ao envolvimento de guardas penitenciários com a milícia. Os dois foram sentenciados pela Justiça a 31 anos de prisão, mas recentemente a pena foi reduzida para vinte anos. No Batan, criou-se uma Unidade de Polícia Pacificadora.
E não aconteceu nada com o vereador e o deputado estadual cujas vozes minha companheira repórter reconheceu no cativeiro. Eles negaram envolvimento com a milícia e nunca foram punidos. Agora mesmo, em julho passado, o deputado apareceu ao lado do governador do Rio numa foto de inauguração, não muito longe de onde fomos torturados.
Alguns dos bandidos estão na cadeia, mas parece que o bandido sou eu. Imagino que, a cada dia deles na prisão, mais me odeiem. Imagino quantos milicianos perderam dinheiro quando a quadrilha do Batan foi desmantelada, e quantos querem minha morte por isso, até hoje.
Retomar a vida é difícil. Faço tratamento psicológico e psiquiátrico, tomo uma dúzia de remédios. Quase não vejo meus filhos, que estão crescendo longe de mim. Tenho agora um neto que mal conheço. Não soube mais nada da repórter e do motorista, sumiram. Esqueci dos amigos. Preciso de fotos para me lembrar do rosto de quem gosto. Mas me lembro nitidamente dos que me torturaram.
Valeu a pena? Foi a profissão que escolhi. Mas o que mais dói é que fomos delatados por colegas da redação. Eu achava que nunca tinha tido inimigos.
Não fotografei durante o período que fugia. Voltei a tirar fotos não faz muito tempo. Antes, eu mandava ajuda para algumas crianças da favela da Rocinha. Uma família com nove meninos. Nas festas de Nossa Senhora Aparecida, no Pantanal, também dava presentes para crianças. Uma vez por mês, participava da distribuição de sopa para quem vive nas ruas.
Hoje não faço mais nada disso. Também perdi o Rio, a praia, o sol, o futebol e a cervejinha com os amigos. De vez em quando, alguém me diz que tudo já acabou. Acabou para quem? Para mim, não. A tortura continua. Tudo culpa daqueles filhos da puta.

domingo, 18 de setembro de 2011

Vienna waits for you

Se tenho um conselho que vale alguma coisa para os mais jovens é esse. Aproveite cada dia, seja ele como for. Se é tempo de brincar de pega-pega na rua, aproveita isso. Não tenta atropelar as fases, amadurecer mais cedo, crescer antes da hora. Cada coisa tem seu tempo, as flores só nascem na primavera, então pra que a pressa? "Vienna waits for you"! Carpe diem!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Os dois lados da rosquinha


Homer Simpson é um dos personagens mais famosos da TV, criado em 1989 por Matt Groening, baseado nessa série animada foi lançado o livro "Os Simpsons e a Filosofia". Segue abaixo texto retirado do site Planeta Educação:
Em “Os Simpsons e a Filosofia”, os autores se propõem a analisar as ações e características dos principais envolvidos nas histórias, os membros da família Simpson, do patriarca Homer a caçula Maggie. Para tanto se utilizam de fortes referências do pensamento ocidental, provenientes da clássica filosofia grega (como Aristóteles, Sócrates e Platão) e atingindo até mesmo pensadores do mundo moderno e contemporâneo (como Kant, Nietzsche e Sartre).
Homer Simpson, por exemplo, é assunto do primeiro capítulo, “Homer e Aristóteles”, onde é dissecado a partir da categorização lógica dos tipos de caráter criada por Aristóteles, sábio pensador grego, discípulo de Platão e preceptor de Alexandre Magno. É difícil imaginar que tal análise poderia ser feita, entretanto, vale destacar que apesar dos inúmeros episódios em que percebemos toda idiotice e incapacidade de Homer, o que seria suficiente para qualificá-lo como uma pessoa viciosa (de acordo com os preceitos aristotélicos, viciosos são aqueles que não possuem virtudes e não controlam suas vontades), há várias situações em que Homer se destaca como um bom pai, um marido que se mostra fiel a sua esposa e, em determinados momentos, uma pessoa capaz de atos de altruísmo e bravura. A que conclusões poderíamos então chegar quanto a Homer?
Lisa Simpson é, na contramão de seu pai, uma representação de várias virtudes que a colocam constantemente em situação de crise existencial numa sociedade vazia, hipócrita e cínica. Vegetariana convicta, defensora dos direitos das minorias, feminista ardorosa e exemplarmente estudiosa, a menina de 8 anos de idade é a consciência que reina sobre sua família e também sobre Springfield. É mais madura que a grande maioria dos habitantes da cidade e tenta, a cada novo episódio, ajudar todos a seu redor a melhorar suas vidas. Essa pequena menina cheia de virtudes apesar da pouca idade é tema do segundo capítulo do livro, “Lisa e o antiintelectualismo americano”.

Há capítulos dedicados a Maggie e Margie, respectivamente o bebê dos Simpsons e a mãe dedicada, carinhosa e racional, que abre mão de seus sonhos em prol da felicidade de seus filhos e de seu desajeitado marido (“A motivação moral de Margie”).

Bart, considerado ao lado de Homer como o principal astro da série, tem uma análise interessante no capítulo “Assim falava Bart: Nietzsche e as virtudes de ser mau”. Arquétipo do “Bad Boy” capaz de roubar os livros dos professores e causar o cancelamento das aulas (já que os professores não seriam capazes de ministrar suas aulas sem os livros dos mestres...), Bart Simpson é um menino esperto, que contraria as normas da sociedade em busca de emoções que sente terem sido perdidas. Em um dos mais lembrados episódios da série, Bart se torna autêntico ídolo em Springfield e, por isso, passa a ser copiado por todas as pessoas da comunidade. O que, a principio poderia parecer a vitória de sua proposta, o torna infeliz. Sem saber o que fazer, é aconselhado por sua irmã Lisa, a contrariar a ordem (onde todos tentam ser espertos e arteiros como Bart) e se tornar um exemplo de virtude e bom comportamento... A comparação com o super-homem da obra de Nietzsche torna-se um ótimo caminho de reflexão filosófica.

Há muitos outros ensaios que podem nos fazer entender bem não apenas o seriado e seus personagens, mas principalmente os norte-americanos, seu modelo de vida e, mesmo, o mundo em que vivemos. Autêntico micro-cosmo do país do Tio Sam, Springfield é um retrato fiel da vida nos Estados Unidos, onde causas importantes como a questão da utilização da energia nuclear, problemas ambientais, relações humanas, educação, saúde e religião são colocadas na pauta do dia.
Outra importante qualidade do seriado, destacada nos vários capítulos de “Os Simpsons e a Filosofia” refere-se às citações da cultura popular norte-americana que aparecem nos episódios (menções a outros seriados de televisão como “Friends” ou “Perdidos no Espaço”, filmes como “Tubarão” ou “Os Pássaros”, livros de autores consagrados da literatura norte-americana como John Steinbeck ou Ernest Hemingway).

Aprender filosofia pode ficar muito mais fácil quando conseguimos fazer conexões (sinapses) entre produtos da cultura pop mundial como “Os Simpsons” e as grandes referências e conceitos criados pelos principais pensadores da história da humanidade. Outro aspecto importante da obra reside no fato de que as barreiras entre o mundo acadêmico e a sociedade “leiga” estão sendo superadas aos poucos, permitindo um saudável intercâmbio que integre a produção cultural popular e a chamada alta cultura.
Se a televisão e seus principais expoentes puderem contribuir para a educação e a cultura de forma incisiva em prol de um real crescimento, nada melhor do que pensar como os romanos e admitir que é melhor tê-los como aliados do que como inimigos...




- Existem três frases que vão levar sua vida adiante: “Não diga que fui eu”,”Já estava assim quando cheguei” e “Oh que boa idéia, chefe”.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um pouco do pouco!

Voltando a falar sobre Rock'n Roll para a desgraça alheia dos leitores deste blog e tambem para sua dona Jeniffer (que ultimamente sabe se la se ainda lembra do blog kkk) que obviamente ja devem estar de saco cheio de me ouvir falando de Rock aqui, mas quando eu aprender a falar de coisas adequada para esse blog, juro que postarei. Mas enquanto isso não acontece, não posso deixar de colocar uma mega entrevista que venho lendo desde o ano passado, realizada em 2009 pelo site Progshine, (site especializado em Rock) com o genio do Rock'n Roll Brasileiro, Rolando Castello Junior, pois bem não vou colocar tudo aqui, se alguem quiser ler que abram a pagina e leia porque não irei fazer essa covardia e roubar os creditos desses grandes editores com essa espetacular entrevista ao grande e unico nome do Rock'n Roll brasuca.

Pois bem, acredito que muitos não devem conhecer esse monstro, muito menos o Maden in Brazil (banda de rock'n Roll brasileiro, os unicos e insuperaveis musicos do rock, hoje corrompidos e esquecidos pela nossa maldita midia brasuca) e muito menos o Aeroblus (banda argentina de Hard pesado setentista) e não darei ao luxo de falar desses bravos herois pois apenas estragarei tudo isso, cujo não há como descrever essa barbaridade musical. Não falarei de Pappo, nem de Patrulha do Espaço, muito menos de Rolando e não darei sermoes sobre o nosso falho, fracassado e quase- inexistente Rock'n Roll.

Mas é importante contribuir com isso aqui, acho que todos os que dizem gostar do Rock'n Roll tem que ler, porque sabemos de nossa pouca trajetoria no Rock e pelo menos podemos dizer a outros por ai que neste pais já existiu o Rock e não é isso o que vemos hoje, mas sim caras que gastaram seus tempos fazendo musica de qualidade por aqui.

Veja, conheça pelas palavras de Rolando a breve historia do Rock no brasil. Abraços e até semana que vem!

http://progshine.com/entrevistas/rolando-castelo-junior-entrevista-exclusiva-com-o-baterista-da-patrulha-do-espaco/

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Johnny Cash um Cownboy no Rock'n Roll

Depois do filme de 2005 sobre a historia de Johnny Cash, ficou bem mais conhecido em algumas partes que sim foi um filme excelente. Johnny teve uma infancia conturbada, foi uma criança sofredora, seu sucesso musical idem, no suor e na força, teve sua vida pessoal sendo um astro do Rock'n Roll um dos pioneiros do Folk Rock, tambem tornando-se idolo do Country e tambem conturbada por problemas com drogas e o comportamento na fama de "Fora da lei" a qual o proprio cultivou, Johnny apesar de suas musicas e seus álbum (Johnny Cash At Folsom Prison, de 68, e At San Quentin, de 69) de shows realizado em presidios, nunca cometeu crimes ou cumpriu pena, só passou algumas noites na quadrada por posse de anfetaminas e drogas.

J.R Cash seu nome de nascimento, (exatamente, seu primeiro nomes são iniciais) foi um grande amigo de Dylan, tanto que em seu programa de TV na rede ABC entre 69 e 71 onde teve as presenças de Neil Young, o proprio Dylan e outras figuras ilustres lendas do Rock'n'Roll. Sempre foi uma figura ilustre apesar de sua vida conturbada, teve sua primeira biografia em 75 cuja foi vendida obcessivamente, chegando mais da marca de um milhão de copias vendidas, apesar da imagem influente como ja dito seus vicios eram conflitantes, chegou a cair de produção nesse meio, lutou com todas as forças contra o vicio, chegou a tornar-se cristão e se internou, curiosamente neste mesmo tratamento de desintoxicação em 86 corre os boatos de ter feito uma amizade com Ozzy Osbourne que tambem estava se tratando.

Johnny Cash jamais foi ignorado por suas junções musicais, apesar de todos os seus fãs acharem em algumas das vezes, musicas muito Country para ser Rock ou vice e versa, sempre aliou muito bem o Rock'nRoll ao Country, e foi nessas e outras coisas que fez de Johnny uma figura impar.

Na decada de 90 passou a ser reconhecido e influenciando novas gerações do Rock, ja em seu final de vida com sua saude bastante fragil, passou a gravar musicas para musicos mais modernos como as bandas Soundgarden, U2, uma curiosa versão para o Thirteen da banda Danzig, Tom Petty. Como ja classificadas pelos seus ouvinte foi para um som mais sombrio, e até mais melancolico em comparações as classicas. Não deixou de ser um ótimo trabalho e lhe rendeu o Grammy 2002.

Quem não conhece os astro do Country famosos pela musica Me and Bobby Mcgee, Kris Kristoferson e tambem do Willie Nelson e Waylon Jennings que não é necessario comentar, vide as lendas do estilo, Johnny juntamente com esses caras formou um mega grupo de Country chamado The Highwaymen.

A musica Man in Black em poucas e curta letras e sonoridade resume bem o que foi Johnny Cash, da autoria do proprio cujo gostava de se apresentar totalmente de preto numa epoca que o preto não era simbolo do Rock n Roll e muito menos do Country foi lhe dado o apelido de Man in Black e adotou o apelido. Como disse nesta incrivel canção "Eu me visto de preto pelos pobres e oprimidos...Mas está ali pois é uma vítima dos tempos"

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Bastardos Inglorios

É amigos, um dia apreciei la nos primordios de meus dias, aquele ciclo sem fim, chato e repugnante que vivo agora. Cansar? Pois bem um vagabundo tambem cansa, justo! As vezes sinto falta de minhas atitudes preciptadas, amargas e idiotas, mas que foram parte de mim, talvez de um crescimento (que ainda não veio né)
É de sentir falta, e as vezes por pior que seja a geração moderna de hoje, não muito afastada da minha, da vontade de chutar o balde literalmente, e que se dane a bipolaridade, afinal comportamento não segue raça e bandeiras, muito menos padroes e paradigma, muito menos açoes associadas para controlar uma rebeldia. Como diz my mother, ganhei gordura e perdi o sal, mas ...é mais ou menos isso ae, dias bons são contantes e tediantes muito mais. (Não que os meus sejam assim, diga-se o imprevisto, mas sei la) Carpe Diem!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

So fine?Nem tanto!

Fala leitores (oh god! sadico)! Ultimamente me dei conta que anteriormente aos primeiros anos de blog eu escrevia muito pouco, alias eu falo demais as vezes em conversas que valem a pena confesso [E amo escrever por isso meus tempos perdidos em um blog], mas ultimamente ando postando muitas coisas aqui e pqp eu lembro que essa porraloka tem uma dona e companheira.
Jeniffer realmente sumiu com a sua vida de proletaria (né) mas acho que irei fazer uma campanha "Volta Jeniffer", mas nada do tipo marica [#twitter], apareça ameba, ou vou ir a tua casa e te dar umas porradas pow nem parece que somos vizinhas (de quarterão). Emfim apareça muiê! De o ar de sua graça a esse nosso lindo e inteligente publico [tragico!]

Emfim só para ter o que postar, pois acho que ja estão fartos dos meus comentarios ridiculos sobre Brasil e Rock'n Roll.
Sobre o titulo é isso ae, uma musica do Guns n Roses oh my god, bom reviver os velhos tempos de modismo, rebeldia e tudo mais, alias os dias estão cada vez mais corridos, bicos atras de bicos para uma [pos-]jovem de 20 anos sem um trabalho decente e precisando de ajuda comunitaria!
Abraços e semana que vem tem mais Rock [de preferencia] unica coisa que escrevo que vale a pena ler! É melhor ficar como meu esquisito roquezinho antigo que não é perigo a ninguem como ja dizia Raulzito. Hasta!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

E lá se vai...

Mais um ano pessoas, menos um! Reli umas postagens minhas, de mais ou menos 2 anos atrás e... cara eu sou foda! hahah tô rindo até agora com minhas próprias piadas. Isso é triste, certo?
Ah... os anos se passam e as coisas continuam as mesmas. Negada me enrolando, preguiçosa, sem fazer nada (Né Priscila?), alguns trabalhando, outros estudando, outros apenas vadiando mesmo. Eis os formandos de 2009! Mas mudanças estão por vir!
Como todos sabem: larguei a universidade, me bandiei para um trabalho de escritório, capitalismo me tomou, me abraçou, e me chamou de 'meu benzinho'. Mas, tenho fé que logo a maré muda. Eu mudo, você muda, nós mudamos, conjulgamos verbos inexistentes, falamos absurdos ao esmo. Felicidade é coca-cola. Enfim! Ando muito bem obrigada por perguntar, nuvens negras de outrora estão loooooge... voando longe, voando de tam. Vai de Visa!

Não, não fumei nada.
O amor é embriagante.
E te deixa brega.

Mas, antes que o ano termine, quero completar uma coisa da minha lista: sair com a negada. Por isso Priscila, prepare a mochila e bora lá, vocês não irão escapar esse sábado!

Beijo pessoas, no rim, no pancreas, na bilis, em todos os orgãos internos que você provavelmente só ouviu falar no "Private Practice" ou "Scrubs".

Tentativas e frustações

E o final do ano esta chegando, apesar não muito longo, pelo menos para eu que os dias passam tão rapido quanto minha vida, e durante miseros meses foram novas tentativas frustadas, tentativas de continuar a encher o saco de meus professores de violão, tentativas de criar um negocio e de cumprir com minha longa listinha de 2010, tentativa de reunir a negada (né Jeniffer) e por ai vai.
Longo ano, longo 4 meses a seguir, longo 4 meses de frustamento com o pobre violão e dedos rasgados, longos 4 meses para ver a Jeniffer dar o ar da graça nesse blog kkk, e a vida continua...

sábado, 27 de agosto de 2011

Paula Fernandes ou Doro?

Paula Fernandes dificil não conhecer com seu hit insuportavelmente irritante "passaro de fogo".
Começou sua fama apos aparecer com o Roberto Carlos em 2010(especie Pelé e xuxa), mas antes da fama em 2006, fez um disco de covers chamado "Dust In The Wind".
Kansas, The Who, The Cramberries, Simon and Garfunkel e uma versão do clássico hit "Nothing Else Matters" do Metallica!
Se bem que viro moda, Claudia Leite em Guns n Roses, ExaltaSamba em fear of the dark e a vida continua...

 Não acredita?

Judas Priest e Whitesnake (o ultimo)



Veja todos os shows em São Paulo

Concorra a pares de convite dos shows da lengendarias bandas do heavy metal de todos os tempos (os melhores) 

Deep Purple no Brasil em outubro

Banda retorna ao país pela 11º vez com miniturnê por seis cidades. Datas foram publicadas no site oficial do grupo na internet.


A banda britânica Deep Purple (Foto: AFP) 

Depois de 10 passagens pelo Brasil, o Deep Purple anunciou mais uma vinda ao país.
Desta vez, a miniturnê da banda britânica foi agendada para outubro e incluirá as cidades de Belém (5), Fortaleza (7), Campinas (8), São Paulo (10), Belo Horizonte (11) e Florianópolis (12), segundo informações do site oficial do grupo — na capital paulista, o show será realizado no Via Funchal.

A atual formação traz Ian Gillan (vocal), Roger Glover (baixo), Ian Paice (bateria), Steve Morse (guitarra) e Don Airey (teclados) — o guitarrista Ritchie Blackmore e o tecladista Jon Lord deixaram o grupo nos anos 1990 e 2000, respectivamente .

O repertório dos shows vai contar com antigos sucessos, como a mitológica "Smoke on the water", "Lazy", "Strange kind of woman" e "Hignway star", além das canções de "Rapture of the deep" (2005), seu mais recente álbum de estúdio, relançado agora em edição especial.

Criado em 1968, na Inglaterra, o Deep Purple se firmou durante a primeira metade dos anos 70 graças a discos como "In rock" (1971), "Machine head" (1972) e o ao vivo "Made in Japan" (1972). Após uma parada entre 1976 e 1984, a banda voltou à ativa com o álbum "Perfect strangers" (1984).

DEEP PURPLE EM SÃO PAULO

Onde:
Via Funchal - Rua Funchal, 65 - Vila Olímpia
Quando: 10 de outubro (segunda-feira)
Horário: 22h
Quanto: entre R$ 130 (pista) e R$ 300 (camarote)
Onde comprar: nas bilheterias, das 12h às 22h (de segunda à domingo) e no site www.viafunchal.com.br
Informações: www.viafunchal.com.br ou (11) 3846-2300
Classificação etária: 12 anos

Judas Priest e Whitesnake

Judas Priest e Whitesnake farão shows no Brasil em setembro. (Os melhores do mundo)
As bandas de heavy metal sairão em turnê conjunta e já confirmaram as datas em que tocarão no País em seus sites oficiais.
O Judas Priest anunciou que esta será sua última turnê - Chris Pizzello/ AP

O Judas Priest anunciou que esta será sua última turnê (infelizmente)
Os grupos repetirão o feito de 2005, quando se apresentaram juntos em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. (eu fui *-*)
 Neste ano, o Rio Grande do Sul está fora do roteiro, que desta vez passará por São Paulo, no dia 10, Rio, 11, Belo Horizonte, 13, e Brasília, 15. As bandas tocarão ainda na Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Costa Rica e México.

A pré-venda para os shows, com exceção para a apresentação na capital paulista, começam no dia 7 de junho para clientes da Credicard, Citibank ou Diners. Para o público geral, os ingressos começam a ser vendidos no dia 14, no site da T4F. Os preços para todos as apresentações e as datas para vendas em São Paulo não foram informados.
Recentemente, o Judas Priest anunciou que essa será sua última turnê mundial. A banda deverá tocar os sucessos dos 40 anos de sua carreira. Já o Whitesnake, deve trazer o repertório de seu último disco, Forevermore, lançado este ano.
 

Red Hot Chili Peppers

Apresentação acontece em 21 de setembro, com abertura do The Foals

Os integrantes da banda Red Hot Chilli Peppers, que estarão em setembro no Brasil.  (Foto: Divulgação) 
Os integrantes da banda Red Hot Chilli Peppers,
que estarão em setembro em SP e no RJ.
(Foto: Divulgação)

A banda de Red Hot Chili Peppers fará show em São Paulo no dia 21 de setembro, na Arena Anhembi. O grupo californiano já havia sido anunciado como uma das principais atrações do Rock in Rio, em 24 de setembro.

A apresentação da banda liderada por Anthony Kiedis será baseada no disco mais recente, “I’m with you" (2011). A última passagem do Red Hot Chili Peppers pelo Brasil aconteceu em 2002, durante a turnê “By the way".
 O show de abertura ficará por conta dos ingleses do The Foals, que lançou em 2010 o álbum "Total life forever", apontado como um dos melhores daquele ano pela revista NME.

Formado em 1983, o grupo de Kiedis, do baixista Flea, do baterista Chad Smith e do guitarrista Josh Klinghoffer tem 10 álbuns lançados e é conhecido pela mistura de punk rock e funk. A banda já vendeu 50 milhões de discos, ganhou sete prêmios Grammy e, em 2008, recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

Antes do Brasil, o Red Hot Chili Peppers passará pela Colômbia, Peru, Chile e Argentina.

Os ingressos para o show em São Paulo começarão a ser vendidos no próximo dia 5 de julho, na bilheteria do Estádio do Morumbi, e custarão R$ 200 (pista) e R$ 500 (pista premium). Informações sobre outros pontos de venda de ingressos estão no site oficial da turnê brasileira.

Blind Guardian e System of Dawn em São Paulo


Saxon em Fortaleza.

Data: Quinta-feira, 20 de Outubro
Local: Barra Biruta
Avenida Zezé Diogo - Praia do Futuro, 4111 - Fortaleza - CE
Horário: 21h
Bandas de abertura: Dark Side - 19h / Motorocker 19h45
Ingressos
Pista - 1º Lore Promocional - R$ 70,00
Vendas online: http://ticketbrasil.com.br/show/saxon-ce/

 


System of Down, uma das maiores banda de heavy metal da atualidade.
Data: Sábado, 01 de outubro de 2011
Local: Chácara do Jockey Avenida Pirajussara, S/N - São Paulo - SP

Blind Guardian banda de power metal Alemã, influenciados pela cultura medieval e nas obras de J.R.R Tolkien, a banda lançou seu novo album em 2010 “At the Edge of Time”, que será apresentado no Brasil com a turnê

Data: 09 de setembro/2011 (sexta-feira)
Horário: 22h
Abertura da casa: 20h
Local: Rua Funchal, 65 - Vila Olimpia
(11) 3846-2300
www.viafunchal.com.br

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Pearl Jam em Novembro.

Além dos shows no Morumbi, banda toca no Rio, Curitiba e Porto Alegre. Ingressos para apresentação começam a ser vendidos em 25 de agosto.

Foi anunciada nesta sexta-feira (19) uma segunda apresentação do Pearl Jam no estádio do Morumbi, em São Paulo. A informação foi confirmada pela produtora Time For Fun.

Além das datas anunciadas anteriormente, o quinteto tocará no dia 3 de novembro. As entradas para o show em SP no dia 4 do mesmo mês já estão esgotadas.

A pré-venda para fã-clube da banda começa no sábado (20) e a venda para o público geral começa na próxima quinta-feira (25). O grupo de Eddie Vedder retorna ao país em novembro com a turnê que celebra os 20 anos do grupo.

Os shows serão em São Paulo (dias 3 e 4, no Morumbi), Rio (6, na Apoteose), Curitiba (9, no estádio do Paraná Clube) e Porto Alegre (11, no Estádio do Zequinha). Os ingressos para os shows são vendidos para o público em geral a partir de 1º de agosto pelo site da Tickets For Fun (www.ticketsforfun.com.br), pelo telefone: 4003-5588 ou pelas bilheterias oficiais.

O Pearl Jam foi formado em Seattle em 1990. O grupo é formado por Eddie Vedder (vocal e guitarra), Jeff Ament (baixo), Stone Gossard (guitarra) e Mike McCready (guitarra). O baterista Matt Cameron se juntou ao grupo em 1998 após sair do Soundgarden.

A banda grunge americana já vendeu cerca de 60 milhões de álbuns ao redor do mundo. Dentre seus hits estão "Black", "Jeremy", "Even flow" e "Alive".

Veja os valores das apresentações abaixo:

Pearl Jam no Brasil

São Paulo (Estádio do Morumbi)
Pista – R$ 190
Cadeira Inferior A – R$ 340
Cadeira Inferior B – R$ 340
Cadeira Inferior B (PNE) – R$ 340
Cadeira Superior Azul Premium – R$ 380
Cadeira Superior Laranja – R$ 380
Arquibancada Azul – R$ 240
Arquibancada Vermelha – R$ 240
Arquibancada Vermelha Especial – R$ 240
Arquibancada Laranja – R$ 240

Rio de Janeiro (Apoteose)
Pista 1 – R$ 350
Pista 2/Arquibancada – R$ 250

Curitiba (Estádio do Paraná Clube)
Pista 1 – R$ 300
Pista 2 – R$ 200
Cadeira Descoberta – R$ 220
Cadeira Coberta – R$ 250
PNE – R$ 100
Arquibancada – R$ 100

Porto Alegre (Estádio do Zequinha)
Pista – R$ 180
Arquibancada – R$ 150
Cadeira – R$ 200

Fonte: G1

Ring Starr band no Brasil

Ringo Starr no Credicard Hall
SÃO PAULO (Show 1)
Serviço: Ringo Starr & All Starr Band
Realização: TIME FOR FUN
Apresentação: NEXTEL
Local: Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.981 - Santo Amaro – SP

Central de Vendas Tickets For Fun: 4003-5588
Data: Sábado, 12 de novembro 2011

Horário show: 20h30
Duração do show: aproximadamente 2h

Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 12 anos; 12 anos e 13 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais); 14 anos em diante: permitida a entrada (desacompanhados).

Capacidade: 5860 pessoas

Meio de Pagamento Preferencial: Credicard

- Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet ou telefone).

- Clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda e poderão adquirir ingressos entre os dias 11 e 17 de julho de 2011.

- Clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners que efetuarem compra via internet até 72 horas antes do evento, serão isentos de taxa de entrega.

- Clientes do cartão de crédito MasterCard podem optar pela tecnologia MasterCard ShowPass, no qual o cartão vira ingresso. Mais informações no site: www.mastercardshowpass.com.br


- Vendas limitadas a 08 ingressos por pessoa

HORÁRIO DA ABERTURA DAS VENDAS

A pré-venda para clientes Credicard, Citibank e Diners abre no dia 11 de julho (a partir da meia-noite) e as vendas para o público em geral no dia 18 de julho (a partir da meia-noite) nos seguintes horários, de acordo com os locais:

Internet (informações e vendas) — Tickets For Fun (www.ticketsforfun.com.br), a partir da meia-noite.

Telefone para vendas — 4003-5588 (válido para todo o país), às 9h

Pontos de Venda Tickets For Fun – às 10h

http://premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency.aspx, às 10h

Bilheteria Oficial – Estacionamento Credicard Hall, às 12h (meio-dia)

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA


Estacionamento anexo ao Credicard Hall - diariamente, das 12h às 20h - Av. das Nações Unidas, 17.981 - Santo Amaro – São Paulo (SP)

LOCAIS DE VENDA - COM TAXA DE CONVENIÊNCIA

http://premier.ticketsforfun.com.br/content/outlets/agency.aspx

Central Tickets For Fun: por telefone, entrega em domicílio (taxas de conveniência e de entrega) — 4003-5588 (válido para todo o país), das 9h às 21h - segunda a sábado.

Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br (entrega em domicílio - taxas de conveniência e de entrega)

Formas de Pagamento:

Dinheiro, cartões de crédito American Express, Visa, MasterCard, Diners e Cartões de Débito Visa Electron e Rede Shop.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Perder la ternura jamás

"O socialismo não é uma sociedade beneficente, não é um regime utópico, baseado na bondade do homem como homem. O socialismo é um regime a que se chega historicamente e que tem por base a socialização dos bens fundamentais de produção e a distribuição equitativa de todas as riquezas da sociedade, numa sitação de produção social. Isto é, a produção criada pelo capitalismo: as grandes fábricas, a grande pecuária capitalista, a grande agricultura capitalista, os locais onde o trabalho humano era feito em comunidade, em sociedade; mas naquela época o aproveitamento do fruto do trabalho era feito pelos capitalistas individialmente, pela classe exploradora, pelos proprietários jurídicos dos bens de produção."

"Não nego a necessidade objetiva do estímulo material, mas sou contrário a utilizá-lo como alavanca impulsora fundamental. Porque então ela termina por impor sua própria força às relações entre os homens."
 "Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros."

Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário.

"Déjeme decirle, a riesgo de parecer ridículo, que el revolucionario verdadero está guiado por grandes sentimientos de amor.."
"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás." Che Guevara



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cinema Brasileiro

O Cimema brasileiro atualmente vem tendo varios lançamentos, cresceu em produção audivisual como novos e mais modernos equipamentos utilizados em filmes hollywoodianos. Mas é inegavel que o cinema brasileiro vem atravessando uma maré de azar desde suas origens, uma fase dificil que vai perdurar por mais tempo.
É frustante o numero de jovens correndo atras do cinema, querendo fazer filmes e acabam tendo influencias erradas, fazendo a mesma gozação, o mesmo drama (se é que existe no Brasil), o mesmo cotidiano, a vida urbana brasileira, as drogas, corrupção, favelas, o samba, praias e mulheres despidas. Acabam fazendo algo comum e quando perdem a categoria do Oscar de filmes estrangeiro ficam chateados. Isso vai mais alem de votar no Cristo como maravilha do mundo e mostrar isso em um filme. Cada vez tentam cultivar aquela coisa de "orgulho nacional" que no final sabe se la onde esta o contexto que gostariam de apresentar.
Um filme ítalo - franco - brasileiro  de 1959, dirigido por Marcel Camus, unico vencedor do Oscar de filmes estrangeiros. E mais bem sucedido.

Sabemos que os americanos são superpatrioticos e que gostam de esfregar a bandeira na cara do teleespectador em qualquer cena e em qualquer frase - vejamos os franceses, o mesmo grau de patriotismo sem a necessidade de esfregar aquelas cores na sua cara e se mostra uma digna produção no cinema mundial. O problema é que o brasileiro busca confrontar cultura com as demais. É feita de tal maneira repetida e inculcada na cabeça dos pobres jovens aprendizes que fazem nos documentarios a longas aquilo "vergonha de uma nação".

Um filme brasileiro-estadunidense de 1985. Dirigido pelo cineasta argentino Hector Babenco
Isso quando não acaba acontecendo que o mais diversificado e menos cultural filmes que temos hoje, vem com a mesma tradição americana, a bandeira dos states, atras de um presidente negro, com vilões mexicanos, um galã e uma musica especie "senhor dos aneis", mas isso é só um dos lados menos pior.
O pior mesmo é quando tentam fazer biografias! Com os artistas de sempre (Globo), depois que esse filme é assistido em algum evento cinematografico internacional como Festivais e derivados, recebe sempre o mesmo comentario, " Contemplamos mais um bom filme e é incrivel como cada vez mais a industria cinematografica brasileira vem crescendo". Vem crescendo a muito tempo ja!

Ou uma simples frase que saimos manjando o filme inteiro como "O maior roubo a banco da historia do Brasil".
Logico que o objetivo de um filme é entreter, entrosar sempre. Historia nós brasileiros sabemos contar bem e nem precisamos ser patrioticos ou dramaticos para isso, mas precisamos saber como levar isso ao filmes, talvez falta uma pimenta, uma coisa que fuja um pouco da nossa sociedade, uma linha musical de efeito, novos artistas que não faltam nesse pais e jogar menas propagandas de pobreza. Com uma radicalização o cinema brasileiro venha a ter cara de filme e não de novela.
De 2002, dirigido por Fernando Meirelles



Oscars 2004 (EUA) - Cidade de Deus (Um dos filmes brasileiros mais bem sucedido no Oscar)