sábado, 30 de outubro de 2010

Sei la quem sou

Será que sou um reflexo?
uma miragem, talvez uma paisagem
Ou apenas uma montagem
De um teatro alucinado sem cor
Ou uma vida sem dor ou amor

Sei lá de que lar
Sou o externo que sofre sem ver o interno
uma mente atordoada sem o inferno
aquele que revela o que não deveria revelar
Que sofre sem amar e vive sem desejar.

Sou como uma estatua sem vida
um desabafo da silenciosa solidão
A unica estatua que não se creem
uma estatua sem retidão
uma que tampam os olhos para não verem.

Sei la o que sou!
Não sei onde foi meu resgatador
é como uma vida sem rumo, torta
Num mundo de pessoas torvas
sou um pecador como todos os alucinado
sem amor, aprendendo o terror
de nunca ser olhado.

Priscila Faria

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Tu 70, Eu 2000

Dura tentativa de querer ser alguem. Peste de pernas por ar, unhas derretidas da amargura dos anos da vida.
Velhos tempos da riqueza da liberdade, do andar entre as nuvens das estradas perdidas; perdidas pelo conhecimento. Acompanhada pela loucura pura, dos companheiros sem sombra, aqueles da desvatidão, daqueles que surgem do aleatório, tua vinda não tinham vez, nunca sabiam de tuas artimanhas. Quanta alucinação; alucinação reclinada para a estrada, reclinada para a tempestade cheia de trovões barulhentos, reclinada pelos palcos do rock and roll, armada pelas pernas cheia de pânico: do pular, do gritar,  enlouquecer, flertar, etc etc. Tempo do descobrimento do brilhantes da velharia, dos de hoje que são mortos e trancafiados pelo esgoto ao seus pés. Tua garganta raivosa clamava a liberdade; do proprio povo. Clamava pela exultação da estrada, da velha estrada que segui com meu jeep negro, aqueles com quem viajei seguindo o rumo afora. Velhos conhecidos do cotidiano de que apenas me lembro hoje, pobres, morreram desolados pela angustia dos anos, pelo entardecer das epocas, pelo destruir dos sonhos, das noites, das bebidas, das companhias, musica, ruas; vagabundas, da estrada dos trovoes barulhentos, dos palcos do rock e o rosto dos jovens.
Dura tentativa de ser alguem hoje. Das perna moles e rugadas, tortas e quase morta, não posso nem fugir, fugiria para onde se não para o túmulo?

Priscila Faria

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Mais um final"

  

Para Guilherme

"Sinta alguma coisa"
e não pense em não acreditar.
Assim como o vento que sente e não vê

 

Final. Jamais acreditei no final, mas ... eles existem.
Finais sempre são tristes e deprimentes, algo de ter de continuar, algo de morte, tristeza e etc.
Passei por um final... daqueles bem trágicos, retratando vida e morte e nada mais foi comum aos meus olhos.

Tudo parecia inevitável, meu time de futebol favorito jogou mês passado, estava ansioso para assitir a tudo isso com a galera lá em casa, acabou não dando certo. Ninguem apareceu, não sei se foi por compaixão, fraternidade ou amor. Só pude saber de sua vitoria ao ouvir os gritos desesperados dos jovens e idosos nas ruas, prédios e derivados.

Mais uma vez, naquele mês fiquei sabendo que alguns amigos estava, organizando uma ida ao cinema, imperdivel, o filme que esperava assistir por dois anos de longas gravações, minha angustia era tanta em apenas imaginava o rosto desses personagem, as mudanças de visuais, falas e essa coisas como todo bom filme que se preze. Esperei tanto que o cinema ja tinha finalizado a sessão do filme,  nem soube do dia, nem a hora, nem mesmo o motivo deles não terem me chamado, não sei se foi por compaixão, fraternidade ou amor. Soube de alguns detalhes, pelas minhas vizinhas eufóricas comentando sobre o filme.

Mais uma vez, naquele mês foram jogar uma pelada aqui perto da rua, fiquei desesperado esperando para ver como ficaria a nova formação. Sofri para colocar toda aquela roupa ou simplesmente para saber o lado certo de cada uma, para milagrosamente adivinhar os pares, algumas coisas deram certo no final, consegui colocar o uniforme, mas acho que esqueceram de me avisar sobre o jogo. Não sei se foi por compaixão, fraternidade ou amor.

Mais uma vez, naquele mês a tão aguardada formatura de minha namorada, que acabaria de completar seus anos de estudo e formar-se como uma dentista, estava eufórica em exercer sua profissão o mais rapido possível e ter seu nome escrito em um daqueles cracházinhos dizendo "DRa Juliana Alves". As horas passaram e ninguem veio me buscar para estar pelo menos presente a essa tão esperada festa, realmente eu não esperava perder isso, mas perdi. Por amor não foi.

Uma vez em outro mês aguardei incansavelmente que ela viesse em casa como fazia sempre, fins de semana era sempre uma loucura. A unica namorada que eu sempre gostei, e não enjoei apesar de quase um ano de namoro. Infelizmente ela esqueceu de vim na semana, ela me ligou e avisou dando seus motivos, mas era visível, cansada com a temporada de seu novo trabalho, estava extremamente exausta.
Na próxima semana eu tambem esperei com a mesma ansiedade, pois sempre era bem escasso os momentos que nos ficavamos juntos, não sei o que acontece, mas ela não apareceu, dois dias depois ligou dizendo que tinha de viajar por uma semana com os teus chefes, coisas de trabalho e afins.
Tempo vai, tempo vem, ela não ligou nem para dizer um 'como vai", com o celular sempre desligado ou sem sinal, eram impossível a comunicação. Semana depois ela liga dizendo que não pode ligar, pois estava ocupada, contando de suas tarefas e desligou espontaneamente ou melhor caiu a ligação. As semanas passavam e ela não aparecia, nem no feriado, nem nos finais de semana, nunca mais apareceu.
No proximo mês resolveu ligar e dizer o que queria dentre um mês inteiro, não falou nada de mais, apenas sobre conhecer alguem diferente apaixonar-se e dizer para dar aquele tão ridiculo "tempo".

Semana passada, tentei fazer algumas coisas que não fiz dentre esses ultimos meses. Por compaixão, fraternidade e amor.

Embrulhei uma sacola numa bola e começei a chuta-la.
Tentei pela primeira vez ter uma percepção auditiva maior. Ouvindo o som dela indo e vindo, era o jeito para caminhar atras dela, passava entre um perna para a outra para tentar manter seu controle.

Um de meus amigos me contou todo o decorre do filme, apesar de não ter nehum livro sobre tal, era o jeito. Contou-me detalhes das caracteristica dos atores e cenários, recuperei mais uma parte perdida.

Lógico que algumas coisas não recuperei, ver o filme, ver a vitória de meu time, ter o amor de minha querida namorada novamente, mas algumas coisas, são realmente dificeis para nós.
Pobres e imcompreendidos aqueles cegos de mente e de coração.
Meu final valeu a pena, aprendi a sentir mais aquilo que nem com visão conseguia ver.
Hoje sou campeão Brasileiro de Futebol de Cinco.


Priscila Faria
Fatos reais

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Feminino - Ser ou não ser?


Eu queria ser mulher
Gostar de rosa
Dançar balé
Dizer: eu te amo
Se maquiar
Delicadeza no minimo
Não raciocinar
Ser carinhosa
De homens falar
Xingar de horrorosa
Romantizar
Não horrorizar
Por fim
Sabe o que la que sou
Tu não tem instinto materno
Fala que nem macho
Tu anda de jeito estranho
Não usa salto
Fala em futebol
No bar se enche de alcool
Moda?
Droga!
Mulher! Tu enche o saco!

Priscila Faria

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

The runaways

The Runaways - Garotas do Rock é a cinebiografia da banda que se tornou famosa por ser composta somente por mulheres que tocavam rock and roll. O filme aborda o período entre 1975-1977 do ponto de vista de Cherie Currie (Dakota Fanning), a vocalista da banda.

domingo, 24 de outubro de 2010

O pequeno príncipe

Algumas pessoas são estrelas. São criaturas estranhas e adoráveis e com certeza não pertencem a esse mundo. Pertencem há alguma estrela não tão distante de nós, e quando olhamos para o céu, sabemos que em algum daqueles maravilhosos pontinhos brilhantes que iluminam nossa noite, lá estará ela. São os pequenos príncipes e raposas que surgem assim, do acaso, e se vão tão logo quanto vieram. Esse tipo de pessoa, te cativa, e quando somem, por mais difícil que possa parecer, sim, você lucrou. Por causa das pequenas coisas. Por causa da cor do trigo. E o segredo, é tão simples...: "O essencial é invisível aos olhos". O que faz de alguém importante, diferente das outras milhões iguais a ela, é o tempo que você a dedicou. E você será sempre responsável por aquilo que cativou. Eu conheço uma raposa. Ela me cativou, e será eternamente responsável por isso. E eu terei a cor do trigo, da chuva, e quando olhar as estrelas, saberei que ela está lá. Que você estará lá.


Leiam "O pequeno príncipe", de Antoine De Saint-Exupery.

Beijos.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Nordestino

O Nordestino

A passos curtos anda Raimundo
Pois cansou-se da viagem
Pau-de-arara veio cheio
Abufelou-se com uns cabras

Brocoió desde pequeno
Chegou hoje em São Paulo
Caqueou por trabalho
Custou a encontrar

Gente estranha de São Paulo
Enfezaram-se com seu jeito
Mangaram de seu peito, do seu jeito e seu gingado
De vagabundo foi chingado
Um fuzuê foi então armado

Raimundo, judiação,
Ficou quase sem pão
Liso, quis ir embora, voltar para seu mundo,
Pobre, vagabundo, voltou para o sertão

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Lembranças do Velho - conto

Capitulo X - De Amor?



-De novo! Não vê que não quero ficar longe. - indaguei, imcompreendido e duvidoso.
-Se você fosse mais responsável e soubesse arcar com suas artimanhas, não seria mandado para uma escola longe, contanto...- interreompi, imitando sua voz, vamos dizer um pouco infantil e ridículo.
-Contanto que não me queres por perto, minha mãe, não vês que ja estou fluente em tudo o que é linguas ou habil em cálculos, ciências e toda trajetória que papai queria que eu fizesse, o que mais queres que eu aprenda, pois farto estou.
- Contanto que não fiques ai armando peças para com os outros ou roubando pertences alheios. - Furiosa, apenas achegou-se até mim, com as mãos postas a cintura, olhar forte, porém calculista.
-Desculpe minha mãe pelo meu tom, mas creio que não creais que nada roubei pois quantas foram as vezes que nada fiz, mas como consolo me condenaste. Portanto mande-me para França, Italia ou seja onde quiseres, pois se és isto que me impõe, com sua licença. - Me retirava aos pouco.
-Não terminei de falar Frederico - Disse ela com teus olhos franzidos e mesma posição.
- Não há nada mais o que falar mamãe, sua mensagem é esta só entrega-me a passagem na hora devida. - Sim admito minha desobediência com minha pobre mãe, mas incontrolável era a situação, acho que agora sim me revelei um verdadeiro ladrão nesta sociedade tão exata.
- Apenas arrume suas malas, iras para casa de teu pai.

Jumento sou terei de ir para tal local. - remoei-me só de pensar ficar afastado de minha doce Catarina novamente. Isso é o que acontece quando me comporto como o estado fisico que sou; Um moleque.
O que pensais o que me faz, afundando-me em outras linguas ou cultura.
Nem todo o homem sábio é aquele graduado. Infelizmente papai não pensava assim, obrigando-me a ser o que quer.
Papai era por dentro um grande alucinado, pois tive a quem puxar, apesar de trancafiar-se dentro do esconderijo em seu coração, via a alegria mórbida e oculta que tenta esconder , é simplesmente fasntastico o modo de como agir, Infelizmente é cruel ver o que o viver faz com uma pessoas, tornado-a casca grossa em todos seus movimentos. É como diz um velho provérbio, basta cada dia o seu proprio mal.

Detesto relembrar corversas desafiadoras que tive com papai, mas é o que anima uma história.


-Meu filho! O que espera de teu futuro? - Perguntou papai, descaradamente uma pergunta tão popular.
-Acho que descobrirei isso quando puder viver. - Sei que errei ao responder, mas tudo faz parte.
-Por que me responde assim.
-Por que me faz pergunta assim.
-O que achas que é?
- O que achas que sou? Posso ter meus miseros anos de vida, mas minha mentalidade é diferente.
- Voce é um rapaz irresponsável como qualquer um de sua idade, não olha para seu futuro, não ve o que planta é o futuro que colheras, roubando, desrespeitando, desobedecendo, não ves ai um futuro ladrão?
Busque um grande futuro, estude meu filho, tu realmente fez uma grande escola de cultura, mas como ter um vocabulário tão execelente e não saber interpretá-lo. Esse grande futuro está no que faz hoje.

Grande futuro! Isso corroia-me por dentro, devolvia-me a ira.
Isso é ambição. Uma idéia vomitava outra, assim como papai e mamãe, agora sei porque se separaram, pois um espelha o outro, creio que esse é o motivo, a ignorancia de aceitar o outro; pois bem eu tenho de aceitar ambos.
Grande futuro? Que tal médico, arquiteto, advogado, político, um grande cientista, onde esta a reputação.
Uma vez na Itália, sempre na Itália, pois nesses últimos anos, o Brasil reflete a europa de ombros a ombros, que cultura infeliz.
Pobre diabo é João, mas um que jaz no poder ilustre europeu, sendo que mineiro és, filho de escravo e espanhol.

Enquanto o maldito ônibus não chegava em seu destino, meus pensamentos, tomavam-me
E assim desembarquei.
Na frente papai esperava-me ansioso para encaixar-me o "direito", é o direito para que talvez um dia pudesse ter o quão outros tinha. Pensando bem, talvez com tal aprendizado posso provar o que não fiz  e que me culpam, pois creio que somente com um diploma os convenceriam, pois do que se trata? Um advogado, formado, já homem de verdade e que se preze, isso os convenceriam de qualquer coisa.

Horas vinham e iam, papai e eu conversavamos. Nos estavamos numa casa velha antiga de propriedade dos Andrades, cujos não os conhecia. Uma reunião longa, chata, desumana e inútil sobre o destino da propriedade de um pobre coitado que apesar de velho, assaltado e quase morto de tantas doenças, teve sua casa pega por dever em jogos e sua propriedade confiscada pela polícia.
Meu pai, forçou-me a palpitar, mas eu é que não podia nem queria palpitar, pois seria uma grande catástrofe, um escandalo prestes a voar do meus nada delicados lábios.

Papos afins, rotina diárias, quase dois dias e seis horas, apenas aprendendo a ser um advogado, papai tentava-me enculcar-me postura de um advogado. Decorei tantas leis absurdas e creio que ate mais do que devia.
O unico momento que podia ao menos cheirar bom ar, desperdiçava-os tambem em papéis, sim cartas, cujo escrevia toda noite para Catarina.  Ainda não sei onde achei tantas palavras para expressar saudades.
De noite escrevia, delirava em desejos, emoções, contradições e amor: apesar de esconde-lo.
As tardes vagava os quarteirões, as ruas, sempre recolhia-me ás oito horas e derivados para papai não preocupar-se.
Não podendo dormir, agarrava os livros que João mandava-me e os devorava. Livros tolos. Amor e seus aliados.
Na rua o frio, a noite parecia muito densa para oito horas apenas. Quantas eram as mulheres que saiam de seus lares para simplesmente ocupar-se no ato de vadiar.
Lindas eram, porém tolas como só elas, algumas esperavam o amor daqueles que abordavam.
Amor?
O que será que significa tamanha palavra, pois pelo amor apenas colhi sofrimento, é como diz mamãe, amor é sofrer, amar é morrer, será que elas sofrem?
Quantas eu olhei, gostei, olhavam-me como um homem, talvez infelismente não as observava como Catarina, maldita!
Por um momento pensei na consequências de amar e não poder descobrir um novo e tão esperado amor.
Juro que pensava em entregar-me a loucura, talvez ter todas essas mulheres para esquecer uma e viver no meu castigo na Europa, pelo menos ter uma vida de homem, como papai, correndo atras dessas mulheres e mulheres a sua porta.
Desejo não faltava ao fato de ver mulheres tão belas a ponto de ofuscar-me com seus olhares e entregar a virgindade da adolescencia por alguma vez. Catarina! porque tinha de esxitir? Maldita!

Dia seguinte; Passagem, Italia, como esperava.

veja os Capitulos de 1 a 10

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lembranças do velho

Capitulo VIII -  Velho Malandro

No dia seguinte e de castigo, fiquei debilitadamente no quarto, nada vinha-me a cabeça. Então veio-me a brilhante ideia de agir como um menino, pular a janela era fácil, ja subir era uma grande tarefa, mas nada que ja tinha observado, pular a janela como todo menino que se preze para escapar ileso de um castigo.  Fui novamente na casa do velho homem que vendia suas bugigangas. Vi o livro que queria, aquele mesmo que anteriormente comentei. Peguei algumas moedas no bolso e dei em troca do livro, para este pobre qualquer coisa era lucro.
Finalmente poderia contentar-me com algo para ler enquanto estivesse de castigo.
Subi pelo poste de luz, passei entre uma árvore e pulei novamente para o quarto. Quando finalmente sentei e relaxei, orando para que ninguem tenha visto, foi quando escutei altos toques na porta, papai atendeu, em breve um sonoro "Frederico", desci pulando.

- É esse quem procura - Disse papai.
- Este rapaz pegou meu livro. - Disse o velho, isso mesmo meu caro, o velho das bugigangas.
- O que? - sem entender perguntei - Que livro falas
- Daquele que me tomaste! - exclamou o velho
- Explique-se Frederico? - Quando papai ficava furioso, seu rosto refletia um tomate.
- Não sei de que se trata, como explicarei - Respondi.
- Não faça-se de tolo, pegaste meu livro agora, ladranzinho?
- Não dei-lhe dinheiro?
- Então confessa que pegou o livro - Disse papai -Que livro é esse e como pegou se estava de castigo no quarto.
- Acho que não presta a devida atenção a seu filho.
- Meu senhor...
- Devolva pois tenho mais o que fazer, ou entregarei-os a policia por roubo.
- Frederico vá buscar o livro.
- Mas pai... - bruscamente interrompido.
- Explique-se depois.

Subi as escadas correndo peguei o maldito livro e ouvi a amargura de papai.
- Por onde saiu?
- Pela janela.
- Além de desobedecer-me ainda rouba um livro.
- Mas meu pai, não o roubei.
- Estes são os modo como te educam. - Agora papai culpava minha mãe e familia como sempre
- É este mesmo, obrigado - Sarcasticamente disse o velho - Mas olhe como esta razurado, não aceitarei de volta, quero  o custo.
- O que? - Disse papai
- O que ? - Perguntei - Acabei de pagar-te.
- Roubo não é pagamento. - Ironico como sempre, respondeu.
Indignado papai deu-lhe dinheiro até mais o que valia cujo livro velho.

O velho retirou-se, enquanto papai fechava a porta.

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Capitulo IX - De  Silêncio daquele inesperado.

Na porta da casa de mamãe estava eu calado com o rosto embrulhado e olhos fundos.

- Frederico olha o que pensa teu pai da educação que lhe damos.
Não respondi, apenas fiquei calado, esperando que ela tambem ficasse, infelizmente não foi bem o que aconteceu.

Novamente de castigo, agora sendo vigiado por João passei apenas a estudar.
Passava-se os dias e meu francês refinava-se espontaneamente, apesar de meu pouco intusiasmo a aprender.
Proibido de falar uma só frase de desespero, decorando o que me impunham, longo são os dias.
Senti a falta da companhia de minha amada amiga, "por onde andava tamanha formosura?" - Perguntava-me e se bem que hoje ainda pergunto.
- Frederico, pode descançar um pouco, pois teu pai acabou de comunicar a sua mãe que quer falar com você.
Não expressei emoção, nem mesmo no oculto, já poderia saber o que era, novamente a proposta de mandar-me estudar nos quintos, conforme tinham comentado.
Ao menos pude levantar-me e esticar as pernas, pois quantas semanas fiquei sentado sobre uma cadeira estudando e escutando a voz de João.
Refrigerei-me no bom ar do jardim dos fundos. Observei a luz e os passáros que cantarolavam desesperadamente em algum lugar onde não podia ve-los. Enfim era uma sensação momentânea.
Encostei, fechei os olhos tentando relaxar, mas logo fui novamente atordoado. Mãos macias, tapavam-me os olhos, pensei que fosse mamãe, mas deparei-me com algo melhor de característica reforçada em minha mente.
- O que foi Catarina?
- Vi que voce estava aqui. - Disse ela sorridente.
- Como passa, por quanto tempo não a vejo para o meu padecer. - Encantado, apenas delirei.
- Ando bem - Ela virou-se ligeiramente olhando de lado para mim.
Cabelo preso como por um laço rosa, deixando-a ainda mais bela..
- Quando poderemos conversar novamente, Frederico? Ou foges de mim.
- Como pode falar isso. Como fugir? Se es contigo com quem quero estar.
- Voce vai voltar para a Europa?
- Não sei.
- Ouvi tua mãe dizer que o mandaria novamente para lá estudar. - Com um olhar estranho, comentou.
- Onde ouviu isso?
- Quando ela conversava com tua tia.
-Já falei sobre isso com ela, parace que me querem longe.
- Parece mesmo. Querem que voce vá embora.
- Pois bem, não irei.
- Nada o impediria.
- infelizmente tenho um impedimento.

Catarina sua avó lhe chama, não ouviu?
- Ouvi sim - Disse ela - Até breve - Findou
- Espere...

Foi-se em segundos.
Minha mente conturbada  me fazia lembrar de tudo em minha vida, aos olhos parecia-me muito aziago, pois sabemos que a história vem sendo narrada conforme os acontecimentos e vejo que toda a desgraça que me aconteceu vem sendo feita minha história, pois o que é a vida, senão desgraça.
Renunciei a tudo, confesso que me senti como um eco, um eco no fundo de um corredor vasto vazio, apesar de mais extrovertido que antes continuava taciturno perante as sensações que me vinham prontamente.
Pois bem, as horas fluiam uma a uma, as sombras assombrosas que surgiam nos corredores do jardim, faziam ficar-me temeroso, estava tudo perfeitamente iluminado, pretendia passar mais algumas horas ali, por fim, duradouro.
Amigos, ninguem me visitava, recomendei-me mentalmente  que me deixassem só, pois meu estado ladrão talvez assustava teus pais, para que más companhias, pensei; virei má companhia, pós atos de liberdade.

- Frederico, vai tua mãe o chama. - Como pensava, em questão de milésimos vem desgraças.

Percorri os corredores silenciosos, onde a luz do sol refletia entre as flores rosadas no jardim.
Ao fim, passava ali catarina e sua tia.
Contava meus passos vagarosamente, porém atrasando-me de chegar até minha mae. Contava as colunas dos corredores, as cores das flores, embriagava-me em lembranças dos cachos negros de catarina, de seu toque aos meus olhos, de sua suavidade de moça.
Ao fim do corredor, ninguem, apenas mais trinta passos da sala, onde estaria mamãe.
Um passo. Mas uma vez inesperada.
- Frederico - sussurrou Catarina aos meus ouvidos.
Estremeci apenas.
- Não vá sem despedir-se. - Disse ela onde ligeiramente apoiou-se em meus ombros e beijou-me a face.

Veio derrepente entre alguns momentos, sem palavras, sem ações e um instante para isso é muito pouco
Um gesto, por um simples gesto de ternura, mas espelhando compaixão por mim, dava-me um caloroso olhar entre minhas entranhas, com aqueles olhos de deusas, embora uma reclinada ironia no decorrer de teu apaixonante olhar. Nada lhe possa falar sem a ilustração de teus encantos. Nada lhe posso falar deste gesto tao amável...amigavel.

Perplexo, não á outra palavra. Perplexo.

-Frederico! - Um sonoro som, vinha da sala, onde mamãe observa-me parada, quieta, com o rosto vermelho, como pimenta. - o que foi que fez?
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Anteriores
http://nerwensurion.blogspot.com/2010/08/capitulo-vi-estante-de-papai.html (Parte 4)
http://nerwensurion.blogspot.com/2010/08/lembrancas-do-velho_22.html  (Parte 3)
http://nerwensurion.blogspot.com/2009/07/lembrancas-do-velho.html  (parte 2)
http://nerwensurion.blogspot.com/2009/06/conto.html   (Parte 1)

domingo, 17 de outubro de 2010

O que é punk?

Primeiro de tudo: eu sei. Eu sei que não entrei nenhum desses dias que prometi entrar pra escrever o diário do nosso Rorschach. Desculpem-me. E hoje o assunto não é Watchman.

"O que é punk" é um livro de Antonio Bivar, paulista e dramaturgo da marginália brasileira, lançado pela editora brasiliense e faz parte de uma coleção intitulada "Primeiros Passos". É de conhecimento dos leitores desse blog (Priscila e eu), que nós, autoras, somos punks, mas na verdade eu nunca busquei origem histórica mesmo conhecendo a história os precursores do movimento. E esse livro, trás o antes do punk, até a sua ascensão até sua queda, seja em Londres com Sex Pistols ou em São Paulo com Inocentes, e não só na música, como na moda, na literatura, filosofia, política e sobretudo nas atitudes. Explica a tão aclamada fama de 'vandalismo' que os punks receberam - injustamente - e como os garotos com tendências mazoquistas se aproveitaram desse slogan. O primeiro fanzine, Mark P., os primeiros punks no cinema, James Dean em "Juventude Transviada" o velho triângulo amoroso, divididos entre olhar estrelas e a incompreensão humana, uma atmosfera sufocante, criando o primeiro grito punk (embora transviado). Mark P., publica um artigo que pode ser lido como o manifesto de um pensador punk sobre a essência do movimento: "O punk quebrará todas as regras. Ele trará uma mudança que tornará o rock inglês muito excitante. Faz tempo que o rock vêm sendo um divertimento leve e, de tão seguro, já não amedronta mais os pais. O punk encherá de medo os fãs patéticos do rock que vêm se satisfazendo com merda há muito tempo. Anarchy (in the UK - Sex Pistols) é a música mais relevante dos últimos 12 anos. O punk não é só moda louca, é a realidade. Se as pessoas estão com medo do punk, a culpa é delas, porque elas não entendem a vida. A vida diz respeito ao concreto, ao fundo do poço, gente patética, aborrecida, e um índice de desemprego mais alto que nunca. O punk está ajudando a garotada pensar. É disto que todo mundo tem medo, porque existem muitos garotos pensando, atualmente. O punk reflete a vida como ela é, nos apartamentos desconfortáveis dos bairros pobres, e não o mundo de fantasia e alienação que é o que a maioria dos artistas criam. É verdade, o punk destruirá, mas não será uma destruição irracional. O que o punk destruir será depois reerguido com honestidade".
É a década da mudança.
Vale a pena ser lido. Aliás, é obrigatório que se leia esse livro. É um livro obrigatório para quem sabe pensar.


Juro, Rorschach não está esquecido, próxima postagem falamos dele.
Beijos.

Novos ares

- Para 2010

Um dia numa lanchonete
Ao qual perdi o tempo do equilibrio
Serviram-me amor
Com uma pitada de sal e uns bolinhos
Ofuscado, perguntei.
È doce?
É frio.
Mais uma vez indaguei
Amor com sal e frio?
Um prato conceituado nos dias de hoje

Irritado consigo e comigo
É lanchonete, não retaurante!
Se pode ter razão?
Simplesmente retirei-me

Foi comigo?

Prato do dia; Amor
Pede-se amor
Quente, amistoso, la parmegiana
Como degustava antigamente.
Dias terriveis são esses.
Pede-se amor
Ganha-se uma pitada de sal gratis e frio.

Priscila Faria

domingo, 10 de outubro de 2010

John e outras peripécias

Olá pessoas, dividirei esse post em alguns acontecimentos que valem a pena serem comentados!

1-

Lennon, o eternamente Jovem Lennon, completou ontem seus 70 anos. Não, não escrevi errado. Não é 'completaria', John completou. E assim como Elvis, continuará vivo para sempre. E pra quem nunca entendeu o "Elvis não morreu" eis a última chance: nos nossos corações, ele sempre estará vivo. Parabéns John, e obrigada mito, por ser tão humano.

2-

Segundo turno após a triste derrota de Marina. Tá ai uma tremenda peripécia, digo, se a candidata do nosso ilustrissímo presidente ganhar.
Outra, Tiririca ganhou, dá pra acreditar? êta paiszinho de merda viu? Mas as pessoas tem os representantes que merecem né. O que eu preciso mesmo é mudar de país.



3-

Dave Matthews Band está nesse exato momento se apresentando em Itu, e eu estou no meu sofá revesando entre escrever nesse blog e assistir Watchmen (assunto da próxima postagem). Peripéciaaa.

4-

Direto da G1:

"Estado de saúde da ex-BBB Mirla é grave". Coitada. MAS...What hell? Quem é Mirla?

"Belgadro tem mais de 140 feridos em sua primeira parada gay" Anotação mental: não mostrar minha carteirinha para algum Belgradiano (se é que isso existe). [/piada interna]

5-

Chega. Ia começar a falar das minhas peripécias pessoais, mas pra isso eu vou ao analista, certo? To deixando de ser a 'rainha do drama'. Ou não. Ou sim. Ou nunca fui. Ah, só como informe, aparecerei aqui dia 12, 13, 16, 21 e 1/11 para postar o diário de Rorscharch, vai ser totalmente cliché, postar cada dia um assunto do diário, mas foda-se. Outra coisa, dia 31 postarei sobre o Halloween, data que muito me agrada mas que é pouco divulgada no Brasil. Acham que é uma data pra se vestir de fantasminha, comer doce até explodir e....é, acham que é só isso. Vou mostrar que é sim tudo isso, e muito mais. Mas se até a pascoa acham que é só chocolate e esquecem o cara mais famoso do mundo: Jesus, como posso discutir? Enfim, beijos e até a próxima!

6-

Fim.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

John Lennon 70tão

John Winston Lennon, se estivesse vivo, estaria completando 70 anos amanhã. Nasceu em uma época complicada, bem no meio da Segunda Guerra Mundial, em 9 de outubro de 1940 na cidade de Liverpool, na Inglaterra. Filho de Alfred Lennon e Julia Stanley, recebeu o nome do meio em homenagem a Winston Churchill, então primeiro ministro britânico.
Foi fundador da banda The Beatles, junto com Paul McCartney, George Harrisson, Pete Best e Stuart Sutcliffe. Sutcliffe abandonaria a banda em 1961 e Pete Best seria trocado por Ringo Starr em 1962, para fechar a formação mais famosa e de maior sucesso da banda.

o site Google fez uma animação. veja

Johnny!!

O ator Johnny Depp surpreendeu estudantes de uma escola inglesa ao aparecer vestido nesta sexta-feira (8) como o seu personagem Jack Sparrow, da série "Piratas do Caribe". Depp foi à escola após receber uma carta de Beatrice Delap, de 9 anos, uma das alunas do colégio Meridian Primary School em  Greenwich, sudeste de Londres, em que pedia ajuda dele para se amotinar contra os professores.
"Nós somos um bando de jovens piratas em crescimento e estamos tendo problemas para nos amotinar contra os professores, e nós amaríamos se você pudesse vir e nos ajudar", ela escreveu.

Droga! não tive essa oportunidade na escola, os unicos que apareciam era os monstrinhos dos playcenter isso quando existia! vou pedir para ele vir ate minha faculdade para tirar alguns alunos de lá, onde ja se viu, nem o CQC quer ir nessa merda.

Festival de musica

O festival de musica, considerado como "Woodstock"  (no mundo deles), será transmitido pela Globo, com cinco programas. Com direção de Luiz Gleiser, serão apresentados por Danielle Suzuki.
 
Segundo a coluna Outro Canal, as apresentações vão ao ar após o "Supercine" no sábado (9), "Domingo Maior" no domingo (10) e "Programa do Jô" na segunda (11) e terça (12).
O diretor do programa global selecionou para exibição atrações dos dois palcos principais (chamados de Água e Ar). Com isso, no sábado serão exibidos partes dos shows de Los Hermanos, The Mars Volta e Rage Against the Machine. Já no domingo, Jota Quest, Capital Inicial, Regina Spektor, Sublime e Joss Stone.
Na segunda, Dave Matthews Band e Kings of Leon. Por fim, na terça, a Globo exibirá as apresentações de Queens of the Stone Age, Pixies e Linkin Park. E no domingo seguinte (16), vai ao ar um compacto com o que aconteceu de melhor no evento.
O canal de TV por assinatura Multishow também exibirá as apresentações, algumas inclusive ao vivo.

Enfim woodstock? acho que não! pra que tanto exagero!

domingo, 3 de outubro de 2010

Domingo

video

Dias

O livro dos dias - Legião Urbana


Ausente o encanto antes cultivado
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado
Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E teu desejo inverso é velho amigo
Já que o tenho sempre a meu lado
Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriagado pela fome
Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como bênção
Não esconda tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho
Força e cuidado
Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores

ARTE

Arte
Cativante
Monitora
Obcecada
Flexivel
Estonteante
Alucina e transborda o eu
mais um para dar-te glória
mais um para classifica-la
Imaginação flutuante
da plena distração
Autoridade em comtemplação
ARTE
Libertação do individuo
Dueto de emoções
Desencadeamento da mente
ARTE
Louca
Apaixonante
Calorosa
Manipulante
Obsessão 
Fascinio em alucinação
Alucinação vibrante
Arte
Libertação do dom
Dom da voz
Dança do corpo
Janelas do coração
Etc, etc.