sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Rapidinha

Regada a muita vodka com suco, deixo essa rapidinha faltando 1:30 para o começo de 2011.
Feliz ano novo, blá blá blá, prosperidade, desejos realizados, sete pulinhos mesmo que seja no chuveiro e enfim, que ano que vem seja ainda mais gostosinho que 2010.

When the night has come

Durante muito tempo fui do time 'anti-Yoko', por imaginar que ela teria separado uma das melhores bandas de todos os tempos: Beatles. Não é a primeira vez que ouço John Lennon, muito menos a primeira ves que ouço "God". Muita gente não entende a música, chama de anti-crista. Ignorância.  É um desabafo de John frente aos fãs revoltados, pela separação de beatles, eu inclusive, fiz parte desses fãs.


I don't believe in Beatles
I just believe in me
Yoko and me
And that's reality.
The dream is over,
What can I say?
The dream is over
Yesterday
I was the dreamweaver,
But now I'm reborn.
I was the walrus,
But now I'm John.
And so dear friends,
You just have to carry on
The dream is over.
"Eu não acredito em Beatles
Apenas acredito em mim
Yoko e eu
E essa é a realidade
O sonho acabou
O que posso dizer?
O sonho acabou
Ontem,
Eu era o tecedor de sonhos
Mas agora renasci.
Eu era a morsa,
Mas agora sou John.
Então queridos amigos,
Vocês precisam continuar
O sonho acabou."
 
Entendo o John. Finalmente sentiu novamente o amor tirado dele, do abandono de seu pai, da trágica morte de sua mãe, foi oferecido gentilmente por Yoko, e John aceitou. Finalmente John deixou de ser a morsa, simbolo de morte na cultura ocidental e virou John, se libertou de todos aqueles conceitos, todos aqueles rotulos. Pra quem não sabe, John fez a diferença como John. Libertou John Sinclair, provou a força do povo. Atrapalhou muito o presidente da época, Nixon, colocando flores dentro dos canos de metralhadoras. Abriu os olhos de um povo totalmente alienado, que vamos concordar: os americanos são patrioticos a ponto de se tornarem cegos. Mas John atrapalhou demais. Foi assassinado por um suposto fã. Acreditem no que quiserem, quem se torna fã de John pensa, não sai matando.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Natura Ekos

Na imagem acima, uma foto participante do concurso de minha autoria.
Para celebrar o Ano Internacional da Biodiversidade, o portal Natura Ekos lança um concurso cultural. Os vencedores vão embarcar em uma incrível viagem rumo à Amazônia para conhecer os milenares castanhais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, no Amapá, onde poderão acompanhar, de perto, o minucioso trabalho da comunidade na coleta da castanha.
Essa experiência será fotografada e narrada pelos próprios viajantes, e publicada* em uma edição da revista National Geographic Brasil. Para concorrer ao prêmio, escolha um dos biomas brasileiros (Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa, Zonas Costeira ou Marinha) e conte, através de fotos ou artigos inéditos e de sua autoria, qual é a sua história pessoal em relação a este lugar. Tem alguma lembrança especial? Presenciou alguma transformação importante neste bioma? Que inspiração esta paisagem lhe traz?
Envie seus trabalhos até o dia 31 de dezembro e boa sorte!

* A publicação será realizada na edição de Julho de 2011 por meio de um informe publicitário.

Texto retirado do site: Natura Ekos - Para maiores informações, clique em "natura ekos"!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Level Up

Os últimos dias tem sido corridos, então o 'momento bleach' durou um pouco mais do que eu esperava pessoal, desculpem-me por isso. Aconteceu uma série de coisas de novembro pra cá, e só não contei pois esperava uma confirmação, algo 'certo' para poder informá-los. Desde a fundação deste humilde blog venho contando a minha tragetória, óbvio que ninguém se importa e os intelectuais que costumam ler nosso blog não se interessam por esse 'diário', ou acham cafona, e é por isso que tenho evitado esse tipo de assunto. Tenho que agradecer essas criaturas um tanto quanto despresíveis, pois foi nessa paranóia que acabei desenvolvendo textos melhores para impressioná-los, assim como poesias, crônicas e inclusive livros de ficção que estão em progresso nesse exato momento. Descobri então uma criatividade até então esquecida, e após meses infelizes indo até santo andré estudar integral, derivada e afins com a esperança de quando começar as aulas laboratoriais as coisas melhorarem, decidi fazer algo que realmente me faz feliz, independente do mercado de trabalho ou do meu futuro salário, coisas que eu realmente levei em consideração na hora de escolher uma profissão. É com um imenso prazer e sensação de liberdade que vos digo: adeus Santo André. Foi bom enquanto durou, e do tempo que perdi lá, a melhor coisa que ganhei foram amigos. Estou saindo de uma federal com todos da família me olhando torto e pensando 'puts, que idiota'. Arranjei um emprego e pretendo com ele bancar meus estudos em jornalismo e fotografia. Com meu salário, irei cursar uma universidade de nível muito mais baixo que essa a qual estou deixando, pelo menos até as próximas provas no ano que vem. Mas aprendi com o tempo que o nome de uma universidade não é tão importante quanto a sua dedicação a ela. A verdade é que todos conhecem onde Einstein estudou por causa do próprio Einstein, ou conhecem somente ele, se é que vocês me entendem. Em suma é isso, parei de lutar contra a corrente. Sempre tive um dom natural para a escrita, não estou me gabando, preciso lapidar esse dom, obviamente, mas eu sempre fui muito melhor nisso do que nas outras coisas. Química era superação. Falhei, confesso. Mas não falhei com ninguém mais do que comigo mesma, com meus sentimentos reais à isso. Sempre guardarei um lugar especial no pensamento ao ano de 2010, que foi antes de tudo descobrimento. É hora de crescer, e hoje eu tenho maturidade suficiente pra mudar, e fazer o que for necessário, mesmo que isso custe um preço alto.
Não vou mentir, ainda me resta dúvidas sobre meu real talento, vocação e felicidade. Hoje estou aqui, amanhã...Deus sabe amanhã!
Meu autor predileto é Fernando Pessoa, sem dúvidas. Mas quem me conquistou primeiro, ao ponto de eu pensar: "sou eu em outra vida" é Mario de Sá-Carneiro, com seu poema "Dispersão", que é o resumo de tudo isso, da trilha que eu seguia até pouco tempo atrás. E por isso resolvi mudar, pra não sentir saudade de mim. Do que eu poderia ter sido se não fosse covarde.

à todos aqueles que me olharam torto, que tornaram a minha vida infeliz na universidade, que me disseram que eu estava cometendo uma loucura, que jornalismo, e principalmente fotografia não garantiam um futuro, e que eu falharia, e á aqueles pessimistas, odiadores de diários e pseudo-intelectuais: muito obrigada.

Aos outros, que quando eu pedi uma direção apontaram para dentro de mim mesma...muito obrigada de verdade.

Lucy, Roberto, Cris, e Carol, inspiração hoje e sempre.
Marcelo, obrigado por se preocupar.

Continuarei a contar minhas experiências, talvez um dia isso sirva de inspiração para algum perdido como eu. E aos que não gostam: vá ler Voltaire então. Mas é fato: Freud leria meu diário. Excelente ensaio sobre a psiqué humana (ok, forcei).

De qualquer forma: bom desabafar, finalmente assumir. Me sinto gay.


Beijos em arco-íris então ;D

Especialmente para o Marcelo, meu tubarão.

domingo, 28 de novembro de 2010

Momento Bleach


Pra quem não sabe "Bleach" é o nome de um dos animes/manga mais populares no Japão. Pouco conhecido no Brasil, pois sua distribuição só é feita pelo canal "animax", nenhuma TV aberta por enquanto. Resumindo um pouco da história: Kurosaki Ichigo é um estudante do ensino médio que por alguma razão consegue ver espíritos. Sua vida inteira muda quando conhece Rukia Kuchiki, que passa os seus poderes de Shinigami (traduzido no Brasil como ceifeiro de almas), começa a saga então á Soul Society e o a revelação da traição de alguns membros, levando-os até a atual temporada. Até hoje foram lançados 298 episódios (*esperando ansiosamente o 299*). Eu não gosto da tradução brasileira para animes, cartoons até desce, mas anime é foda, então eu aconselho a baixar Bleach em um desses dois links que disponibilizarei: link 1, link 2
Assisto bleach desde...2003, se não me engano. Sou fã. E ai vai alguns dos personagens que eu A-D-O-R-O! (nerd):
Personificação da espada de Kurosaki Ichigo

Kirisake Benihime é o nome da espada de Urahara Kisuke

Fica a dica!
Abraços

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tio Frans

Exposição feita na galeria Sergio Caribé

Frans Krajcberg, embora tenha estudado engenharia, é um pintor, escultor, gravador, fotógrafo e artista plástico polaco (naturalizado brasileiro)  e em seus 89 anos vive no sul da Bahia, em Nova Viçosa, dotado de um talento sobrenatural, e sem sombra de dúvida entre os artistas brasileiros, foi um dos raros que trouxe uma contribuição pessoal ao desenvolvimento da arte contemporânea. Une ativismo e arte; durante suas diversas viagens à Amazônia e ao Pantanal mato-grossense, fotografou a destruição ambiental como forma de denuncia, além de recolher materiais  para a confecção de seus trabalhos, como raízes e troncos de árvores mortas, provenientes de derrubadas e queimadas.
Frans ao lado de uma de suas fotografias expostas no MAM
 
Entre seus trabalhos mais notáveis, atingindo sua maturidade como artista, estão as produções admiráveis de gravuras em relevo e esculturas pintadas nas quais utiliza pedras, árvores, raízes e os mais diferentes materiais de origem mineral e vegetal.
Uma de suas esculturas que agora pertencem ao Parque do Ibirapuera

Vivia solitário, sem nenhum tipo de infraestrutura, numa tentativa de comunhão com a natureza, e era conhecido como o "barbudo das pedras". Foi nesse período que produziu muitas gravuras e esculturas em pedra, que o deixaram conhecido internacionalmente, além de realizava experiências na fabricação de pigmentos extraídos da natureza.
 Atualmente, dedica-se mais à fotografia. Porém durante toda sua carreira esteve preocupado em denunciar as queimadas e desmatamento no território brasileiro, especialmente no Paraná e na Amazônia. Também denunciou a exploração de minérios em Minas Gerais, além de defender as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa em seu período de desova e as baleias jubarte que visitam o mesmo local anualmente.

"A minha preocupação é penetrar mais a natureza. Há artistas que se aproximam de máquina, eu quero a natureza, quero dominar a natureza. Criar com a natureza, assim como outros estão querendo criar com a mecânica."

"Barbudo das pedras"

 Além de oferecer um olhar bastante poético, principalmente sobre a natureza, Tio Frans aborta questões sobre os principais problemas ecológicos de nosso país. Vale a pena ser visto. Pra quem não sabe, na antiga serraria do Parque do Ibirapuera há uma exposição permanente de esculturas feitas com restos de arvóres queimadas do artista desde setembro deste ano, depois de uma briga na justiça que durou 2 anos (para saber mais sobre isso clique aqui). E não deixem de visitar a exposição deste maravilhoso artista na próxima vez que for ao Parque do Ibirapuera!

Abraços

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Detonando

Foto-protesto publicada em seu blog
É de longa data que admiro o vocalista da aclamada banda "Detonautas Roque Clube", conhecido como Tico Sta. Cruz. Admiro principalmente por se tratar de um puta ativista social, político e moral. Ácido, corrosivo, chato, e interessante.  Aliás, é pra libertar-se dessa acidez que canta. Levou  o ditado "Quem canta os malés espanta" ao pé da letra. Como um bom músico deve ser, acompanha o mundo, e faz graça dele. Graça não. Sarcasmo discritivo, ou protestante. Escreve sobre o mundo tal como ele é, sem preliminares. É detonauta detonando. Escreveu a sua biografia como se fosse uma confissão, um lamento, um protesto. Escritor de um blog simplesmente fenomenal dá tapas na cara de quem merece, sem aquele pudor a la Nx zero, atuais queridinhos da globo & cia. Libertou-se do convencionalismo por tabela participando do reality show mais chimfrim da televisão brasileira (existe algum bom?), e quem esperava coisa diferente deu com burros n'água. Tico se manteve Tico. E Brasil, se manteve Brasil, eliminando-o. Em contrapartida elegendo Dilma como presidente. Faz algum sentido? Não pra mim baby.
Faz sentido ler o blog do Tico, suas idéias e opiniões coerentes com o mundo que vemos. O basta do falso glamour hollywoodiano. Existe um mundo fora do "E!", e ei, olhem paparazzis, que tal uma foto disso? Mensalões, doláres na cueca e meia, nepotismo, cpmf, CP'is, colarinhos brancos, bandidagem no próprio senado. E pra completar: Tiririca eleito. O circo tá formado, e os brasileiros riem com suas bocas desdentadas dessa situação enquanto esperam ansiosos pra próxima edição de reality show's e novelas. Será que ninguém enxerga a clássica política de "Pão e Circo"?. Mas a arte é necessária, pois o mundo já horrível demais. Por isso, também há poesias em seu blog. As poesias de amor não são como as do Neruda e o seu "Desnuda"; Na poesia de Tico há mais putaria honestidade. As regras e o convencionalimo nos empedem de assumir que a paixão e o sexualismo estejam ligados dessa forma, e é exatamente na liberdade que ele cria que mora a beleza. Chega de introdução, acessem: Tico Santa Cruz, e provem um pouco desse ácido.

 
Um dos tantos protestos que tico apoiou
Abraços

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Due

É incrível perceber a dualidade existentes em todas as coisas. O bom é ruim, e o ruim é bom. Nada é estático, imutável, nada é uma coisa só. Ying-Yang. O equilibrio perfeito do universo. "Crash - no limite" explora esse assunto muito bem. Lançado em 2004 nos EUA dirigido pelo canadense Paul Haggis, mais conhecido por seus trabalhos de roteirista em muitos filmes do clássico 007, e interpretado por atores como Brendan Fraser, Sandra Bullock, Matt Dillon (adoro esse cara), Don Cheadle entre outros. A primeira vista, olhando todos esses nomes conhecidos, você pode imaginar que se trata de um clássico hollywoodiano, cheio de estrelas e efeitos especiais; O próprio título talvez nos remeta a esses filmes cheios de sangue e efeitos especiais que caracterizam as atuais produções hollywoodianas. Não se engane. Nesse filme todas estrelas brilham: todos são protagonistas. Há espaço para a história de cada um dos personagens, sendo que cada um deles são, como rege a natureza, due. No final a moral é a mesma: "Ninguém é totalmente ruim, nem totalmente bom; Somos seres humanos, e por isso seres incompletos" Além disso, somos parte de uma grande massa e apesar das diferenças, por mais que tentemos negar, somos um fracasso sozinhos. E é por isso que vivemos em comunidades, precisamos uns dos outros.


Crash é a reunião de esbarrões e "batidas" que um personagem dá no outro, é o efeito borboleta causando impacto novamente.  Diferenças sociais, raciais e econômicas são colocadas em pratos limpos, é nítida a interdependência dos personagens; É o Ying-Yang que falei anteriormente. Vale a pena passar por um "Crash"; Um empurrão necessário direto pra realidade quando a soberba e o individualisto está fora dela, para enxergar a verdade (aquela que você procura, podendo estar no lugar que menos imaginava) esquecendo de seus preconceitos e pré-conceitos.
Sem sombras de dúvida, um filme obrigatório.

Abraços

terça-feira, 16 de novembro de 2010

2011

No clima de final de ano, inspirada na Priscila, resolvi fazer também a minha lista de 'coisas a fazer' em 2011.
- Dormir mais cedo;
- Acordar mais cedo;
- Aprender violão;
- Aprender inglês;
- Caminhar;
- Fazer um curso de fotografia;
- Arrumar um emprego;
- Escrever mais, usar o pc menos;
- Não chorar em lugares públicos lendo, ouvindo música, ou lembrando de fatos tristes;
- Pagar contas em dia: evita horas em bancos;
- Celebrar mais;
-  Terminar projetos inacabados;
- Visitar a negada;
- Ir mais ao Cinema ao invés de baixar filmes;
- Ir mais ao Teatro e à museus;
- Agradecer;
- Ser paciente;
- Perder peso (chega de achar!);
- Aprender algo novo;
- Jogar basquete toda semana;

Enfim, algumas coisas, depois penso em outras, foi tudo no improviso hoje! Falando em improviso, 23hrs de segunda a sexta-feira na VH1, Stand up! Vejam!

Abraços,
Jen

LULA - quadrinho


"Lula - Luiz Inácio Brasileiro da Silva" (Sarandi, 48 págs, R$ 4,95) teve tiragem de 37 mil exemplares e inaugura uma coleção sobre personalidades brasileiras

Segundo a editora é publicar mais o menos dois quadrinhos por mes com fraudes personalidades brasucas, os proximos talvez serão de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Giuseppe Garibaldi (esse eu compraria)

Foi escrito por Toni Rodrigues e com a arte de Rodolfo Zalla, argentino que desenha no Brasil, Hqs de terror e livros didaticos.
Até agora vem contando tudo sobre a infancia pobre e as conquistas de Lula até a presidencia, agora esperamos as outras edições, com o mensalão, os dólares bem guardados na meia na cueca, a quebra dos bancos nacionais, a censura a imprensas, os dossiês inventados, perseguição a jornalistas, o escandalo das maquinas das eleições, os dvd pirateados e coisas do tipo.


.... Poxa! podiam fazer outro tipo de homenagem a ele, cujo não gosta ler e nem interpretar um desenho, poderiam ter feitos para autoridades ou pessoas de mais classe, de mais cultura. 
Assim como foi o filme "filho do puta Brasil

Vemos o lado propaganda eleitoral, quem está cobrindo o prejuizo?

****

Sou fã de Zalla sempre criando das suas, sempre ilustrando e criando Hqs muito bons.
Só não terei esse.

Agora resta saber quantas publicações a Dilma vai comprar em homenagem, ou se vai querer lançar um dela.

Abraços!

Priscila Faria

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Chit-Chat - things to be done

O ano ainda não terminou, mas é comum desejar antes do tempo, em alguns paises é comum fazer listinha inuteis do que fazer para o ano que vem, como no meu caso, toda a listinha do ano passado, junto com a desse ano e mais a do ano que vem.

* Aprender espanhol
* decorar palavrinhas em ingles
* tentar colocar algum habito esportivo, como o volei, futebol, etc.
* fazer caminhada pela manha
* acostumar acordar cedo
* ler pelo menos dois livros por mês
* conseguir terminar meu livro
* conseguir lançar meu livro
* conseguir fazer um novo livro
* conseguir 20 mil ajuntando o salário
* ganhar mais dinheiro trabalhando menos
* encontrar uma escola decente para dar aula
* não me estressar
* emagrecer 20 k
* Não ser reprovada na facul
* beber mais vinho e ficar saudavel
* abaixar colesterol
* ter dinheiro

Relativamente pequena essas são as coisas principais a se fazer. Dificil mas vou tentar cumprir de uma vez as coisas de 2 anos: De verdade.


Agora é aproveitar o tempo livre e fazer a listinha de 2012

Lembranças do velho


 Capitulo 11 - Despedida

Uma semana e alguns minutos era o que bastava.
Logo que cheguei, tive uma grande conversa com João, boa. Ele falava sobre o que acontecia em minha ausência, como sempre, mamãe chorando desarrazoadamente, que logo que coloquei os pés em casa, prostou-me como nunca: teus dramas era sempre uma surpresa. E beijou-me, abraçou-me como a ponto de sufocar-me, me puxando para baixo, por causa de sua baixa estatura ou talvez minha exagerada altura.
Enfim, João falava-me tambem de minha tão estimada tia, querida mulher e amada eterna, cuja a infelicidade a cortejava, bela porém amargurada, sofria de depressão que a consumia devastadoramente, seus olhos tão claros como um cristal, afundava nas trevas da solidão, da dor, talvez do ódio tambem, João contou que por mais uma vez tentou suicidar-se, mas foram inúteis tentativas, por mais que quisesse sua propria mente ajudava-a, o medo era vasto, o medo da morte, sim, o simples fato da dor.
Contava-me sobre Catarina e suas artimanhas, seus gestos de delicadeza, sua passagem doce, apesar de tudo ele achava-a insolente, manipuladora e burra, não sei porque, não que isso me cega, mas como insolente? Manipuladora?
Pois bem, achava-a de inicio arrogante e comprometedora entre aspas, mas não tão intensa assim como João diz, por fim, para João quem não é insolente ou burro. Tenho que admitir que Catarina era encantadora, tinha uma certo controle sobre as pessoas para chegar a sua determinada opinião mas mansa e perfeita como só ela.
João contava sobre suas loucuras, seus dias poéticos frustados e suas artimanhas entre os vizinhos.

- Enquanto estiver fora que fique cuidando de mamãe, sabes como é sempre cheia de si - Não contive minha insegurança ou criancice, enfim todo o cuidado com minha mãe era pouco, sempre metendo-se em confusões apesar de não admitir e condenar-me por isso.
- O que achas que faço nesta casa? - Irónico como sua propria feição - Não se preocupe e trate de aproveitar os estudos.
- Estudos? Preciso é de paz e sossego e por mais que tento acho que vai ser longa e estressante.
- Lógico que ira estudar é um lugar que pode ter oportunidade de grandes universidades, tem de aproveitar. - Diz ele saltitante.
-Não ficarei por muito tempo por lá, apenas darei um tempo.
-Convencerei teu pai disso.
- Esta louco! - Por um segundo saltitei como ele.
- Muito sóbrio, louco és tu em recusar boas coisas que te aparece, para morrer enfunado entre teus pais.
- Acha que quero deixar tudo?
- O que tem para deixar?
- Não importa o quanto tentar, João!
- Tolo! Como todos, que diabos de familia é essa! - Por incrivel que pareça perambulou os corredores falando entre os ares.

Não frequentava mais a escola, pois terminei um ano antes, isso impedia-me de ver Catarina.
Por quantas vezes tentei escapar de João ou de mamãe para ao menos olha-la de longe.

Faltava-me apenas dois dias, entre esse decorrer minha pálida loucura tornava-se como uma mordaça. Fadado a fazer acontecer o que lhes vinham a mente, este era o meu dever de bom cidadão, tinha que conter-me pois sempre que abri a boca era a essência da exatidão tola caso simplesmente estafante.
João encolerizava-me por inteiro com suas crises extravagantes muito mais do que si mesmo. Começou a por-se em cena em um instante enquanto conversava com minha tia, pois tudo o que era agradável ou melhor tão cheio de graça assim como João a fazia sorrir, pois bem era uma modo de ao menos faze-la sorrir por algumas vezes em sua miserável vida.
Quantos anos tentando desarraigar esta doença nas ultimas semanas, assim comentado por João aconteceu uma forte crise, com tal crise passou a imaginar que estava com uma doença fatal entre seus orgãos, agindo como louca, percorrendo a casa e chorando aos cantos coisa que vagamente fazia por medo das coisas que imaginava ver. Sua mente estava conturbada, desprotegida de qualquer coisa, todo tratamento inutilmente retrocedia, algo que quando lúcida causava-lhe ainda mais transtorno, achava-se futil, incapaz de controlar suas proprias emoções, desapontada com a vida que tinha, passou a tentar suicidar-se vez apos vez, mas o proprio medo a consumia, assim como via algumas vezes, tinha piedade de seu corpo e daqueles em volta.
Por fim, triste e também deprimido conversei com mamãe tentei explicar meus excessos mas nada era mais gratificante do que ver um filho formado, o que restava era me despedir, primeiro conversei com meu caro companheiro João. Passei a ter com ele uma longa conversa vamos dizer agradável, cheio de ânimo dizia-me que cuidaria de mamãe e suas tramas, mamãe apesar de protetora natural, submissa, respeitosa e educada, era rígida, calculista, duvidosa e se precisasse colocava a lenha na fogueira até por coisas que duvidava, apaixonada por meu pai apesar de alguns anos divorciada, era evidente em sua amargura, porém nunca contaram-me os motivos.
Creio que consegui despedir-me de todos menos de Catarina. O dia passava restava-me apenas um e ela estudava integralmente. Então pus-me novamente a clamar por atos desesperado.
Quando amanheceu acordei imediatamente ou melhor levantei, pois meus olhos não se pregavam, era tanta minha ansiedade de falar com Catarina, se não fosse agora, só seria sabe sei la quando.
Percorri todos os lugares em busca dela, meus olhos procurava obsessivamente mesmo sonolento após uma noite sem dormir. Incrivelmente não a encontrei, fiquei intrigado, ainda era bem manhazinha e onde estava esta moça, em plena manha perambulando entre os cantos.
Estava exausto, encostava nas paredes do corredor e deslizava sobre ela, decidi espera-la, sentei em um banco no grande jardim de minha mãe.
Lugar puro, era como olhar uma grande floresta silenciosa, refletindo passáros cantantes, um encamento. Eis que a bela decide aparecer dentre alguns galhos e folhas secas.

Quão amavel era teu andar dentre as rosas e matos e galhos eo que diante dela estava.
Meu coração de garoto definhava-se em vazio profundo de não poder toca-la
Aproximava-se com teu vestido branco rendado, apalpando tuas mãos, de gestos delicados e bravos, chegando perto de mim sentou-se. Alguma coisa estava errado em seu andar, pálida e sabe se lá o que era.

- Acordou cedo Frederico - Disse
-acordei para te procurar, preciso conversar com você
-estou indo para a escola - Respondeu
- Espere um pouco, é hoje que partirei
- Hoje?
- Infelizmente sim!
- Sua mãe deixará mesmo você ir, como pode? Pensava que ela fosse mais prestativa! - Ela falou de uma modo estranho, teus olhos ficaram diferente nunca vi tal expressão em teu rosto.
- É capricho dela apenas - Exclamei.
- Capricho largar um filho para o vento cuidar...Frederico, mas não aguento ver o modo como te tratam.
- Tentei falar com ela, mas não adianta!
- O que disse? Porque não disse que ficaria por aqui mesmo?
- Seria inútil!
- Mas como pode deixar ela fazer o que pensa com sua vida.
- Ela é minha mãe! - indaguei
- Desobedeça! - Olhou bem nos meus olhos para falar.
- Minha desobediencia até agora me custou isso tudo.
- Tudo o que falei para fazer-te voce não fez.
- Eu fiz!
- Não fez!
- Voce mentiu!
- Nunca menti para você!
- As vezes voce me traz uma impressão de que me odeia. - Mas uma vez com teu olhar cinico.
- Como pode falar isso eu gosto muito de você.
- Gosta?
- Gosto - Minha vergonha foi ao extremo. - É Catarina, como amigo né!
- Eu tambem Frederico! - Por isso peço para vocefazer algma coisa! foge vai para outro lugar ou vai querer ficar mais tres ano fora? - respondeu de modo desagradavel. - Se voce gostasse de mim, fazeria o que te falei!
- Fazer coisas assim como minha mãe seria ridiculo e pertubante para ela e não fazeria nada de mal para ela.

Por um instante ela acalmou, teus gestos mudaram ligeiramente, derrepente começou chorar, parecia que escondia alguma coisa de mim, teu choro não era por minha ida, pelo menos era o que eu imaginava.

- Se você for, nunca mais vamos nos ver!
- Porque? Não ficarei lá por muito tempo, é apenas uma questão de tempo.
- Não sei!
- Não sabe o que?
- O que não sei!
- Te mandarei cartas e quero que as responda.
- Responderei

Ela deu-me um beijo no rosto e me disse "até logo" baixo e calmo, reclinada segurando minhas mãos, levantou-se colocando a mão sobre sua silhueta e seguiu para dentro.
Não exitei, continuei sentado esperando que ela fosse, pois meu desejo era não voltar a ve-la por enquanto, até que eu retornasse.

As horas passavam-se, eu e meu pranto era o mesmo, sempre desesperado e angustia não para saber a hora da partida, mas para saber a hora que voltarei
As horas passavam-se e não existei em embarcar.
"Adeus! adeus, adeus aos que me amam, aos que me odeiam, aos que me querem longe, a catarina, adeus Brasil. Apenas o ADEUS.

Adeus. Brasil. Italia.


Capitulos anteriores

Priscila Faria

*** (gente esse meu texto esta com erros ortograficos, pois não editei, vou edita-lo em outro site, se acharam ou não sentirem bem com o erros me avisem, deixem ai que eu arrumo, certo. mas a leitura esta facil e claro de ler.)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Paregórico como deve ser

Nada como começar um dia tomando calmantes. Paregórico como deve ser. Você acorda, quer jogar a toalha. É quando finalmente nota que a toalha está no chão, e Deus sabe a quanto tempo está lá. Se olha no espelho, um rosto velho que não pertence a você. Ou não deveria pertencer. O calmante ajuda, você sorri para si mesmo e pensa que hoje vai ser diferente de ontem, e de todos os outros dias miséraveis de sua vidinha. Besteira. Mas o calmante realmente ajuda. Se veste com o primeiro trapo, cheira, ele fede, mas o outro está pior. Veste esse mesmo. Debaixo do braço, uma pasta preta e velha, cheio de currículos. Neles, informações inúteis sobre quem você realmente não é. Ninguém coloca que é um fudido e que odeia trabalhar tanto quanto odeia aqueles seus vizinhos que insistem em te cumprimentar. Mas você sorri, todos os dias. Efeitos do calmante? Talvez. Cá entre nós, eu sei que é da heroína. E você sorri. Depois de um longo dia, você chega em casa, vazio. Alma e estômago. E o efeito do calmante vai passando e é cada vez menor. O espelho ri do que você se tornou. A toalha continua no chão e você não tem a menor intenção de pegá-la. Coloca um som, guitarras cruas, e se entope de heróina. Amanhã é outro dia. Não há nada como começar um dia tomando calmantes. Paregórico como deve ser.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tempo: Série ininterrupta e eterna de instantes


Deitados em nossa cama, contemplamos a imensidão do teto de nosso quarto
os dedos entrelaçados enlaçam o carinho 
o branco infinito parece-nos o brilho de uma estrela turva que se perde no universo
o universo que há dentro de nos, que é grande, e infimo, pois o amor ocupa-o todo
o branco se torna cinza, e azul-marinho, como ondas num mar, como aqueles vistos em nossos sonhos mais intimos
a areia dourada, aquece nossos pes gelados pois a coberta é pequena e a cama de solteiro. Nos beijamos.
E esse beijo nos transporta para dentro de uma ampulheta com a mesma areia daquela praia
e as horas já não passam, o tempo se eterniza para que possamos ficar juntos para sempre
e o mundo é criado apenas para que nos desfrutemos do amor, das ondas, da areia e da vida.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Hope There's Someone

Hope There's Someone

Espero Que Exista Alguém

Espero que exista alguém
que cuidará de mim
quando eu morrer, eu irei

Espero que exista alguém
que deixará meu coração livre
bom para me segurar quando eu estiver cansado

Existe um fantasma no horizonte
quando vou pra cama
como eu posso dormir a noite ?
como poderei descançar minha cabeça ?

Oh, Estou com medo no meio do caminho
entre a luz e lugar nenhum
eu não quero ser o único
deixando lá, deixando lá

Existe um homem no horizonte
desejando que eu vá para cama
se eu cair nos pés dele está noite
permitirá que eu descance minha cabeça?

Então aqui está a esperança, não me afogarei
ou paralizarei na luz
e pedirei que não quero ir
para selar a linha

Espero que exista alguém
que tomará conta de mim
quando eu morrer, Eu irei

Espero que exista alguém
Que deixará meu coração livre
bom para me segurar quando eu estiver cansado.

... Antony & The Johnsons ...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pásion

"La noche que me quieras
desde el azul del cielo,
las estrellas celosas
nos mirarán pasar.
Y un rayo misterioso
hará nido en tu pelo,
luciernagas curiosas que verán
que eres mi consuelo..." 
Carlos gardel - El dia que me quieras

Restava-me alguns afazeres
apenas as fumaças de uma xicara de cafe (fervente)
Quantas lembranças
Des(agradaveis)
com eu
Minha insônia pertubadora não deixava espreita-lo
por mais que quisesse
minha insonia era malevola, era tão ruim quanto voce
Sem sono
Sem deitar-se
Fiquei cansada por um tempo
tão cansada que nem fui a tua espera
todas essas lembranças são cruéis
por horas na mesa de um bar sentada a luz do dia cinza
Tomando o cafe da insônia e cigarretes de um galante torvo
do(s) galante(s) torvo(s)
Fiquei a tua altura
nos botecos de uma esquina gelada ouvindo as contradições de um tango impetulante
estragando minhas emoções, habla del pasion a la manera de un bromista y una puta vergüenza

Ficarei no meu quarto esperando
se não procurar-me estarei a companhia de meu café de insônia que não me faz sentir a pasion del Gardel.

Priscila Faria

sábado, 6 de novembro de 2010

Insensatez

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado

Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade

Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado

Letra de Vinicius de Moraes e melodia de Tom Jobim

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Summertime

Ah o verão! Me lembro quando era moleque, Rio de Janeiro... ia à praia ver as meninas que no inverno se escondiam em seus uniformes fechados e cafonas. Os dias longos permitiam que brincasse na rua até não poder mais. Nem resistia quando minha mãe chamava, simplesmente entrava. O verão trazia as férias, o calor e as garotas. Era minha estação favorita. Com o tempo, fui crescendo e o mistério se apagando. As garotas de outrora que se exibiam lindas pelas areias de Ipanema agora se exibiam em qualquer esquina. Banalizou. Cresci, casei, mudei pra São Paulo, vivi anos na capital, não aguentei, fui pro litoral. Santos, a cidade grande no litoral.  É frustante como os tempos mudaram, nunca mais vi um garoto em seus dez anos olhando pra biquines alheios. Afinal, é so ligar a TV, mais fácil, cômodo, e as mulheres... vamos admitir, são melhores que aquelas estiradas na areia que você e eu vemos e pensamos que Deus só pode estar de brincadeira. E digo mais, ao invés de estar curtindo a luz natural do dia, esses pivetes estão em frente a TV procurando desenhos imbecis de alienigenas, mostros e gatos malucos. Chega a arder os olhos quando veem a luz do sol batendo na janela. E o pior meus amigos, não é nada do que citei acima. O pior é que esses onanistas bundões nunca vão saber a sensação de estar em paz com o universo. Nunca vão olhar para o mar do jeito que eu olho, e respeitá-lo. Não pense que sou um velho ranzinza. Sou apenas velho. Tá, e ranzinza. Mas não se enganem, eu ainda vou a praia olhar biquines das moças bonitas, ainda brinco com meus netos até o longo dia de verão acabar, e quando tenho tempo, ligo a TV, vejo essas moças, e assisto esses mesmos desenhos.

sábado, 30 de outubro de 2010

Sei la quem sou

Será que sou um reflexo?
uma miragem, talvez uma paisagem
Ou apenas uma montagem
De um teatro alucinado sem cor
Ou uma vida sem dor ou amor

Sei lá de que lar
Sou o externo que sofre sem ver o interno
uma mente atordoada sem o inferno
aquele que revela o que não deveria revelar
Que sofre sem amar e vive sem desejar.

Sou como uma estatua sem vida
um desabafo da silenciosa solidão
A unica estatua que não se creem
uma estatua sem retidão
uma que tampam os olhos para não verem.

Sei la o que sou!
Não sei onde foi meu resgatador
é como uma vida sem rumo, torta
Num mundo de pessoas torvas
sou um pecador como todos os alucinado
sem amor, aprendendo o terror
de nunca ser olhado.

Priscila Faria

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Tu 70, Eu 2000

Dura tentativa de querer ser alguem. Peste de pernas por ar, unhas derretidas da amargura dos anos da vida.
Velhos tempos da riqueza da liberdade, do andar entre as nuvens das estradas perdidas; perdidas pelo conhecimento. Acompanhada pela loucura pura, dos companheiros sem sombra, aqueles da desvatidão, daqueles que surgem do aleatório, tua vinda não tinham vez, nunca sabiam de tuas artimanhas. Quanta alucinação; alucinação reclinada para a estrada, reclinada para a tempestade cheia de trovões barulhentos, reclinada pelos palcos do rock and roll, armada pelas pernas cheia de pânico: do pular, do gritar,  enlouquecer, flertar, etc etc. Tempo do descobrimento do brilhantes da velharia, dos de hoje que são mortos e trancafiados pelo esgoto ao seus pés. Tua garganta raivosa clamava a liberdade; do proprio povo. Clamava pela exultação da estrada, da velha estrada que segui com meu jeep negro, aqueles com quem viajei seguindo o rumo afora. Velhos conhecidos do cotidiano de que apenas me lembro hoje, pobres, morreram desolados pela angustia dos anos, pelo entardecer das epocas, pelo destruir dos sonhos, das noites, das bebidas, das companhias, musica, ruas; vagabundas, da estrada dos trovoes barulhentos, dos palcos do rock e o rosto dos jovens.
Dura tentativa de ser alguem hoje. Das perna moles e rugadas, tortas e quase morta, não posso nem fugir, fugiria para onde se não para o túmulo?

Priscila Faria

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Mais um final"

  

Para Guilherme

"Sinta alguma coisa"
e não pense em não acreditar.
Assim como o vento que sente e não vê

 

Final. Jamais acreditei no final, mas ... eles existem.
Finais sempre são tristes e deprimentes, algo de ter de continuar, algo de morte, tristeza e etc.
Passei por um final... daqueles bem trágicos, retratando vida e morte e nada mais foi comum aos meus olhos.

Tudo parecia inevitável, meu time de futebol favorito jogou mês passado, estava ansioso para assitir a tudo isso com a galera lá em casa, acabou não dando certo. Ninguem apareceu, não sei se foi por compaixão, fraternidade ou amor. Só pude saber de sua vitoria ao ouvir os gritos desesperados dos jovens e idosos nas ruas, prédios e derivados.

Mais uma vez, naquele mês fiquei sabendo que alguns amigos estava, organizando uma ida ao cinema, imperdivel, o filme que esperava assistir por dois anos de longas gravações, minha angustia era tanta em apenas imaginava o rosto desses personagem, as mudanças de visuais, falas e essa coisas como todo bom filme que se preze. Esperei tanto que o cinema ja tinha finalizado a sessão do filme,  nem soube do dia, nem a hora, nem mesmo o motivo deles não terem me chamado, não sei se foi por compaixão, fraternidade ou amor. Soube de alguns detalhes, pelas minhas vizinhas eufóricas comentando sobre o filme.

Mais uma vez, naquele mês foram jogar uma pelada aqui perto da rua, fiquei desesperado esperando para ver como ficaria a nova formação. Sofri para colocar toda aquela roupa ou simplesmente para saber o lado certo de cada uma, para milagrosamente adivinhar os pares, algumas coisas deram certo no final, consegui colocar o uniforme, mas acho que esqueceram de me avisar sobre o jogo. Não sei se foi por compaixão, fraternidade ou amor.

Mais uma vez, naquele mês a tão aguardada formatura de minha namorada, que acabaria de completar seus anos de estudo e formar-se como uma dentista, estava eufórica em exercer sua profissão o mais rapido possível e ter seu nome escrito em um daqueles cracházinhos dizendo "DRa Juliana Alves". As horas passaram e ninguem veio me buscar para estar pelo menos presente a essa tão esperada festa, realmente eu não esperava perder isso, mas perdi. Por amor não foi.

Uma vez em outro mês aguardei incansavelmente que ela viesse em casa como fazia sempre, fins de semana era sempre uma loucura. A unica namorada que eu sempre gostei, e não enjoei apesar de quase um ano de namoro. Infelizmente ela esqueceu de vim na semana, ela me ligou e avisou dando seus motivos, mas era visível, cansada com a temporada de seu novo trabalho, estava extremamente exausta.
Na próxima semana eu tambem esperei com a mesma ansiedade, pois sempre era bem escasso os momentos que nos ficavamos juntos, não sei o que acontece, mas ela não apareceu, dois dias depois ligou dizendo que tinha de viajar por uma semana com os teus chefes, coisas de trabalho e afins.
Tempo vai, tempo vem, ela não ligou nem para dizer um 'como vai", com o celular sempre desligado ou sem sinal, eram impossível a comunicação. Semana depois ela liga dizendo que não pode ligar, pois estava ocupada, contando de suas tarefas e desligou espontaneamente ou melhor caiu a ligação. As semanas passavam e ela não aparecia, nem no feriado, nem nos finais de semana, nunca mais apareceu.
No proximo mês resolveu ligar e dizer o que queria dentre um mês inteiro, não falou nada de mais, apenas sobre conhecer alguem diferente apaixonar-se e dizer para dar aquele tão ridiculo "tempo".

Semana passada, tentei fazer algumas coisas que não fiz dentre esses ultimos meses. Por compaixão, fraternidade e amor.

Embrulhei uma sacola numa bola e começei a chuta-la.
Tentei pela primeira vez ter uma percepção auditiva maior. Ouvindo o som dela indo e vindo, era o jeito para caminhar atras dela, passava entre um perna para a outra para tentar manter seu controle.

Um de meus amigos me contou todo o decorre do filme, apesar de não ter nehum livro sobre tal, era o jeito. Contou-me detalhes das caracteristica dos atores e cenários, recuperei mais uma parte perdida.

Lógico que algumas coisas não recuperei, ver o filme, ver a vitória de meu time, ter o amor de minha querida namorada novamente, mas algumas coisas, são realmente dificeis para nós.
Pobres e imcompreendidos aqueles cegos de mente e de coração.
Meu final valeu a pena, aprendi a sentir mais aquilo que nem com visão conseguia ver.
Hoje sou campeão Brasileiro de Futebol de Cinco.


Priscila Faria
Fatos reais

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Feminino - Ser ou não ser?


Eu queria ser mulher
Gostar de rosa
Dançar balé
Dizer: eu te amo
Se maquiar
Delicadeza no minimo
Não raciocinar
Ser carinhosa
De homens falar
Xingar de horrorosa
Romantizar
Não horrorizar
Por fim
Sabe o que la que sou
Tu não tem instinto materno
Fala que nem macho
Tu anda de jeito estranho
Não usa salto
Fala em futebol
No bar se enche de alcool
Moda?
Droga!
Mulher! Tu enche o saco!

Priscila Faria

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

The runaways

The Runaways - Garotas do Rock é a cinebiografia da banda que se tornou famosa por ser composta somente por mulheres que tocavam rock and roll. O filme aborda o período entre 1975-1977 do ponto de vista de Cherie Currie (Dakota Fanning), a vocalista da banda.

domingo, 24 de outubro de 2010

O pequeno príncipe

Algumas pessoas são estrelas. São criaturas estranhas e adoráveis e com certeza não pertencem a esse mundo. Pertencem há alguma estrela não tão distante de nós, e quando olhamos para o céu, sabemos que em algum daqueles maravilhosos pontinhos brilhantes que iluminam nossa noite, lá estará ela. São os pequenos príncipes e raposas que surgem assim, do acaso, e se vão tão logo quanto vieram. Esse tipo de pessoa, te cativa, e quando somem, por mais difícil que possa parecer, sim, você lucrou. Por causa das pequenas coisas. Por causa da cor do trigo. E o segredo, é tão simples...: "O essencial é invisível aos olhos". O que faz de alguém importante, diferente das outras milhões iguais a ela, é o tempo que você a dedicou. E você será sempre responsável por aquilo que cativou. Eu conheço uma raposa. Ela me cativou, e será eternamente responsável por isso. E eu terei a cor do trigo, da chuva, e quando olhar as estrelas, saberei que ela está lá. Que você estará lá.


Leiam "O pequeno príncipe", de Antoine De Saint-Exupery.

Beijos.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Nordestino

O Nordestino

A passos curtos anda Raimundo
Pois cansou-se da viagem
Pau-de-arara veio cheio
Abufelou-se com uns cabras

Brocoió desde pequeno
Chegou hoje em São Paulo
Caqueou por trabalho
Custou a encontrar

Gente estranha de São Paulo
Enfezaram-se com seu jeito
Mangaram de seu peito, do seu jeito e seu gingado
De vagabundo foi chingado
Um fuzuê foi então armado

Raimundo, judiação,
Ficou quase sem pão
Liso, quis ir embora, voltar para seu mundo,
Pobre, vagabundo, voltou para o sertão

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Lembranças do Velho - conto

Capitulo X - De Amor?



-De novo! Não vê que não quero ficar longe. - indaguei, imcompreendido e duvidoso.
-Se você fosse mais responsável e soubesse arcar com suas artimanhas, não seria mandado para uma escola longe, contanto...- interreompi, imitando sua voz, vamos dizer um pouco infantil e ridículo.
-Contanto que não me queres por perto, minha mãe, não vês que ja estou fluente em tudo o que é linguas ou habil em cálculos, ciências e toda trajetória que papai queria que eu fizesse, o que mais queres que eu aprenda, pois farto estou.
- Contanto que não fiques ai armando peças para com os outros ou roubando pertences alheios. - Furiosa, apenas achegou-se até mim, com as mãos postas a cintura, olhar forte, porém calculista.
-Desculpe minha mãe pelo meu tom, mas creio que não creais que nada roubei pois quantas foram as vezes que nada fiz, mas como consolo me condenaste. Portanto mande-me para França, Italia ou seja onde quiseres, pois se és isto que me impõe, com sua licença. - Me retirava aos pouco.
-Não terminei de falar Frederico - Disse ela com teus olhos franzidos e mesma posição.
- Não há nada mais o que falar mamãe, sua mensagem é esta só entrega-me a passagem na hora devida. - Sim admito minha desobediência com minha pobre mãe, mas incontrolável era a situação, acho que agora sim me revelei um verdadeiro ladrão nesta sociedade tão exata.
- Apenas arrume suas malas, iras para casa de teu pai.

Jumento sou terei de ir para tal local. - remoei-me só de pensar ficar afastado de minha doce Catarina novamente. Isso é o que acontece quando me comporto como o estado fisico que sou; Um moleque.
O que pensais o que me faz, afundando-me em outras linguas ou cultura.
Nem todo o homem sábio é aquele graduado. Infelizmente papai não pensava assim, obrigando-me a ser o que quer.
Papai era por dentro um grande alucinado, pois tive a quem puxar, apesar de trancafiar-se dentro do esconderijo em seu coração, via a alegria mórbida e oculta que tenta esconder , é simplesmente fasntastico o modo de como agir, Infelizmente é cruel ver o que o viver faz com uma pessoas, tornado-a casca grossa em todos seus movimentos. É como diz um velho provérbio, basta cada dia o seu proprio mal.

Detesto relembrar corversas desafiadoras que tive com papai, mas é o que anima uma história.


-Meu filho! O que espera de teu futuro? - Perguntou papai, descaradamente uma pergunta tão popular.
-Acho que descobrirei isso quando puder viver. - Sei que errei ao responder, mas tudo faz parte.
-Por que me responde assim.
-Por que me faz pergunta assim.
-O que achas que é?
- O que achas que sou? Posso ter meus miseros anos de vida, mas minha mentalidade é diferente.
- Voce é um rapaz irresponsável como qualquer um de sua idade, não olha para seu futuro, não ve o que planta é o futuro que colheras, roubando, desrespeitando, desobedecendo, não ves ai um futuro ladrão?
Busque um grande futuro, estude meu filho, tu realmente fez uma grande escola de cultura, mas como ter um vocabulário tão execelente e não saber interpretá-lo. Esse grande futuro está no que faz hoje.

Grande futuro! Isso corroia-me por dentro, devolvia-me a ira.
Isso é ambição. Uma idéia vomitava outra, assim como papai e mamãe, agora sei porque se separaram, pois um espelha o outro, creio que esse é o motivo, a ignorancia de aceitar o outro; pois bem eu tenho de aceitar ambos.
Grande futuro? Que tal médico, arquiteto, advogado, político, um grande cientista, onde esta a reputação.
Uma vez na Itália, sempre na Itália, pois nesses últimos anos, o Brasil reflete a europa de ombros a ombros, que cultura infeliz.
Pobre diabo é João, mas um que jaz no poder ilustre europeu, sendo que mineiro és, filho de escravo e espanhol.

Enquanto o maldito ônibus não chegava em seu destino, meus pensamentos, tomavam-me
E assim desembarquei.
Na frente papai esperava-me ansioso para encaixar-me o "direito", é o direito para que talvez um dia pudesse ter o quão outros tinha. Pensando bem, talvez com tal aprendizado posso provar o que não fiz  e que me culpam, pois creio que somente com um diploma os convenceriam, pois do que se trata? Um advogado, formado, já homem de verdade e que se preze, isso os convenceriam de qualquer coisa.

Horas vinham e iam, papai e eu conversavamos. Nos estavamos numa casa velha antiga de propriedade dos Andrades, cujos não os conhecia. Uma reunião longa, chata, desumana e inútil sobre o destino da propriedade de um pobre coitado que apesar de velho, assaltado e quase morto de tantas doenças, teve sua casa pega por dever em jogos e sua propriedade confiscada pela polícia.
Meu pai, forçou-me a palpitar, mas eu é que não podia nem queria palpitar, pois seria uma grande catástrofe, um escandalo prestes a voar do meus nada delicados lábios.

Papos afins, rotina diárias, quase dois dias e seis horas, apenas aprendendo a ser um advogado, papai tentava-me enculcar-me postura de um advogado. Decorei tantas leis absurdas e creio que ate mais do que devia.
O unico momento que podia ao menos cheirar bom ar, desperdiçava-os tambem em papéis, sim cartas, cujo escrevia toda noite para Catarina.  Ainda não sei onde achei tantas palavras para expressar saudades.
De noite escrevia, delirava em desejos, emoções, contradições e amor: apesar de esconde-lo.
As tardes vagava os quarteirões, as ruas, sempre recolhia-me ás oito horas e derivados para papai não preocupar-se.
Não podendo dormir, agarrava os livros que João mandava-me e os devorava. Livros tolos. Amor e seus aliados.
Na rua o frio, a noite parecia muito densa para oito horas apenas. Quantas eram as mulheres que saiam de seus lares para simplesmente ocupar-se no ato de vadiar.
Lindas eram, porém tolas como só elas, algumas esperavam o amor daqueles que abordavam.
Amor?
O que será que significa tamanha palavra, pois pelo amor apenas colhi sofrimento, é como diz mamãe, amor é sofrer, amar é morrer, será que elas sofrem?
Quantas eu olhei, gostei, olhavam-me como um homem, talvez infelismente não as observava como Catarina, maldita!
Por um momento pensei na consequências de amar e não poder descobrir um novo e tão esperado amor.
Juro que pensava em entregar-me a loucura, talvez ter todas essas mulheres para esquecer uma e viver no meu castigo na Europa, pelo menos ter uma vida de homem, como papai, correndo atras dessas mulheres e mulheres a sua porta.
Desejo não faltava ao fato de ver mulheres tão belas a ponto de ofuscar-me com seus olhares e entregar a virgindade da adolescencia por alguma vez. Catarina! porque tinha de esxitir? Maldita!

Dia seguinte; Passagem, Italia, como esperava.

veja os Capitulos de 1 a 10

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lembranças do velho

Capitulo VIII -  Velho Malandro

No dia seguinte e de castigo, fiquei debilitadamente no quarto, nada vinha-me a cabeça. Então veio-me a brilhante ideia de agir como um menino, pular a janela era fácil, ja subir era uma grande tarefa, mas nada que ja tinha observado, pular a janela como todo menino que se preze para escapar ileso de um castigo.  Fui novamente na casa do velho homem que vendia suas bugigangas. Vi o livro que queria, aquele mesmo que anteriormente comentei. Peguei algumas moedas no bolso e dei em troca do livro, para este pobre qualquer coisa era lucro.
Finalmente poderia contentar-me com algo para ler enquanto estivesse de castigo.
Subi pelo poste de luz, passei entre uma árvore e pulei novamente para o quarto. Quando finalmente sentei e relaxei, orando para que ninguem tenha visto, foi quando escutei altos toques na porta, papai atendeu, em breve um sonoro "Frederico", desci pulando.

- É esse quem procura - Disse papai.
- Este rapaz pegou meu livro. - Disse o velho, isso mesmo meu caro, o velho das bugigangas.
- O que? - sem entender perguntei - Que livro falas
- Daquele que me tomaste! - exclamou o velho
- Explique-se Frederico? - Quando papai ficava furioso, seu rosto refletia um tomate.
- Não sei de que se trata, como explicarei - Respondi.
- Não faça-se de tolo, pegaste meu livro agora, ladranzinho?
- Não dei-lhe dinheiro?
- Então confessa que pegou o livro - Disse papai -Que livro é esse e como pegou se estava de castigo no quarto.
- Acho que não presta a devida atenção a seu filho.
- Meu senhor...
- Devolva pois tenho mais o que fazer, ou entregarei-os a policia por roubo.
- Frederico vá buscar o livro.
- Mas pai... - bruscamente interrompido.
- Explique-se depois.

Subi as escadas correndo peguei o maldito livro e ouvi a amargura de papai.
- Por onde saiu?
- Pela janela.
- Além de desobedecer-me ainda rouba um livro.
- Mas meu pai, não o roubei.
- Estes são os modo como te educam. - Agora papai culpava minha mãe e familia como sempre
- É este mesmo, obrigado - Sarcasticamente disse o velho - Mas olhe como esta razurado, não aceitarei de volta, quero  o custo.
- O que? - Disse papai
- O que ? - Perguntei - Acabei de pagar-te.
- Roubo não é pagamento. - Ironico como sempre, respondeu.
Indignado papai deu-lhe dinheiro até mais o que valia cujo livro velho.

O velho retirou-se, enquanto papai fechava a porta.

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Capitulo IX - De  Silêncio daquele inesperado.

Na porta da casa de mamãe estava eu calado com o rosto embrulhado e olhos fundos.

- Frederico olha o que pensa teu pai da educação que lhe damos.
Não respondi, apenas fiquei calado, esperando que ela tambem ficasse, infelizmente não foi bem o que aconteceu.

Novamente de castigo, agora sendo vigiado por João passei apenas a estudar.
Passava-se os dias e meu francês refinava-se espontaneamente, apesar de meu pouco intusiasmo a aprender.
Proibido de falar uma só frase de desespero, decorando o que me impunham, longo são os dias.
Senti a falta da companhia de minha amada amiga, "por onde andava tamanha formosura?" - Perguntava-me e se bem que hoje ainda pergunto.
- Frederico, pode descançar um pouco, pois teu pai acabou de comunicar a sua mãe que quer falar com você.
Não expressei emoção, nem mesmo no oculto, já poderia saber o que era, novamente a proposta de mandar-me estudar nos quintos, conforme tinham comentado.
Ao menos pude levantar-me e esticar as pernas, pois quantas semanas fiquei sentado sobre uma cadeira estudando e escutando a voz de João.
Refrigerei-me no bom ar do jardim dos fundos. Observei a luz e os passáros que cantarolavam desesperadamente em algum lugar onde não podia ve-los. Enfim era uma sensação momentânea.
Encostei, fechei os olhos tentando relaxar, mas logo fui novamente atordoado. Mãos macias, tapavam-me os olhos, pensei que fosse mamãe, mas deparei-me com algo melhor de característica reforçada em minha mente.
- O que foi Catarina?
- Vi que voce estava aqui. - Disse ela sorridente.
- Como passa, por quanto tempo não a vejo para o meu padecer. - Encantado, apenas delirei.
- Ando bem - Ela virou-se ligeiramente olhando de lado para mim.
Cabelo preso como por um laço rosa, deixando-a ainda mais bela..
- Quando poderemos conversar novamente, Frederico? Ou foges de mim.
- Como pode falar isso. Como fugir? Se es contigo com quem quero estar.
- Voce vai voltar para a Europa?
- Não sei.
- Ouvi tua mãe dizer que o mandaria novamente para lá estudar. - Com um olhar estranho, comentou.
- Onde ouviu isso?
- Quando ela conversava com tua tia.
-Já falei sobre isso com ela, parace que me querem longe.
- Parece mesmo. Querem que voce vá embora.
- Pois bem, não irei.
- Nada o impediria.
- infelizmente tenho um impedimento.

Catarina sua avó lhe chama, não ouviu?
- Ouvi sim - Disse ela - Até breve - Findou
- Espere...

Foi-se em segundos.
Minha mente conturbada  me fazia lembrar de tudo em minha vida, aos olhos parecia-me muito aziago, pois sabemos que a história vem sendo narrada conforme os acontecimentos e vejo que toda a desgraça que me aconteceu vem sendo feita minha história, pois o que é a vida, senão desgraça.
Renunciei a tudo, confesso que me senti como um eco, um eco no fundo de um corredor vasto vazio, apesar de mais extrovertido que antes continuava taciturno perante as sensações que me vinham prontamente.
Pois bem, as horas fluiam uma a uma, as sombras assombrosas que surgiam nos corredores do jardim, faziam ficar-me temeroso, estava tudo perfeitamente iluminado, pretendia passar mais algumas horas ali, por fim, duradouro.
Amigos, ninguem me visitava, recomendei-me mentalmente  que me deixassem só, pois meu estado ladrão talvez assustava teus pais, para que más companhias, pensei; virei má companhia, pós atos de liberdade.

- Frederico, vai tua mãe o chama. - Como pensava, em questão de milésimos vem desgraças.

Percorri os corredores silenciosos, onde a luz do sol refletia entre as flores rosadas no jardim.
Ao fim, passava ali catarina e sua tia.
Contava meus passos vagarosamente, porém atrasando-me de chegar até minha mae. Contava as colunas dos corredores, as cores das flores, embriagava-me em lembranças dos cachos negros de catarina, de seu toque aos meus olhos, de sua suavidade de moça.
Ao fim do corredor, ninguem, apenas mais trinta passos da sala, onde estaria mamãe.
Um passo. Mas uma vez inesperada.
- Frederico - sussurrou Catarina aos meus ouvidos.
Estremeci apenas.
- Não vá sem despedir-se. - Disse ela onde ligeiramente apoiou-se em meus ombros e beijou-me a face.

Veio derrepente entre alguns momentos, sem palavras, sem ações e um instante para isso é muito pouco
Um gesto, por um simples gesto de ternura, mas espelhando compaixão por mim, dava-me um caloroso olhar entre minhas entranhas, com aqueles olhos de deusas, embora uma reclinada ironia no decorrer de teu apaixonante olhar. Nada lhe possa falar sem a ilustração de teus encantos. Nada lhe posso falar deste gesto tao amável...amigavel.

Perplexo, não á outra palavra. Perplexo.

-Frederico! - Um sonoro som, vinha da sala, onde mamãe observa-me parada, quieta, com o rosto vermelho, como pimenta. - o que foi que fez?
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