segunda-feira, 28 de junho de 2010

20 e poucos anos

Todo mundo deve saber, exceto eu, que essa música, é de autoria do cantor que sua mãe mais ouve, o sr. ilustrissímo Fábio Jr., que é uma das coisas que mais penso antes de tomar uma decisão e nunca dei crédito ao devido autor. "Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos" é clássica, todo mundo deve ter dito isso alguma vez na vida frente à uma escolha. Eu já disse, pelo menos.

Tenho muitos planos, mesmo. Sexta-feira, converso com meu professor, possível tutor de pesquisa. É um passo baby, um passo. Apesar de que pra isso acontecer hoje, muitas coisas tiveram que ficar sem serem escolhidas. Espero ter escolhido certo. Espero que toda aquela tralha da Disney nos meus tempos juvenis sejam de fato o melhor a se fazer: seguir seu coração. Espero que a teoria do caos dessa vez, não cause um tufão do outro lado do mundo.

Ah...esperança! Por falar nisso, amanhã prova de cálculo, só me resta mesmo a esperança, já que, confesso, vadiei até não poder mais pra não tocar no livro. Mas prometo, vai ser diferente, preciso passar, preciso ir bem, preciso. Só assim, vou alcançar o objetivo. Perspectiva. Hoje são só 3 horas de sono, mas amanhã, nobel. Ok, forcei. Mas...porque não?

Custa nada sonhar né? Até porque, estaria devendo até a alma se custasse alguma coisa...

De qualquer forma...

Lembra que eu ia divagar sobre toy store? Pois bem, outro dia.

Hoje, só esse 'desabafo'.

Beijos crianças, juízo!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

101 & Coração Louco

É incrível. Mas, sobrevivemos há 100 postagens, e essa é a de número 101. Acho que esse é um dos meus blogs que mais durou, temos muito o que comemorar. Mesmo com leitores esporradicos, é bom expressar-se, mesmo que as vezes seja para o nada. Parabéns a nós Priscila, sobreviventes!

Quanto ao "Coração Louco", refiro-me a um dos filmes mais surpreendentes que vi esse ano. Não é um daqueles filmes hollywoodianos cheios de efeitos especiais, ou regados de comédia e gente bonita. Mas, não deixa de ser extraordinário pela mensagem.



Jeff Bridges, protagoniza Bad Blake, um desregrado cantor country, viciado em alcool, agora, sem compor, vive de antigos sucessos aproveitando dos seus dias de glória. Isso até conhecer Jean Craddock (Maggie Gyllenhaal), jornalista por quem se apaixona e assume os riscos de uma relação de amor depois de tanto tempo.

Jean o inspira a criar talvez a música mais linda de sua carreira, "Crazy Heart" (vencedora do Oscar, merecidamente), e mais do que isso, o ensina que nunca é tarde pra recomeçar.

Quem gosta de boa música, aprecia boa fotografia num filme, e gosta de excelentes atuações, recomendo. Só para que vocês fiquem na vontade, deixo um link com a música "The weary kind", de Ryan Bingham, e cito uma frase que me fez refletir e como compositora de muitos poemas, e até algumas músicas, fui obrigada a concordar:

Quanto mais amarga é a vida, mais doce é a canção



Vejam!

Ah, fui ver Toy Store, depois irei divagar sobre isso.

Beijocas!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Os dias

Os dias

Desde quando nasci, fui criada para ser uma gueixa de kioto. Era o desejo de minha mãe. Meu pai preferia que eu trabalhasse com ele nos campos de Hiroshima, mas logo que completei nove anos fui mandada para kyoto, em uma casa de gueixas.
O treinamento era pesado, algo como eu não imaginei que seria, para mulheres tão doces e delicadas.
Fui treinada com extrema dureza, ainda nem me tornando uma gueixa, mas sim uma serva da casa. Onde passei a limpar e prover sustentabilidade para tais mulheres da arte.
Trabalhei como nunca havia trabalhado antes, muito mais pesados que o trabalho nos campos de arrozal, mas me portei bem e bem mais cedo começei o trabalho ardoroso de virar uma destas magnificas mulheres.
Meu primeiro aprenzido foi a música, passei a domina-la como parte de meu corpo, a cada movimento de meus pés um som e uma maestria, por outros anos, passei pelo ardua execução da cerimônia do chá.
Duas de minhas amigas, tinham aulas nesta mesma escola, infelismente minha chance de reencontra-las foi em vão, pois cada uma tinha uma grau de aprendizado maior, algo que eu não tinha alcançado para juntar-me a elas, para isso decidi dedicar-me mais a tal exercicios, apos meus afazeres educacionais, passei a fazer trabalhos ardorosos, a limpeza doméstica, limpava todas as salas, limpava cada objeto espalhado pela casa, para agrada-las, decidi ser tão obediente quando uma verdadeira gueixa, e nao como uma maiko que sou, para que apenas, um momento de seus cílios fossem virados a minha direção, para que pudessem notar-me por alguns segundo apenas, mas todo meu trabalho foi em direção a neve lá fora, minha existência era inutil.
Uns biscoitos de lá, vinha ate minha direção, pelas magnificas mãos de uma jovem gueixa, cujo nome era Fumiko, ninguem era mais bela que esta, seu sorriso era admiravel, de boa aparência e tanta formosura de graça, quando aparecia em público, chamava a atenção de cada homem presente, sua beleza era imensa, mesmo sem maquiagens ou utensílos, era deslumbrante.
Não passei apenas admira-las, mas como querer torna-me melhor que tais, meu processo de aprendizagem durou grande parte de minha infãncia, todo meu sofrimento, minha angústia e ansiedade foram levadas ao ponto extremo de querer torna-me bela e atrente, enfim tornei-me tal.
Não me achava tão bonita, mas simplesmente tive atenção de alguns a minha frente.
Por um minuto tudo parecia ser magnifico, mas a chegada de um periodo devastador estava por vim, não imaginava-me passar por tanta desgraça.
Enfim, meus dias gloriosos foram sumindo como uma gota de agua em um chão extremamente quente, onde vaporizava minha juventude e minha delicadeza.
Em esses dias gloriosos, minhas mãos era como um pedaço de algodão suave e delicada, meus cabelos como um vestidos de seda, pele macia, o que sobrou, apesar de mesma idade, são peles rasgadas, cabelo queimado, rosto ferido e mãos calejadas, gasta por espinhos e da propria terra que corroe pouco a pouco.
Minha historia foi sobreviver, apesar de não querer.
Bombardeios, feridos, mortes, exercitos, fogo, destroços, fome, sede, esse foi o futuro de toda aquela gente?
Alguns anos desde o começo dos bombardeios em Kioto, o lar de mulheres da arte, foram arruinados, alguns bombardeados, algumas amigas mortas, outras fugidas.
Fumiko fugiu para longe, junto de seu amante. Akemi foi morta por soldados estrangeiros, depois de ser estrupada ate a morte, algumas foram mortas pelo incendio na casa. Eu fugi a procura de minha familia; Chichi, Haha, pequenas shimai; Queridos. voltei a Hiroshima, preocupada nada encontrei, minha antiga casa, estava em ruinas, nenhum olhos reconhecia aquele lugar, nem os de minha infancia, apenas encontrei o lugar onde meus pais habitavam por uma conhecida casa ao lado, que não foi tão severamente abalada.
Vivi por lá. Minha vida antes formosa, havia mudado para tragedia, desenvolvi, como uma camponesa, suja, com fome, sem ter onde dormir, ou qualquer tranquilidade, sendo abusada por soldados estrangeiros confundindo-me como prostitutas, não podendo cesssar tudo isso.
A cada hora seguia por um caminho, não consegui sair mais de Hiroshima, pois tudo havia parado, deparava-me com lojas, jardins, agora para orfaõs, mortos e destroços.
Achava que nada mais podia acontecer, mas certo dia, aconteceu algo assustador, para todos.
Varios alarmes tocaram, era um sinal de bombardeio, mas logo acabou o grande barulho.
Em um piscar, uma luz, estranha e osfucante, vermelho, preto, amarelos; fogo, era como uma fornalha, assando pessoas a quilomentros de distãncia, fui jogada para outro lado de um muro, por consequência de um forte vento ardente, que soprava fogo a quatro cantos, meus cabelos pegavam fogo, tudo pegava fogo, a pele de meus dedos estavam viva, olhava-me e não acreditava.
Gritos e desespero era o barulho que soava dos lados. Deformadas pelo fogo, era as pessoas, derretiam como uma vela, quando andava para tras a ardencia era maior, e podia sentir a grande dor, da pele queimando rapidamente, o caminho era seguir para frente, onde havia muita destruição, aos poucos, as pessoas vinham nesta direção, era como os mortos, caindo aos pedaços, queimadas e derretidas, algumas todas juntas, neste momento, pensei que fossem fantasmas, ouvia tantas historias contadas pela minha mãe, que fiquei aterrorizada por um tempo, correndo de tais humanos.
A cada caminho percorrido, mais sofrimentos, pessoas que estavam longe do centro, foram atingida pelo um vento cortante, que derrubava suas casas em cima delas, onde ficavam presos, queimando vagarosamente.
Dias apos dias, era mais sofrimento. Ate hoje, acho que sou uma daqueles desolados, fiquei sem meu pai ou mãe, minhas irmãs desapareceram, torcia apenas para que estivessem vivos, acha-los seria impossivel, havia mais mortos do que vivos.
Por um tempo vaguei, comia o que os homens que jogaram a bomba, jogavam no chão. Nenhum fruto, nem mesmo um mato no chão existia. Voltei para Kioto, a procura de pessoas.
Andei por aquela cidade, e vi que não havia sido atingida por aquela bomba devastadora, fui ate uma fabrica onde meu pai trabalhava quando estava em kyoto, mas não o encontrei, mas muitas figuras conhecidas estavam presentes ali. Encontrei Megumi, pálida e sem frescor de uma gueixa como era, abraçou-me, beijou-me e perguntou como eu estava, contou seu cotidiano nesta cidade, suas irmãs morreram de fome, sua mãe foi atingida por armas. Disse que Fumiko estava na fábrica, seu amante a largou e fugiu para lugares melhores, dentre as máquinas procurei esta moça a quem eu admirava, logo a avistei, por seu belo vestido florido, mas olhando bem, ela estava no chão, pensei que não estava bem, de perto, realmemente não estava bem, morta pelas maquinas modernas, vinda do exterior, seu rosto estava
picoteado, seus dedos ensaguentados, cortados, neste momento, apenas chorei, chorei como sempre.
Desfigurada de sua propria imagem exuberante, invejava seu rosto.
Tempos depois, descobri que minha irmã tinha sido vitIma da bomba em Hiroshima e papai tinha sido morto em Osaka, sobre mamãe e Matsuri, minha outra irmã desapareceram em Hiroshima.
Hoje trabalho em um arrozal em Nagoya, minha vida foi marcada pelas pessoas que vi e não ajudei, ou porque não pude ajudar, assim como as estampas de meu quiimono foram marcadas em meu corpo, assim está minha mente marcada pelas manchas preta da violência. Pensei que tudo havia passado em minha vida inocente, mas pior do que a guerra, vivo hoje, vendo que a violencia é longa e cada vez mais crescente. Vivo com os sintomas que respirei do ar contaminado de Hiroshima, dizem que é radiação, não sei o que é isso, mas sei que estalou-se no corpo de varias pessoas, que acabam morrendo, eu sou apenas uma dessas.
Ao menos deparamo-me com um céu azul e limpo aqui em Nagoya e um silêncio encantador, mas a lembranças do céu vermelho, preto e poluído pelo som de dor vivera pela enternidade. Ainda sonho com mamãe vindo encontrar-me ou de ver novamente as mulheres da arte dançando e tendo seus dias gloriosos, como um dia foram os meus.

Baseado em uma historia real.
Priscila Faria - 03/01/09

Apenas deu vontade de escrever sobre isso, escrevi na epoca em que estava frustada com isso rsrs, acho que foi um assunto importante e a maioria se esqueceu, nao só a historia desta, mas como de muitas, ainda hoje.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Copa do mundo 2010


É lindo sair de casa em plena terça-feira, e deparar com bandeiras nas janelas, vuvuzelas nas mãos, cara pintada, peruca verde e amarela. Pegar o trem pra Julio Prestes, e ver a favela sem cor. Meninos dormindo debaixo da ponte, e nenhuma comoção, como há em jogo do Brasil pela copa. Mão no peito: começa o hino brasileiro. Vontade doida de cantar a versão skylabiana:


"Luís Inácio vagabundo, fiá da puta,
Yolanda vagabunda, fiá da puta,
Margarida vagabunda, fiá da puta,
Todo mundo vagabundo, fiá da puta.
Eu também sou vagabundo, fiá da puta,
Tony Blair, George Bush,
Todo mundo vagabundo e fiá da puta-tá.

Solange vagabunda, fiá da puta,
Camilo vagabundo, fiá da puta,
Fluminense vagabundo, fiá da puta,
O meu salário vagabundo, fiá da puta.
O que eu faço é vagabundo, fiá da puta,
Poesia, melodia,
Tudo em mim é vagabundo e fiá da puta-tá.

Sua boca vagabunda, fiá da puta,
Sua cabeça vagabunda, fiá da puta,
O seu corpo é vagabundo, fiá da puta,
Sua bunda vagabunda, fiá da puta.
Sua vida é vagabunda, fiá da puta,
seus amigos, suas roupas,
Tudo em ti é vagabundo e fiá da puta-tá."

O importante é que o Brasil ganhou, e os meninos sem teto, nessa noite fria de 10 graus em são paulo, podem comemorar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

VAGABOND - MANGA


Vagabond é um manga muito interessantes que eu li, nunca vi tanta perfeição em qualidade visual.
O desenhista é takehiko Inoue, teve seu glorioso inicio em 1998, foi muito popular na Editora Conrad, até que eles fizeram a burrada de publicar só em edição de luxo que é um absurdo.
Enfim, descobri pesquisando mais sobre a historia de Miyamoto Musashi, antes de mais nada, para não haver criticas, o manga não é fato veridico do samurai, e sim uma reprodução do livro Musashi, de um maravilhoso e extremo escritor, cujo nome é Eiji Yoshikawa, li este livro bem antes de saber que existia tal grandioso artista como takehiko, o livro é perfeito, mas a historia que se passa de Musashi é ficção, contendo algumas tragetorias de Musashi, tanto que alguns personagens do livro nao existiram, tanto no livro, como no manga, apesar de eu achar o mangá "melhor" ou melhor mais tocante e emocionante. Mas qualquer comparação entre as duas é confusa, são coisas totalmente diferentes, pois aleatoriamente se torna diferente :D
Enfim as historias são impressionantes, o manga me trouxe mais emoções, apesar de o livro estar detalhando muito mais a vida de cada personagem e ser muito mais dramatico... é lindo *-*




Arte (O manga vem contendo partes dos desenhos em cor, aquarela, tinta, sumie, preto e branco etc) o video abaixo tem algumas ilustrações.



Video (partes do manga)



Manga - vagaproject.blogspot.com
Manga em ingles, muito melhor para traduzir - onemanga.com/Vagabond

domingo, 13 de junho de 2010

Gota d'agua

O titulo faz alusão a música do poeta Chico Buarque. Pra quem não conhece fica a dica. Sei que parece estranho um dia falar de Ramones, no outro de Chico Buarque, mas a estranheza é apenas aparente. Quem estudou alguma vez na vida a história do nosso país sabe que o Chico é um Punk de verdade, que lutou por liberdade com poesia. Já fui preconceituosa quanto a música, por achar que roqueiro de verdade não ouvia bossa nova, mas estava completamente equivocada. Whisky e quatorze anos, mistura perfeita para babaquice. Se eu pudesse aconselhar sobre alguma coisa, seria sobre preconceitos: quebre-os sempre que puderem. Quebrei um ontem: quem me conhece sabe do meu ódio pela França, pelos franceses, pela lingua francesa, pelas músicas e qualquer coisa que se relacione com a França. Pois bem pessoas que me conhecem: acabo de descobrir que o problema não era a França, e sim eu. Hoje, ouvi música francesa, e comprei um laurosse pra aprender algumas palavrinhas. Então:

Comment allez-vous? xD

Explicando a alusão: hoje foi a gota d'agua pra muita coisa. Final de semana tenso. Mas, aprendi a muito tempo não ligar pra certos tipos de atitudes. Empatia? Sim, eu tenho, mas hoje: mode off. Indiferença se paga com indiferença.

Magoa? Não. A vida é curta pra esse tipo de coisa.

Vou terminar com uma música que considero uma das melhores feitas sobre o amor:

Eu não existo sem você, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você


Bonitinha né? *-*

Saudade...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Cidade


Saudações pessoal! Não sei se vocês se lembram, mas há um tempo atrás eu havia prometido postar um antigo poema meu entitulado "A Cidade", pois bem, como promessa é divida, e eu quero pagar as minhas, eis aqui meu poema. Antes de posta-lo, gostaria de começar com algumas palavras.
A cidade nunca dorme. E eu sei disso, pois faço parte disso. Acordo todos os dias as 4Am, e durmo 12pm, vejo a cidade amanhecer e adormecer todos os dias. Esse poema, apesar de ser de um certo tempo atrás, poderia ser escrito qualquer um desses dias a caminho da estação de trem, com frio, no escuro, imaginando as coisas surpreendentes do mundo, da maquina vida. Reflitam, quando olharem por suas janelas essa noite, ou qualquer outra, imagine o infinito, imagine o mundo lá fora.

A Cidade


A cidade jazia lá fora
e mal sabia que espreitavam-a
Desejavam-a nua e crua
como nos filmes

A menina imaginava
atrás das grades
Duma janela de sua casa:
como seria estar lá?

Quantas pessoas
estariam agora sofrendo?
estariam sorrindo?
Dificil dizer

O céu matizava bordô num castanho rubro
era mais uma noite, como todas outras
Com as mesmas cores de uma cidade grande sem estrelas
sonando a imensidão de sua própria solidão

Só em si mesma, enfim só
e tudo o que queria agora, era ter alguém ao seu lado
Contemplando a imensidão, o infinito

Mas a cidade jazia em seu crepusculo dourado
em seu vermelho, seu azul, seu cinza
A cidade parou.


Jeniffer Frossard

terça-feira, 8 de junho de 2010

Meu Vizinho Totoro é eleita a melhor animação de todos os tempos

Da Redação


Meu vizinho Totoro
Foto: Divulgação
A revista Time Out, com a ajuda do cineasta Terry Gilliam (O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus) - que produzia os esquetes animados da série Flying Circus, do grupo de comédia inglês Monty Python -, elegeu os 50 melhores filmes de animação de todos os tempos. A produção japonesa Meu Vizinho Totoro, dirigida por Hayao Miyazaki, ficou com o primeiro lugar. Logo em seguida, o clássico Branca de Neve e os Sete Anões, que chegou em DVD neste mês em versão Blu-Ray.

Entre os dez primeiros também encontramos Toy Story, Yellow Submarine e South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes.

Confira a lista completa:
1º - Meu Vizinho Totoro (1988)
2º - Branca de Neve e os Sete Anões (1937)
3º - Pernalonga e Papaléguas - O Filme (1979)
4º - Fantasia (1940)
5º - Toy Story (1995)
6º - A Viagem de Chihiro (2001)
7º - Yellow Submarine (1968)
8º - As Bicicletas de Belleville (2003)
9º - South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes (1999)
10º - Robin Hood (1973)
11º - Bambi (1942)
12º - Cemitério dos Vagalumes (1988)
13º - Dumbo (1941)
14º - Gandahar - Os Anos da Luz (1988)
15º - O Gigante de Ferro (1999)
16º - Akira (1988)
17º - The Brave Little Toaster (1987)
18º - Mogli - O Menino Lobo (1967)
19º - When the Wind Blows (1988)
20º - Pinóquio (1940)
21º - Whisper of the Heart (1995)
22º - O Estranho Mundo de Jack (1993) e Coraline e o Mundo Screto (2008)
23º - Perfect Blue (1997)
24º - Os Incríveis (2004)
25º - Watership Down (1974)
26º - Princesa Mononoke (1997)
27º - Formiguinhaz (1998) e Vida de Inseto
28º - Persépolis (2007)
29º - O Segredo de Nimh (1982)
30º - Porco Rosso - O Último Herói Romantico (1992)
31º - Wall-E (2008)
32º - Kiriku e a Feiticeira
33º - Aladdin (1992)
34º - O Fantasma do Futuro (1995)
35º - Beavis and Butt-Head Detonam a América (1996)
36º - O Senhor dos Anéis (1978)
37º - A Soldier’s Tale (1984)
38º - Ratatouille
39º - Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film For Theatres
40º - Animal Farm (1954)
41º - FernGully: The Last Rainforest (1992)
42º - O Gato Fritz (1972)
43º - Happy Feet: O Pingüim (2006)
44º - Waking Life (2001) e O Homem Duplo (2006)
45º - Transformers – The Movie (1986)
46º - Paprika (2006)
47º - A Bela Adormecida (1959)
48º - Final Fantasy (2001)
49º - Tá Chovendo Hambúrguer (2009)
50º - Heavy Metal (1981)

A historia é linda, mostrando a imaginação que as crianças podem ter e tambem o lado lindo da convivencia em familia e irmaõs
lindo *-*
fiquei chateada com o lugar de hotaru no haka (cemiterio dos vagalumes) em 12º lugar.



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Definitivo

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...



Carlos Drummond de Andrade