domingo, 2 de agosto de 2009

floresta

Pensava o ser no anoitecer, aquele que segurava uma taça de champagne, manchando-lhe os olhos de suor que escorria de suas testas, os labios humidos, ratificando as damas da noite em cima de um balcão, cujo os movimentos ligeiramente leves, exultando o maximo da sensualidade, esbanjando o suor da luxuria, ao pés daqueles que os pagam.
O ser respirava, como um homem falido, nem pela beleza daquela em que dançava, mas daquele que em que o locauteou. Apos ver a noite pairar sobre o céus, antigamente cinza dos dias de outono, ainda sim, procurava aquela que fez sua noite durar, ainda era possivel sentir as maos dela percorrer seu rosto, sentia-se como um ser procurando a realidade no corpo patético de uma da vida, procurando a liberdade aos vinte e oito anos de idade.
Apenas levantou. Deixou que a mão da mulher caisse ao meio da cama, continuou andando pelo chão do tapete vermelho, até o banheiro, cujo fedia mais do que o banheiro publico da cidade mais pobre, ele observou seu estado, enquanto lembrou daquela de casa. Chorando pelo anoitecer ate o madrugada ainda escura. Ele parou, observou e andou, jogou o dinheiro em cima da cama branca, onde havia a cuja nua, esperando a reconpensa de um trabalho bem feito da vida chamada facil. O inicio sempre depende do meio do fim. Ele olhava o circulo iluminado como as luzes de New York, bordado o seu nome e da cuja de casa, imaginava o momento do inicio das trocas de juramento, e o fim amargo e de solidão dos ultimos. o inicio sempre depende do meio do fim.
A de casa deparava-se com a solidao e a insuportavel saudade do ser lunático, ela chorava, em volta da janela de seu quarto no alto do edificio, apenas observando a escuridão e o cinza ao fundo, manchando os aranha-ceus da metropole dos cantos de new york.
O cujo fechou a porta desceu pelas escadas para apenas cortar a barreira do elevador e ele. Para pelo menos um dia agir como o que era sempre.
Andou passando pelo centro da boate, agora vazia. saiu ainda olhando o negro no céu, vendo o reflexo cinza iluminado ao fundo, assim como as lantejoulas das cujas da vida, batendo nos seus olhos. Levantou o braço contra os olhos, desprezando o clarear e seguiu em frente, encarando-o de perto, sentou-se na praça, acendeu o cingarro, esfumaçando continuamente, petubando as arvores.
Ficou, ficou durante o clarear, voltou a lembrar da cuja de casa e então voltou para o seu lar. Andou, abriu a porta, trancou-a, andou, abriu a porta do quarto silenciosamente, andou com passos leves, até que a cuja de casa se tocasse de uma presença, olhou e levantou, nada falou, era apenas os olhares, o ser olhou para o chão e notou o circulo luminosos em que jurou por lealdade em uma de varias catedrais, pegou o copo, o copo com agua, os olhos estava inundados de lagrimas nada agradaveis, o mesmo da de casa, ela olhou a camisa rasgada do ser, tambem pegou o copo em cima da pequena comoda ao lado da cama, e simplesmente com movimento raivoso, jogou contra o ser, e jogou outras coisas ao redor, ele apenas tentava se esquivar em vão... Ela gritou... Ele chorou.
Ela continuava gritando... Ele chorava mais do que devia chorar. O desespero dos gritos era inutil, para que gritar por ajuda quando outros não podem ouvir?
A camisa rasgada agora tambem ensanguentada, segurava o corpo estrutural e bem feito da de casa, ainda gemendo, gemendo eu acho, pelo o odor da dor, pelo o incalculavel. Ele colocou-a na cama, e caiu ao chão, ela tentou levantar e chegou a janela, abriu, e observou por mais uma vez os grandes arranha-ceus, sentou no beral da janela e levou seu corpo para tras. Ela voou, descendo o edificio com alta velocidade, olhando para cima e vendo novamente os arranha-ceus, seu corpo virava, virava, como se estivesse em um dos brinquedos dos parques ... o barulho foi forte, os carro abaixou por incrivel que pareça teve alguns amassos. O ser olhou pela janela, observou os arranhas-ceus, vestiu-se, guardou o seus pertences tranquilamente e saiu do quarto, deixando o aberto. Andou, desceu pelas escadas, andou pelo centro do edificio, voltou a praça, sentou-se, acendeu o cigarro, e pertubou as arvores novamente.
As policias começavam a chegar, como sempre atrasadas, apos horas depois do acidente, olhou como um nada, para o corpo morto no carro, sendo retirado, nem ligou, para que ligar com os mesmo acidentes que acontecem toda hora?
O ser ficou, ficou durante o escurecer, voltou a lembrar da cuja da vida e então voltou para o seu bar.

De 2007 /09/novembro


abraços
P.faria

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