segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Confesso.




Caiu de joelhos. A ironia da situação era que não havia dor. Mas as lágrimas descerem-lhe por impulso; A dor existia apenas em seu ego, e ajoelhada no meio da passagem dos pedestres que tomam o trêm, blasfemou e rogou todos os santos, até perceber que eles não existiam e então reclamou de sua sorte, de joelhos e dores imaginárias. Seguiu hesitante por sua rota, lembrando de velhas canções e velhos amores que não eram tão velhos assim e por consequência eram vivos em sua alma. No bar da esquina tocava "Dazed and Confused' do Zeppelin. Sentiu-se vazia, só...como aquela gota de chuva que escorria em sua testa, tão viva quanto ela e mais breve que um suspiro. Uma gota só e frágil. Tão frágil que a pequena em sua testa dizimou-se após um esfregão com a manga de sua blusa. Mas logo as amigas dessa gota resolveram se vingar, e num relâmpago o céu desabou e ela correu para escapar daqueles pequenos grandes pingos. E invejou-os, por sua força.



Barriga cheia e coração vazio...

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