sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Cidade


Saudações pessoal! Não sei se vocês se lembram, mas há um tempo atrás eu havia prometido postar um antigo poema meu entitulado "A Cidade", pois bem, como promessa é divida, e eu quero pagar as minhas, eis aqui meu poema. Antes de posta-lo, gostaria de começar com algumas palavras.
A cidade nunca dorme. E eu sei disso, pois faço parte disso. Acordo todos os dias as 4Am, e durmo 12pm, vejo a cidade amanhecer e adormecer todos os dias. Esse poema, apesar de ser de um certo tempo atrás, poderia ser escrito qualquer um desses dias a caminho da estação de trem, com frio, no escuro, imaginando as coisas surpreendentes do mundo, da maquina vida. Reflitam, quando olharem por suas janelas essa noite, ou qualquer outra, imagine o infinito, imagine o mundo lá fora.

A Cidade


A cidade jazia lá fora
e mal sabia que espreitavam-a
Desejavam-a nua e crua
como nos filmes

A menina imaginava
atrás das grades
Duma janela de sua casa:
como seria estar lá?

Quantas pessoas
estariam agora sofrendo?
estariam sorrindo?
Dificil dizer

O céu matizava bordô num castanho rubro
era mais uma noite, como todas outras
Com as mesmas cores de uma cidade grande sem estrelas
sonando a imensidão de sua própria solidão

Só em si mesma, enfim só
e tudo o que queria agora, era ter alguém ao seu lado
Contemplando a imensidão, o infinito

Mas a cidade jazia em seu crepusculo dourado
em seu vermelho, seu azul, seu cinza
A cidade parou.


Jeniffer Frossard

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