domingo, 10 de abril de 2011

Um Quadro

Atravessou a imagem no meu sonho fresco,
aquelas imagem do mar num sonho de navios sem fim

Que saem aos mares arrastados pelas aguas turbulentas, raivosas
E teu desenho é transparente e tuas cores são de flores selvagens

Na imagem memoravel do barco ao longe sob o por das nuvens e a claridade do sol
Tinha os vultos daqueles que manusiavam-no

Os vultos daqueles que pesquisavam-no
eras de mares e sub-mares

O porto é estranho
é palido, calejante de maõs, feios

Mas mesmo assim em meus sonhos é cheia de emoções
Não deprimentes, morbidas de contos de tristeza que outrora contei

Mas de contos que agora hei de contar
Teus movimentos nunca terminam
E nem começam
Eles só se movem ao correr das cores do céu
e escurece as sombras do calmo mar azul-esverdeado
Abandonei as passagens que me vieram em sonhos
Agora os vultos é como estrada sem contrastes em meia a um bosque de arvores mortas
Esta é tua cor.
Tua cor é estranha como tuas armações
De guerra? Eu não sei bem, pelo menos nao vejo assim.
Tudo isso é o que vejo em meu fresco sonho de um noite sem fim
O barco-navio não passa por canto algum
Falo de teu porto, mas não consigo encherga-lo
apenas imagino o porto, assim como imagino seu movimento
De subito é vazio, traz-me uma sensação de vazio ... É transparente

Talvez é a sombra que se passou
e os vultos daqueles que viajaram na longa viajem sem volta

Tua estrada sem constraste em meio de um bosque seja o escuro
e tuas flores em cor sejam o colorido

E tua estampa enigmatica seja os pensamentos flutuantes de meu cerebro velho
tuas mãoss calejadas e as paisagens que abandonei, seja o eu

Este eu que abandonei ao longo de minha idade viril
Ao longo das mulheres, da aventura e da vida da mocidade.

Tua é calunia de uma mente frustada
Uma mente insana de um velho lunático.

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