quarta-feira, 6 de abril de 2011

Maria Baiana - Conto

 Continuação

Ela não pode conter-se e fez uma pergunta.
"Verdade que voces são da cidade grande" - Falo intusiasmada, infantil.
" Sou de São paulo e meu amigo aqui é carioca do Rio de Janeiro" Respondi. "Ja ouviu falar"
"Ouvi dizer que é muito bonita, mas é longe de mais.
"É de tamanha grandeza, mas não tão longe assim"
"Tia não deixa eu ir para lá" - Inclinou-se falando baixo.
"Venha conosco" - Falou imprudentemente Jonathan meu amigo.
"Ela não pode, veja"
"Eu vou"
"como?" - perguntei assustado.
"Mainha disse que não quer desgrudar os olhos de mim, mas um dia vou ir"
"Talvez um dia voce vá" - Respondi
"Talvez pode ir bem mais cedo do que imagina" - Mais uma vez Jonatham e seu comentarios nada inocentes.
"Rapazes quando voltaram para cidade grande, não estão demorando demais não?" - Disse Josefá
"Partiremos semana que vem" - Respondi a senhora a frente.
"Voce é comprometida jovem?" - Perguntou jonathan
"Não" - Disse timidamente.
"Serio. Quantos não deve ficar pasmos de te olhar" - Comentou

Em um momento pensei que ela fosse intimidar-se, pois até eu senti vergonha com um comentario tão ingrato e insolente, e ainda mais desrespeitoso com uma jovem.

"Que isso, senhor! Não são tantos assim" - Aparentemente, encarava-o como se seus olhos vissem pelo interior. Olhos de poder, paixão, luxuria, engraçado! Timida, acanhada?

E não bastou um ingrato comentario para submeter-se a tanto
E muito mais alem.

"Como tantos conseguem caminhar em paz nessa cidade, tendo uma deusa andando pelas estradas?" - Teus olhos nada inocentes.
"E quanto a ti, é casado" - falou abertamente para minha surpresa.
"Não, mas quem sabe, muito em breve."

Ciumes não bastava, fique irritado demais para continuar a presenciar essa sem vergonhice e logo me intrometi.

"Maria, pode me servir um pouco mais de acuçar.
Enquanto pegava a chicara e caminhava até a cozinha, nao hesitei em falar.
"O que pensas que esta fazendo?" Esta louco?" "não ve que não é o que pensa, tem respeito e familia e não uma protistutazinha de esquina a qual entra em qualquer conversa"
"Não parece"
"O que?"
"Não parece, a unica diferente entre as duas é que uma protistutazinha é bem mais facil" - Comentario infeliz deste ser.
"Pare com essa palhaçada, tenha respeito pela senhora Josefá!"
"O que pensas que vou fazer? Estou apenas conversando"
"Com comentarios estupidos como estes?"
"Acho que voce esta bem adiantado em questao dessa garota, esta com ciumes?" - Não tive respostas.
"Aqui esta senhor! - Disse ela caminhando com a xicara novamente.
" Obrigado Maria" - respondi e logo tratei de cessar com essa conversa.
"Senhorita, ao passar deparei-me com um bonito jardim em seu territorio, posso vê-lo?
"Pode sim"
"Pode me acompanhar, não quero perabular pela casa de alguem assim"
"Mainha! Vou mostrar o jardim para o rapaz" - gritou para sua tia que estava na cozinha.
"Vá que o bolo ja esta saindo!"
"Dei-me licença. - Falei.
"Isso é um pretexto para contigo falar" - Tentando disfarçar a timidez e vergonha que sentia ao falar uma frase tão inocente.
"O que quer falar" - Indagou ela, com teu semblante simples e alegre.
"Vou te contar o que se passa, não consigo parar de olhar-te, nao nego que não me encanto com tua beleza Maria, não me leve a mal, desculpe-me pelo minha indecencia, mas não aguento mais, ainda mais não aguentava ouvir tantas palavras de jonatham elogiando-te."
"Voce gostou de mim tão rapidamente assim" -
Comentou ela andando até mais perto, com teu olhar sinico, sem vergonha.
"Jamais quero trata-la como mulheres de baixa altura como algumas são, jamais, mas o que quero dizer é que tu Maria, me encata desde quando me atendeu na tua porta"
"Tambem vou contar que te achei muito atraente quando te olhei, nunca vi ninguem como senhor, tão elegante e bonito"
Respondeu com a certeza que eu queria falar-te, sem a vergonha que demostrei, sem inocencia, ou timidez ou acanhamento.
Ela apenas se movia mais perto e mais perto e eu tentava me afastar mesmo sem querer, olhava para a janela da casa com medo de dona Josefá, mas ela continuava se movendo até mim, querendo que eu a beija-se e não hesitei, foi rapido, ela se afastou.
"É a gente entrar mainha ja deve estar nos pricurando procura" -

Meio encabulada, entrou e logo em seguida tive que entrar apesar da imensa vergonha e sacanagem de minha parte.

Maria era mais atraente que as mulheres que tinha visto, não sei se era fentiço ou amor, ou paixão, ou sabe-se lá o que for, mas minha atenção era somente para ela. Não era adornada por joias ou roupas de luxo, ou de tamanha elegância, mas mesmo com modestia olhava como magnifica.

"Gostou do bolo, rapazes? Não fiz mais porque meus ingredientes acabaram, mas pela noitinha vou fazer um melhor ainda, voces vão ver.
"Não preocupe-se com nada, minha senhora" - Respondeu Jonathan

A noite sobe aos arredores de Bahia, mas tudo era bem iluminado com as festanças que se formavam na região, bem movimentada e muito quente.

Continua

(1º Parte- veja no tag - Maria Baiana)

Um comentário:

  1. Por favor! Quantos texto escreve por dia guria? Todo dia uma historia nova po! ¬¬'

    Um dos poucos blogs que leio. Muito bom!

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