quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Uma caixa de fósforo queimada, com todos os seus fósforos dentro destroçado. Então voce joga a toalha de lado, la no banheiro e lava as mãos.
Não bebe nada, ou seja, não bebe agua, mas se enche de cachaça. Muito alcool. Muita cocaina. Muito café.
Tudo é bem confirmado só de olha-lo. Então é quando voce da um pulo na cama, olha para o teto, cheio de mofo, pensa em fazer alguma coisa, algo normal, talvez com efeito, olha os papeos higiênicos do lado, uma lata de cerveja em outro lado, molha o papel e joga no teto.
Finalmente a noite fica calma, um silencio contagiante, maravilhoso e apenas vem barulhos ao longe. Barulhos chatos, porta do andar de cima sendo arrastada, alguma pessoa se suicidando, vadias gemendo.
Pensa. Dia desgraçado, passado na fila do banco, olha para o teto, pensa no amanha, pensa em suas tarefas domésticas, mais contas, trabalho e todo o lixo cotidiano a ser feito, que debilitadamente nos coloca em união com quem somos. Subordinados. 
Só passam novelas e toda essa lenga lenga, adolescentes neuroticos, bandidos com suas novas girias mundanas para estreiar, mulheres estrupadas, crianças jogada pela janela. Na mesa jornais sendo acumulados, apenas serve para catar merda do luck ou colocar em cima do mijo dele, perfeito.
Que nada. Voce levanta liga o som alto pra caramba, mas é só voce que ouve. Ouve uma bateria descontrolada acompanhada por um guitarra alucinada, o ódio sobe na cabeça, com vontade de matar fulaninho retardados que andam pelas ruas, com cara de noia malandro. Não, não é verdade que a felicidade me assusta. Mas onde esta a graça? Que merda de graça tem no beco do lado onde estrupam criança ou se um azarado do caramba é atropelado e seus ossos saem pra fora. Que monte de merda. Acho que o cheiro de cachaça anda ostentando meus neuronios.
Voce olha para e vê o quanto conquistou por ser nerd da escola. Se lembra. Os anos passam e voce volta a escudar, faz curso de tudo e não conclui nenhum, entra pra universidade onde tem quinhentos igual voce.
Ainda podre deitado sobre a cama, come uma jujuba, ops é remedios. Come uma pizza de pobre de preferência mussarela de alguns dias atras, esta na pia, onde garrafas fazem-lhe companhias, quem vai lavar? talvez as baratas, mosquitos, formigas que andam pela cozinha, procurando alimentos para teus filhotes. Se tem medo? elas ficam la transitando pelos arredores, sinonimo de porco é moda.
Depressão é o que há meu caro, quantos são os que vivem virtualmente e criam-se, pois ao andar entre as esqunas passam despercebidos.
Meninas querem bunda e seios gigantes, meninos tambem.
Férias voce procura, todos procuram, onde esta, talvez o dinheiro.
O desejo de matar neguinho por ai é grande, fazer o que, é mais um pobre mundano, que esconde-se atras do seu eu imaginario.
Ninguem te conheçe, desde que voce não seja um conhecido.
Dormiu na garagem de novo, antigamente voce dormia na tv as 3 da madruga fora do ar, realidade, hoje voce assiste no mesmo horario putaria.
Caramba, colegas e colegas, engravidam aos 14 e os namorados ja provideciam uma clinica açogueira, onde vão enfiar agulha para não deixar que seus atos falem por si só. Em mundinho vagabundo aborto é provilegio.
Uma caixa de fósforo queimada, com todos os seus fósforos dentro destroçado. Então voce joga a toalha de lado, la no banheiro e lava as mãos e vive novamente.

2 comentários:

  1. porra priscila, que texto! fiquei sem palavras, parabéns

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  2. porra priscila, que texto! fiquei sem palavras, parabéns

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