domingo, 22 de agosto de 2010

Lembranças do velho

Depois de tanto tempo a continuação.
http://nerwensurion.blogspot.com/2009/07/lembrancas-do-velho.html  (parte 2)
http://nerwensurion.blogspot.com/2009/06/conto.html   (Parte 1)



Apesar de Catarina completar dezesseis anos, nada comparava a tamanha beleza e alegria, era mais bela que seus queridos jardins, doce natural, seu cheiro como jasmim.
Aquela que meu pobre coração ingenuo amou, e que meu pobre coração ingenuo continua amando.
-Verdade Catarina, pode existir qualquer distração mas distração melhor que ti não há.
- Ah! - susurrou ela com sua face angelical. - Não seja mentiro, creio que passaste tempo melhor ao lado de seus novos amigos. -  Comentou com seu classico cinismo.
- Nada mais serio, minha amiga. - Em um instante ainda posso sentir quando tocou minhas maõs, suspiros de minha parte.
- Meu filho, voltou, que bom, agora posso dizer-lhe o quanto sofre o coração de uma mãe.

Ao chegar perto de mim, palpou meu rosto, beijou-me, disse tantas coisas que sequer entendi.
-Olha como cresceu, em tão pouco tempo, a cada dia que o vejo, eis um homem.- passou e olhou-me - Fisionomia de um homem, eterna criança ao meu coração. - Morro de saudade de ti, meu filho, fico feliz por ter voltado logo.
-Não mais aguentaria de saudades, tanto de ti, como de todos. Apesar de passar bons momentos com papai, minha vida pertecence a esta casa.
Portando tempo lembro-me do rosto de mamãe naquele dia, tão claro, tão jovem, mesmo para uma mulher de sua idade, alcançando o quarenta e derivados.
A verdade é que de verdade cada um sabe de si.
- O que es isso minha mãe? porque choras?
- Fique bem, meu filho! - Ela apenas sorriu e seguiu caminho a copa.


Capitulo III - Nuvens negras?


"Meu desejo é representado em forma de cubismo,
levando chutes pela culatra
Do destino estou.
Minhas lembranças dos tempos gloriosos
Nada me fortalece
Amada minha que um dia
Sonho em ver novamente
Pelos arredores das nuvens negras socorrer"

Pensava eu sobre mais um das gabolices ditas. Nuvens negras? Que diabos tomou-me a mente, significado? é mais um das questão, amor meu caro, apenas o amor que me deixas cego ou exata velhice mesmo, consequencia, acho que estou virando como aquele meu velho amigo lunático e gaiato da esquina.
- Não há questão. 

Capitulo IV - Meu velho amigo.

João amava a europa, até mesmo queria ir comigo ate lá. Todos os dias conta-me historias de Paris, imperadores espanhois, historias de amor mortais, senhores superlativo, era um modo de dar feição para sua vida de conselheiro, talvez de decorar palavras meigas, porem fortes, mas de carater calculista.
Suas roupas preta e sua cartola cobrindo seus fios de cabelo branco e sem precisar, uma bengala, que dizia ser elegante para um homem como ele.
Olhar frio, carater calculista, franzino e explendida educação.
Meu velho amigo fiel.


Capitulo V - Delirio por trás de angustia


Primeiramente, lembrei-me da figura de um vendedor de relinquias, um comerciante altamente famoso pelo Rio de Janeiro, São Paulo, até mesmo Mato Grosso do Sul e algumas outras boas cidades. Por alguns dias após conhece-lo, senti-me curioso ao ver teus objetos raros, que ultrapassada o tempo de minha estimada avó. Eis que agora lembro-me de algo mais, algo que levou-me a comtemplar por alguns milésimos: Milésimos de deliro por trás de angustia, angustia por trás de dor e dor por trás de viver.
Ao contemplar tanta destruição, não pude mover-me pelo gelo cortante que me pregou em uma estaca. Uma vez que virei para a natureza, um dia esbelto, pus-me a rir, a rir pela ingratidão, pela impureza, pela motivação de adquirir a mente, calamidade morta e desbotada.
A resposta foi abaixar-me ao nivel do solo podre, para que meu antigo sonho seja feito, mesmo na podridão que existia. Desejo? De unir-me a tal alvas relvas, agora seco e desgasto; da imensidão de minha primavera, agora pela imensidão de inverno congelante; De ter algo bom quanto Catarina saltitante, alegrando suas relvas amigas; mortas e consumida pelo suas relvas inimigas.
Voltando ao comerciante rigido, porém extrovertido, pude lembra-me de um objeto que chamou-me a atenção: Um livro. Sua capa de pele animal, que foge de minha admiração, mas que não posso negar sua formosura. Tudo neste livro tinha a vastidão de cantigas e nada escapava-me a compreensão, pois cada contorno de seus desenhos, perdiam-se os leitores, curiosidade de decifra-lo, onde cativou-me os orbes. Palavras breves, que deixava-me estufato de le-lo, significativas e pontuais. Antes de le-lo, perguntei ao comerciante fraces, cujo nome era Francisco Duarte, pergunte-lhe sobre se era dele ou de alguem. Ao ouvir esta ultima palavra, a figura soltou-se aos risos, breve e que logo evolui para uma gargalhada, extremamente alta e respondeu-me.
- Se algum conhecido me deu? - E por mais uma vez, voltou-se a antiga cena, gargalhou.
- Conhecido que apenas conheço, nada me dão. - C om um tom levemente parecido com o de joão, agora sério e emburrado. - Nada sabe o quanto gastei, para satisfazer-me, meu filho e agora veja como estou, vendendo ate a alma, mas tempos gloriosos consegui com tais, sabe como é né meu caro.
-Pensei que fosse doações, desculpe-me. - respondi e continue a apreciar o livro que consumia rapidamente.

Um comentário:

  1. Oi, tudo bem?
    Obrigada pela vizita e pelo comentario carinhoso em meu blog. Fico lisongeada por vocÊ gostar de minhas poesias, principalmente por você ter um blog tão impressionante assim.
    Abração e até a proxima.

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