quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tempo: Série ininterrupta e eterna de instantes


Deitados em nossa cama, contemplamos a imensidão do teto de nosso quarto
os dedos entrelaçados enlaçam o carinho 
o branco infinito parece-nos o brilho de uma estrela turva que se perde no universo
o universo que há dentro de nos, que é grande, e infimo, pois o amor ocupa-o todo
o branco se torna cinza, e azul-marinho, como ondas num mar, como aqueles vistos em nossos sonhos mais intimos
a areia dourada, aquece nossos pes gelados pois a coberta é pequena e a cama de solteiro. Nos beijamos.
E esse beijo nos transporta para dentro de uma ampulheta com a mesma areia daquela praia
e as horas já não passam, o tempo se eterniza para que possamos ficar juntos para sempre
e o mundo é criado apenas para que nos desfrutemos do amor, das ondas, da areia e da vida.

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