quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Due

É incrível perceber a dualidade existentes em todas as coisas. O bom é ruim, e o ruim é bom. Nada é estático, imutável, nada é uma coisa só. Ying-Yang. O equilibrio perfeito do universo. "Crash - no limite" explora esse assunto muito bem. Lançado em 2004 nos EUA dirigido pelo canadense Paul Haggis, mais conhecido por seus trabalhos de roteirista em muitos filmes do clássico 007, e interpretado por atores como Brendan Fraser, Sandra Bullock, Matt Dillon (adoro esse cara), Don Cheadle entre outros. A primeira vista, olhando todos esses nomes conhecidos, você pode imaginar que se trata de um clássico hollywoodiano, cheio de estrelas e efeitos especiais; O próprio título talvez nos remeta a esses filmes cheios de sangue e efeitos especiais que caracterizam as atuais produções hollywoodianas. Não se engane. Nesse filme todas estrelas brilham: todos são protagonistas. Há espaço para a história de cada um dos personagens, sendo que cada um deles são, como rege a natureza, due. No final a moral é a mesma: "Ninguém é totalmente ruim, nem totalmente bom; Somos seres humanos, e por isso seres incompletos" Além disso, somos parte de uma grande massa e apesar das diferenças, por mais que tentemos negar, somos um fracasso sozinhos. E é por isso que vivemos em comunidades, precisamos uns dos outros.


Crash é a reunião de esbarrões e "batidas" que um personagem dá no outro, é o efeito borboleta causando impacto novamente.  Diferenças sociais, raciais e econômicas são colocadas em pratos limpos, é nítida a interdependência dos personagens; É o Ying-Yang que falei anteriormente. Vale a pena passar por um "Crash"; Um empurrão necessário direto pra realidade quando a soberba e o individualisto está fora dela, para enxergar a verdade (aquela que você procura, podendo estar no lugar que menos imaginava) esquecendo de seus preconceitos e pré-conceitos.
Sem sombras de dúvida, um filme obrigatório.

Abraços

2 comentários:

  1. Um filme fantástico. A cena em que o dono do armazém atira no latino e a filha pula no seu colo está entre uma das mais dramáticas que já vi.

    A ideia de um filme onde destinos se cruzam não é tão nova, mas a execução desse filmes foi fantástica.

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  2. Realmente...é uma das minhas cenas prediletas, quando a capa a proteje... enfim! Muito bom *-*

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