domingo, 21 de junho de 2009

Conto - Lembranças do velho

Um conto que eu fiz a séculos atras, para uma peça teatral que acabou nao dando certo, nada bom, apenas "O papo".

(se não me engano tem na base de uns 26 capitulos. historia narrada pelo protagonista. texto formal. Geralmente há capitulos longos e curtos. e é isso)

Capitulo I - A visita vazia ao vazio. (I parte)

Em uma destas noites passei a escrever alguns poemas, um desejo particular, apenas para colocar em papel aquela formações enigmáticas da minha mente pertubada e de algumas semanas passadas desacordada.
Ao editá-lo, indignado fiquei com o decorrer de minhas lembraças, uma horas lá, outras horas cá, recordei-me de uma grande casa que localizava-se na antiga rua Maristela da grande Janeiro, o lugar onde desperdicei alguns longos e também breves tempos de minha anterior e nada particular vida inútil, ainda posso lembrar da boa entrada, o cheiro das flores mortas caída ao chão, o jardim sombrio e florido, apesar do dias nada doces, outra coisa de que lembrei foi a classica e exuberante sala de papai, aquela cuja deu sentido pelo menos a uma parte de minha academia de letras, apesar de minha mente podre de velha, posso sentir o tempo em que meus dedos tocavam as pequenas teclas do piano de papai, para mim era uma imensidao, olhava para um lado teclas infinitas, olhava para o outro lado mais teclas infinitas, era como deitar em uma grande cama onde rodopiava para lá e para cá e ela nunca acabava. alem do piano de papai, nunca poderei esquecer da grandiosa pintura do teto e uma espécie de desenho que ali habitava, apesar de não ser algo mais decorado, o realismo dos traços acariciava-me os olhos, algo florescente ao mesmo tempo escuro, sóbrio como tambem alegre...fascinante, se essa for a palavra adequada, olhava para ela com horror, era tão real que dava-me vomitos de felicidade.
Naturalmente era o bom gosto de decora-la como les france, o que me deixava meio descontente, "porque não optar por um estilo da grandiosa janeiro, nao?", tudo girava em torno da França, do glaumour de Paris e de suas modas horrendas de tão bela. Entretanto havia, flores, figuras, louça velhas, tecidos caros, caixas, lamparinas e para todo outros lugares que não havia luzes, era habitada por sedas e mais sedas. Algo que papai me disse na epoca, era que continuava tendo o mesmo gosto de mamae por seda. E voltando aos detalhes da grande sala, nada era estranho e assombroso quanto aquelas paredes, brancas, sujas pelo decorrer do tempo, pelo o molhar da chuva que a fazia húmida e verde, é como meu rosto atual velho e feio e o meu rosto de menino, claro e inocente, nada tinha mais histórias, quanto aquela parede velha.
A história que carrego hoje é tentar mudar minhas estranhesas.
Agora como outrora esta selado nesta velha casa o contraste harmonioso da minha vida anterior.

continua.

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