segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A arte do ontem

Engraçado o quanto as coisas mudam a relativamente um curto espaço de tempo. Lendo minhas postagens antigas, e até mesmo as novas, percebo uma grande mudança, nítida ou não pra muitas pessoas, pra mim é escandalosa. Quase como aqueles truques em que um elefante sai da cartola. Ler a si mesmo é engraçado, e ser lido também é. Imagino como se sente um escritor após mandar um de seus livros pra alguma editora. Me sinto um tanto quanto violada, mesmo imaginando que ninguém em sã consciência chega a ler um de meus textos inteiros e atentamente. Acho que daqui uma semana quando ler isso vou pensar: 'Puta que pariu, lixo de texto, filosofia barata, violação gratuita', se bem que lendo o que escrevi até agora, não me parece tão diferente do que penso nesse instante.

Isso foi escrito há algum tempo, confesso que nem me lembrava desse pequeno comentário. Agora, realmente, como é engraçado ler-se. Enxergar-se. Parece irreal.

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