segunda-feira, 28 de março de 2011

Um momento

Não me queixo de mais nada
Sobre o sol da tarde
Entrando pela porta e refletindo na tv
Bem como um pé polído
Sobre um asfalto duro e aspero

Luz forte iluminando a tv
Refletindo aos olhos e ofuscado-te para o negro
Um céu claro e altamente azulado
Mesmo sob a pressão radiada do sol
Mesmo no entardecer que surge; É menos dia
Com um pouco mais sombria.

Não se queixando sob o reflexo cegando os olhos
Muito menos sobre a radiação me expondo
Ou elogiando o céu azulado e tenso
Nem sobre o perfumar dos lirios
Nem vendo o mal que existe em cada um
Deixando assim o teu pulmão envenenado
Sem cura, mostrando cancer e as dilacerações

Mas aproveitando o doce descansar
Isto tudo o que o dia me apresenta
Tornando o mal ao bom e sucumbindo ao sabor
Assim a onda cruza o oceano
E nunca ancora em porto amargo
Nem ouve a voz do vento que ignora

Reclino meu corpo esticado no sofá
Respiro a monotona calmaria
Decido tentar enxergar o que há
Apenas deixar a minha carne pobre pelo viver, viver.
E fazer disso tudo um poema de misericordia
Uma poesia cronica, sem rima, sem sabor
Sem amor ou dor.

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